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segunda-feira, março 2, 2026
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Campanha “Assédio Zero”, realiza segunda live dia 25 de julho no Youtube

 

Nenhuma descrição de foto disponível.A Rede Brasileira de Mulheres Cientistas (RBMC) realizará no dia 25 de julho, a partir das 19h30 (horário de Rondônia), a segunda live da campanha #ASSÉDIOZERO com o tema “Racismo, sexismo e transfobia no ambiente acadêmico: processos de resistência das mulheres negras”. A data da live acontece em 25 de Julho, em homenagem ao Dia Nacional de Tereza de Benguela e da Mulher Negra. Participarão da live as cientistas Viviane Japiassú Vaiana (IFRJ), Joyce Alves (UFRRJ) e mediando, Rosângela Hilário (UNIR e Diversitas/USP).

Nenhuma descrição de foto disponível.“A discussão desta live propõe abrir espaço para o diálogo sobre a participação das diversas mulheridades na ciência e os entraves enfrentados no acesso, permanência e avanço dentro dos ambientes acadêmicos. Especialmente porque consideramos que a sociedade brasileira ainda naturaliza das dores cotidianas vivenciadas pelas mulheres negras e trans”, pontuou Rosângela Hilário, do Comitê Gestor da Rede Rede Brasileira de Mulheres Cientistas (RBMC).

 

A primeira live aconteceu no dia 27 de junho, pelo Youtube, contando com a participação das renomadas pesquisadoras Valeska Zanello, da Universidade de Brasília (UnB), e Heloísa Buarque de Almeida, da Universidade de São Paulo (USP), com mediação de Patrícia Valim, da Universidade Federal da Bahia (UFBA). O tema discutido foi “Pelo fim da cultura do assédio no ambiente acadêmico”. Assista aqui.

A campanha é resultado do trabalho coletivo da rede, impulsionada pelas denúncias das pesquisadoras Lieselotte Viaene, Catarina Laranjeiro e Miye Nadya Tom, no texto “As paredes falavam quando ninguém falava: notas autoetnográficas sobre o controle do poder sexual na academia de vanguarda”, publicado em coletânea em março deste ano. A RBMC propõe que a campanha seja uma forma de acolhimento às professoras, estudantes, técnicas administrativas e profissionais terceirizadas que sofrem assédio.

De acordo com a rede, pesquisas sobre o tema revelam a alarmante recorrência do assédio no ambiente acadêmico e a falta de mecanismos efetivos para coibir essa prática, o que impacta profundamente a vida das mulheres.

 

Um estudo realizado pelo “Data Popular e Instituto Avon, em 2015, com 1.823 universitários (67%) das estudantes afirmaram ter sofrido violência sexual, psicológica, moral ou física praticada por um homem em instituições de ensino superior.”, afirma o instituto em publicação nas redes sociais. Já a pesquista “O Perfil do Cientista Brasileiro em Início e Meio de Carreira” (2022) mostra que 47% das mulheres sofreram assédio sexual e 67% foram vítimas de assédio moral durante a carreira (Academia Brasileira de Ciências – ABC).

Nem as Instituições Federais de Ensino Superior (IFES) do Brasil escapam. Com 71 unidades, a maioria delas que respondeu ao questionário mostrou que 52,3% ainda não possui nenhum tipo de política de prevenção ao assédio. 70% delas também não possuem medidas de combate ao problema. Os dados são de um estudo feito em 2020 por Bianca Beltrame, da UFRGS.

A mobilização entorno da campanha #AssédioZero: pelo fim da cultura do assédio no ambiente acadêmico” busca dar visibilidade a questão e também solicitar às coordenações das universidades públicas e IFES a implementação de medidas de prevenção contra o assédio moral e sexual, protocolos de encaminhamento das denúncias e acolhimento das vítimas.

A série de lives mensais promete trazer à tona discussões fundamentais sobre o tema ao abordar diversas perspectivas do assédio nas universidades, incluindo a interseção entre racismo e sexismo no assédio contra mulheres negras, estratégias de acolhimento, espaços de denúncia, desafios jurídicos e iniciativas bem-sucedidas de combate ao problema.

Sobre a RBMC

A Rede Brasileira de Mulheres Cientistas nasceu em 23 de abril de 2021, com a proposta de desenvolver estratégias de ação no contexto da pandemia de covid-19. Cerca de 4 mil pesquisadoras de todas as regiões do Brasil assinaram a Carta em defesa da Rede. Em dois anos de atuação, a RBMC vem promovendo debates a partir da perspectiva de gênero e de raça, desenvolvendo projetos e articulando parcerias para contribuir na construção de uma sociedade equitativa.

 

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