O ano 2024 se aproxima e logo vemos que os embates já estão escritos com palavras patriarcais. Há poucos dias celebramos o nascimento mais lembrado da história. Ocasião perfeita para inquirir que gestações trouxeram dano à carreira de uma pesquisadora que ousou dar seguimento a vida acadêmica buscando assim, conciliar maternidade e trabalho. Deveríamos seguir um caminho diferente? Deveríamos abdicar da experiência de sermos mulheres, mães e cientistas? O modo como a parentalidade tem se consolidado no âmbito das agências de fomento tem se tornado um grande desafio para nós mulheres cientistas. Não se trata de emitir um parecer justo e aplicado ao projeto submetido e sim de escárnio. Qual é o modelo de vida designado para as mulheres pesquisadoras? Vale destacar a pluralidade como um elemento preponderante na temática gênero. Somos diversas. Merecemos ter essa diferença considerada tendo como princípio a ciência inédita que produzimos e os princípios de equidade. Que lamentável episódio de preconceito e violência de gênero presenciamos nos últimos dias do ano. Que venha 2024 e todas as oportunidades para vivermos dias melhores.
Diléia Aparecida Martins
Universidade Federal de São Carlos
Coletivo Aldeia




