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terça-feira, maio 12, 2026
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Capa da Veja: Suprema confiança

A escolha de Lula por Cristiano Zanin Martins para ocupar a vaga deixada pelo ministro Ricardo Lewandowski no STF encerrou uma das mais acirradas corridas à Suprema Corte dos últimos tempos. Além de Zanin, estavam no páreo nomes que agradavam a gostos e interesses diversos.

O advogado Manoel Carlos de Almeida Neto, ex-assessor de Lewandowski, era o preferido do ex-ministro e do Grupo Prerrogativas, que reúne juristas apoiadores de Lula e também tinha integrantes supremáveis, como os advogados Pedro Serrano e Lenio Streck. Entre a classe política, a preferência recaía pelo presidente do TCU, Bruno Dantas. Correndo por fora vinha o ministro do STJ, Luis Felipe Salomão.

A partir do momento em que se consolidou na dianteira e virou favorito ao posto, Zanin passou a ser alvo de críticas nos bastidores e de “fogo amigo”. Agora certamente seguirá na mira, mas da oposição, por sua proximidade com Lula — foi Zanin, afinal, que o reabilitou politicamente ao defendê-lo com sucesso na Operação Lava-Jato.

A indicação de Zanin e sua atuação como ministro serão sempre escrutinadas à luz do necessário equilíbrio dele em relação a assuntos envolvendo o petista e seu governo. Esse certamente será um dos pontos sobre os quais o advogado será exaustivamente questionado na CCJ do Senado.

Embora críticos de Zanin digam não se saber exatamente o que ele pensa a respeito de temas sensíveis, é inegável que ele se tornou um ícone da derrocada da Lava-Jato. Sua nomeação é a cereja do bolo no ocaso da operação.

Fonte: Veja

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