Por Vinício Carrilho Martinez
A vida é cheia de físicas
São as físicas da vida física
Teve ou tem Descartes
Com todos os seus efeitos
Mas, a vida sempre é cheia de defeitos
Nunca descarte
O mais que imperfeito humano desceu das árvores
Teve essa enorme sapiência
Hoje, não sabemos subir
Por isso, não descarte
A imperfeição, a surpresa, o inaudito
A vida também é cheia de metafísicas
Acho muito legal tudo isso
Também vejo coisas assim
Mas, sabe o que segura tua onda?
Ler, pensar os caras
Primeiro no tempo deles
Depois hoje
Esse transbordo, transparente, para hoje, onde todo mundo é livre pra fazer
Só no passado que precisa de cuidados
Aliás, no grego, metáfora é transporte
Então, por mais legais que sejam as metáforas, é preciso lembrar que o transporte do passado não é simples, tem sua época e sentidos
Mas, sem derrapar, todos podem ser motoristas
Isso é fantástico
Não vejo coisa melhor na vida
E como nos interliga, em passado, presente e futuro
Isso é a Modernidade Tardia
A vida é bela demais, com suas imperfeições, para alguém achar que não vale a pena
E não precisa de religião nenhuma, basta a lógica original
Aquela que é a de sempre
Ou seja, não há começo, nem fim
Somos só um processo
Na Modernidade Tardia, a vida é moderna, mas o humano é sempre tardio
Tardio porque demora muito a entender que é só uma engrenagem na história
A coincidência que sempre vejo, em mim, é nunca desistir
Mesmo que as coisas venham tardiamente
E elas vem
É impossível não vir
Não há como não viver
Também é impossível decifrar isso
Mas é do super humano essa tentativa
Um humano é o que desceu da árvore
O super humano é o que ajudou outro a descer da mesma árvore
O humano mais gentil desceu primeiro, avaliou o terreno, os riscos
Depois desceu a mulher
Hoje, está menos imperfeito




