26 C
Porto Velho
segunda-feira, janeiro 5, 2026
spot_img

Coluna Zona Franca

Por Roberto Kuppê (*)

A queda de Maduro (Bolsonaro)

Pode ser uma imagem de texto que diz "Nicolas Maduro jair bolsonaro: Perdeu as eleições, fraudou o resultado e perseguiu os adversários com o apoio dos militares. Sabia que,i aqueiria iria perder as eleições, inventou fraudes inexistentes, tentou impedir eleitores de votar e, por fim, tentou um golpe de Estado. As duas faces da mesma moeda..."Não dá prá dissociar as duas personagens no tocante à fraudes nas eleições. Maduro foi bem sucedido, Bolsonaro não. Mas, ambos estão presos por subverterem as instituições de seus respectivos países. Maduro caiu de podre. Bolsonaro caiu de podre também ( risos).

A queda de Maduro (Bolsonaro) 2

Nessa briga entre Estados Unidos e Venezuela, o Brasil não deve meter a colher. No máximo uma declaração de repúdio protocolar, o que já foi feito. Maduro era um ditador sanguinário. Perseguiu opositores. Impediu candidatos de disputar eleições. Lula foi impedido de se candidatar em 2018. Portanto, Maduro e Bolsonaro, têm tudo a ver um com o outro.

Posição da coluna

Esta é a posição da coluna. Cautela quando o assunto se tratar de um maluco chamado Trump. Empresário bem sucedido, imagina-se comandando o mundo como se uma empresa dele fosse. Não se trata de covardia. Se trata de sobrevivência. Pelo menos até às eleições de outubro, Lula terá que fazer cara de paisagem, dando uma declaração aqui outra acolá, sem se comprometer. Empurrar com a barriga. Depois de reeleito, taca-lhe o pau. Antes, não.

Nova presidente da Venezuela pede cooperação com EUA

Um dia depois de tropas americanas invadirem o palácio Miraflores e levarem à força o presidente venezuelano Nicolás Maduro e sua mulher, Donald Trump partiu para a ofensiva contra a sucessora dele, Delcy Rodríguez. Em entrevista por telefone, ele disse que a recém-empossada presidente pagará “um preço muito maior” que o de Maduro, caso “não faça a coisa certa”. O tom é muito diferente do empregado pelo próprio Trump na véspera ao afirmar que Rodríguez “estava disposta a fazer o necessário para tornar a Venezuela grande novamente”, incluindo abrir a exploração de petróleo no país às empresas americanas. (The Atlantic)

Nova presidente da Venezuela 2

A ameaça parece ter surtido efeito. À noite, Rodríguez divulgou nas redes uma carta aberta em tom cauteloso, convidando o governo dos Estados Unidos a colaborar em uma “agenda de conciliação”. Segundo a presidente, a Venezuela “deseja viver sem ameaças externas” e seu governo vai buscar uma relação respeitosa e equilibrada com Washington. No sábado, Rodríguez foi mais enfática, dizendo que seu país estava “pronto para defender seus recursos naturais”. (Reuters)

Nova presidente da Venezuela 3

Se a atual presidente da Venezuela disse que está tudo bem, o que Lula tem que fazer? Nada!

Cuba e Colômbia

E a retórica agressiva de Trump não se limitou à Venezuela. Conversando com jornalistas a bordo do avião presidencial, ele previu que o governo cubano “parece pronto para cair” já que, segundo ele, só sobrevive por causa de Caracas. Trump também ameaçou o presidente da Colômbia, Gustavo Petro, acusando-o de gostar de “fabricar cocaína e mandá-la para os EUA”. “Ele não vai fazer isso por muito tempo”, acrescentou. (Politico)-Charge do Spacca

Vai manter o bloqueio

Enquanto Trump mordia, seu secretário de Estado, Marco Rubio, assoprava. Ele concedeu uma série de entrevistas para negar a afirmação do presidente de que os Estados Unidos iriam “governar” a Venezuela. Segundo ele, Washington vai manter o bloqueio a petroleiros sancionados mas não terá qualquer envolvimento na administração do país. De acordo com o secretário, o bloqueio funcionará como pressão para que o governo venezuelano atenda às exigências da Casa Branca. O objetivo das explicações é afastar os temores de boa parte do eleitorado de Trump, o chamado movimento MAGA, de que os EUA se envolveriam em uma prolongada ocupação em território estrangeiro. (AP)

Tribunal federal em Nova York

Maduro e a esposa, Cilia Flores, serão levados no fim da manhã de hoje (horário de Brasília) a um tribunal federal em Nova York, onde responderão a um processo por tráfico de drogas e outras acusações. Em condições normais, uma ação desse tipo levaria até um ano para ser julgada, mas a defesa de Maduro deverá questionar a legalidade de sua prisão, classificada por muitos como um sequestro, e até mesmo se ele teria imunidade como chefe de Estado. (New York Times)

Guarda pessoal de Maduro foram mortos

Na Venezuela, o ministro da Defesa, Vladimir Padrino, confirmou que membros da guarda pessoal de Maduro foram mortos durante o ataque ao Palácio Miraflores por soldados de elite dos EUA. O general não deu um número exato, mas estima-se que até 80 pessoas, entre civis e militares, tenham morrido no ataque e nos bombardeios americanos. Em pronunciamento, Padrino confirmou que as Forças Armadas reconhecem Delcy Rodríguez como presidente interina e pediu que a população retomasse as atividades diárias. (El País)

Não alterou

Ainda que tenha peso simbólico, a prisão de Maduro não alterou de fato a estrutura de governo da Venezuela. Vladimir Padrino, Delcy Rodríguez e seu irmão Jorge e o ministro do Interior, Diosdado Cabello, entre outros, formam um núcleo do chavismo que governa há décadas o país. (BBC Brasil)

 

Fim do começo

“A imagem de Maduro sob custódia nos Estados Unidos cria a imagem de um encerramento. Mas esse não é o começo do fim da longa briga de Washington com a Venezuela. É o fim do começo e o início de uma fase mais difícil e perigosa”. (Juan S. Gonzalez-Foreign Affairs)

Ação imperialista

“Foi uma ação imperialista. Ação de um país que reconhece uma determinada região do mundo como a do seu interesse direto. Não é diferente, no fim das contas, do raciocínio de Vladimir Putin ao invadir a Ucrânia”. (Pedro Doria-Instagram)

Estratégia para reverter a prisão

A defesa de Filipe Martins tenta uma nova estratégia para reverter a prisão do ex-assessor de relações internacionais de Jair Bolsonaro, condenado pelo STF a 21 anos de prisão por participação na trama golpista. Ele foi preso na última sexta-feira por determinação do ministro Alexandre de Moraes após denúncia de que descumpriu a proibição de acessar redes sociais ao visitar um perfil no Linkedin. Segundo os advogados, foram eles próprios que acessaram a rede com as credenciais de Martins para “coletar provas e informação para argumentar em favor da inocência do réu”. (UOL)

Cargo de escrivão

E a vida não anda fácil no campo bolsonarista. A Polícia Federal determinou que o ex-deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) reassuma o cargo de escrivão na corporação. Ele estava licenciado da função desde que se elegeu, no pleito de 2014, mas teve o mandato cassado por faltas no último dia 18. Eduardo viajou para os Estados Unidos em fevereiro e fez pressão para que a Casa Branca impusesse sanções ao Brasil e a autoridades para anular os processos contra seu pai. Em resposta à ordem da PF, o ex-deputado disse que não se sujeitaria “aos caprichos dos bajuladores de tiranos”. (g1)

Datafolha

O ano eleitoral começou de fato. E traz consigo números que tanto servem de estímulo quanto de alerta para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Segundo Datafolha, ele chega a 2026 com uma avaliação de bom/ótimo em 32%, quatro pontos acima dos 28% com os quais iniciou 2006, ano em que se reelegeu vencendo o então tucano Geraldo Alckmin, hoje seu vice-presidente. Naquele momento, Lula sofria com uma acentuada queda na popularidade por conta do escândalo do mensalão, mas conseguiu se recuperar. Desta vez, porém, há diferenças importantes: os que avaliam seu governo como ruim ou péssimo são 37%, contra 29% de 20 anos atrás. Já os que o consideram regular caíram de 41% para 30%. Além disso, avaliam analistas, o cenário de polarização no país faz crescer a importância de temas como segurança pública, um calcanhar de Aquiles do governo. (Globo)

Financial Times x Economist 

A polarização envolvendo Lula chegou às duas “Bíblias” da economia liberal britânica. Para o Financial Times, o presidente brasileiro é favorito para conquistar um inédito quarto mandato em outubro, escorado “por uma economia robusta” e por ter resistido ao tarifaço de Donald Trump. Já a Economist avalia que, mesmo “com todo o talento político” de Lula, “é muito arriscado eleger alguém tão idoso [80 anos] para mais quatro anos no topo”, usando como exemplo o ex-presidente dos EUA Joe Biden. (Economist e Financial Times)

Decisões monocráticas 

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Flávio Dino usou as redes sociais neste domingo para defender uma das mais criticadas práticas dos integrantes da corte, as decisões monocráticas (individuais). Tramitam no Congresso projetos para limitar esse tipo de medida, mas, na opinião de Dino, elas são essenciais para garantir previsibilidade e a segurança jurídica, diante do grande volume de processos no Supremo. (Valor)

Réveillon no exterior

Enquanto o pai sofria na prisão, o pré-candidato à presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL-RJ), passou as festas de final de ano em Orlando, na Flórida (EUA). Concomitantemente, o pré-candidato ao governo de Rondônia, Hildon Chaves (PSDB), passou o réveillon em Aspen (Colorado)com a família. Eles amam tanto o Brasil que, mesmo com o litoral mais lindo do mundo, passam férias nos Estados Unidos. Afinal, uma vez vira-lata, sempre vira-lata.

Outro vira-lata

Mesmo tendo criticado a prisão de Bolsonaro por tentativa de golpe, o deputado federal Coronel Chrisóstomo (PL-Ro) comemorou a prisão de Maduro, que deu um golpe na Venezuela. Recentemente Chrisóstomo teve sua imagem abalada após uma denúncia do portal Metrópoles sobre nepotismo em seu gabinete.

Critics Choice Awards

O Agente Secreto, de Kleber Mendonça Filho, conseguiu mais um feito inédito para o cinema brasileiro ao se tornar a primeira produção nacional a conquistar o Critics Choice Awards de melhor filme estrangeiro. Organizada pela Associação de Críticos de Cinema e TV dos EUA e do Canadá, a premiação é considerada um importante indicador do Oscar e aconteceu na noite de domingo, em Los Angeles. Já o cineasta brasileiro Adolpho Veloso venceu a categoria melhor direção de fotografia pelo filme Sonhos de Trem, da Netflix. A festa brasileira só não foi completa porque Wagner Moura voltou de mãos abanando. Ele concorria como melhor ator pelo Agente Secreto e melhor ator coadjuvante pela série Ladrões de Drogas — os prêmios foram, respectivamente, para Timothée Chalamet, por Marty Supreme, e Jacob Elordi, por Frankenstein. Confira a lista completa de indicados e vencedores. A torcida agora se volta para o Globo de Ouro, que acontece no próximo domingo e onde O Agente Secreto concorre em três categorias. (Omelete)

Breakfast

Por hoje é só. Este é o breakfast, o seu primeiro gole de notícias. Uma seleção com os temas de destaque da política em Rondônia e do Brasil.

Pode ser uma imagem de uma ou mais pessoas, barba, pessoas sorrindo e óculos(*) Roberto Kuppê é jornalista e articulista político,  com informações do Canal Meio

O conteúdo opinativo acima é de inteira responsabilidade do colaborador e titular desta coluna. O Portal Mais RO não tem responsabilidade legal pela opinião, que é exclusiva do autor.

Informações para a coluna:  [email protected]

 

Últimas

Relacionadas