O que deveria ser uma celebração do esporte estudantil em Rondônia agora está sob investigação. O Ministério Público de Rondônia (MPRO) abriu um procedimento para apurar possíveis falhas administrativas na organização dos Jogos Escolares de Rondônia (JOER) 2026.
A medida foi tomada após denúncias de atrasos em processos considerados essenciais para a realização da competição. O principal temor é que os problemas comprometam a participação de estudantes rondonienses nos Jogos Escolares Brasileiros (JEBs), marcados para setembro, em Brasília.
A investigação foi instaurada nesta segunda-feira (8) pela promotora de Justiça Joice Gushy Mota Azevedo, da 18ª Promotoria de Justiça de Porto Velho.
Atrasos acendem alerta
Segundo o Ministério Público, documentos analisados apontam que o calendário oficial do JOER precisou ser alterado por causa de adequações administrativas e procedimentais.
A preocupação é que a demora na condução dos processos impeça a realização da competição dentro do prazo necessário para definir os atletas que representarão Rondônia na etapa nacional.
Entre os pontos investigados estão processos relacionados à contratação de arbitragem e alojamentos, que, segundo informações reunidas pelo MPRO, estariam em tramitação há mais de um ano e teriam enfrentado períodos de paralisação.
Gestores da Seduc são investigados
O procedimento também busca apurar a atuação de gestores da Secretaria de Estado da Educação (Seduc) ligados às áreas de esporte escolar e educação.
O objetivo é identificar as circunstâncias que levaram à readequação do calendário e verificar se houve falhas administrativas capazes de prejudicar estudantes, escolas e toda a organização do evento.
Problema já havia ocorrido
O Ministério Público destacou que essa não é a primeira vez que a competição enfrenta dificuldades.
Em 2025, denúncias semelhantes já haviam sido registradas após o adiamento da fase estadual dos Jogos Escolares. Na época, a indefinição do calendário também gerou preocupação sobre a participação da delegação de Rondônia na competição nacional.
Para o MPRO, a repetição dos problemas exige uma apuração mais aprofundada para evitar novos prejuízos aos atletas.
O que acontece agora
Como parte das medidas iniciais, o Ministério Público requisitou informações à Seduc sobre os motivos das alterações no calendário e quais providências estão sendo adotadas para garantir a realização do JOER dentro do prazo.
Também serão analisados os processos administrativos e licitatórios relacionados à competição.
A investigação pretende esclarecer se houve erros na condução dos procedimentos e identificar eventuais responsabilidades dos agentes públicos envolvidos.
Enquanto isso, estudantes, professores e escolas aguardam definições para saber se o maior evento esportivo estudantil de Rondônia acontecerá sem novos obstáculos.



