Por Roberto Kuppê (*)
A história e os arautos do atraso
Esta coluna tem deixado claro a sua posição crítica em favor da concessão da BR 364. O vídeo gravado e publicado pelo senador (Confúcio Moura MDB), em suas redes sociais, é um chamado à responsabilidade todos aqueles que contribuíram para o quadro atual. No vídeo, o líder do MDB quis apenas dizer que a concessão do trecho da rodovia que cruza o estado de Rondônia foi uma autorização da Bancada Federal e não apenas dele. Na ocasião, ainda no governo Bolsonaro, ele, como presidente da Comissão de Infraestrutura, pautou o projeto enviado pelo Executivo Federal. O projeto seguiu o rito e, o fim e ao cabo, foi aprovado no colegiado e, em seguida no Plenário do Senado.
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A BR 364 foi iniciada em 1960. Neste ano, o estado de Rondônia tinha população de 70 mil habitantes. A via foi completamente asfaltada em 1983, ano em que a população do estado chegava a 491.069 habitantes, também segundo o IBGE. Portanto, do início de sua construção, já fazem 66 anos. Da data do asfaltamento total, já se foram 43 anos. De lá para cá, apenas reparos pontuais executados pelo DNIT, sem duplicação de nenhum trecho e nenhuma faixa adicional foi acrescida à Rodovia. O orçamento do DNIT, que tem origem e limite no Tesouro, não permite ir além disso.
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Quem trafega pela BR atualmente percebe que o seu estrangulamento está mais perto do que a distância entre Porto Velho e Candeias. Embora até a pouco tempo houvesse uma grita geral pela sua duplicação e melhoria, de repente, isto tornou-se uma praga a ser combatida raivosamente. O que mudou? Simples: o interesse eleitoral dos agentes que, quando podiam, nada fizeram para evitar a aprovação da Concessão, por uma razão bem objetiva: todos estes sabem que sem concessão não existem melhorias.
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A história das concessões de rodovias no Brasil tem dois personagens indispensáveis: a grita de setores contra – e os pedágios. Do mesmo modo, a história demonstra que as gritas destes setores são silenciadas pela satisfação dos usuários (estes sim, os verdadeiros pagadores dos custos das melhorias). Em relação aos pedágios, se as melhorias não vem com os recursos do Tesouro (e no caso da BR 364, são 63 anos de espera), tem uma coincidência onde foram implantados: produziram as melhorias rodovias, os usuários mais satisfeitos e, pasmem!, os estados mais desenvolvidos. Portanto, qualquer movimento contra a concessão – e os pedágios – são gritas que logo serão silenciadas pela satisfação de milhares de rondonienses satisfeitos.
Herege
O pastor Josinelio chamou o PT de partido das trevas. Logo o PT que elegeu três vezes o melhor presidente do Brasil de todos os tempos. Chamar o PT de partido do demônio é desrespeitar o tanto de benefícios sociais que esta agremiação tem feito pela população pobre. E Deus provou que está do lado de Lula, assim como Jesus esteve ao lado dos pobres e prostitutas.
No último domingo Deus mandou um raio bem no traseiro dos bolsonaristas que estavam usando o nome dele em vão. Josinelio Muniz “matou” serviço para protestar contra o Lula. O faltoso Josinelio é comissionado da prefeitura de Porto Velho, da cota da vice-prefeita Magna dos Anjos. Qual a função específica do pastor Josinelio na estrutura do município? Qual sala trabalha? Produz relatórios da sua função gratificada?
Direita e esquerda
Em Rondônia os que se dizem de direita seguem misturados com a esquerda, acompanhando o cenário Nacional. Em Brasília, União Brasil indicou o ministro do Turismo, Celso Sabino; o PP indicou o ministro do Esporte, André Fufuca; e o Republicanos indicou o comando do Ministério dos Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho.
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De um lado, a direita emprestou recentemente um nome para o PT, o ex-deputado federal Expedito Neto. Deve ter sido porque há algum tempo a esquerda cedeu Marcos Rogério para a direita. Para quem não se lembra, o hoje senador Marcos Rogério (PL) era da juventude socialista, era deputado federal pelo PDT e à época fiel escudeiro da ex-presidente Dilma Rousseff (PT). Aparentemente em Rondônia esquerda e direita estão juntos e misturados.(Na mira do Candiru)
Marcos Rogério foi da esquerda
Sim, é verdade. Marcos Rogério foi da extrema esquerda. Foi eleito deputado federal em 2010 pelo PDT com votos da esquerda. Depois mudou radicalmente para a extrema direita. Em 2018 foi eleito senador com apoio de Expedito Júnior. E agora são adversários.
Expedito Netto
No caso de Expedito Netto que está de mudança pro PT, ele está sendo apenas coerente. Com exceção do voto a favor do impeachment de Dilma, seus votos sempre foram prá esquerda, votando sempre com o governo Lula. Ele não está integrando o governo Lula à toa.
É prá valer
O prefeito de Porto Velho, Léo Moraes (Podemos), vai lançar mesmo o prefeito de Vilhena, Delegado Flori (Podemos), ao governo de Rondônia. Léo Moraes confirmou no último sábado a pré-candidatura de Flori Cordeiro, durante um encontro de lideranças políticas. Segundo Léo Moraes, Flori reúne características consideradas estratégicas, como capacidade de diálogo e articulação política, além de atuar na construção de consensos no cenário estadual. O prefeito de Porto Velho afirmou ainda que o pré-candidato vem assumindo papel de liderança na união de diferentes forças políticas. Durante o discurso, Léo Moraes destacou a força do Podemos em Rondônia e afirmou que o partido pretende ter protagonismo nas eleições de 2026, com nomes preparados para disputar o comando do Executivo estadual.
Lewandowski manteve contrato com Master
Depois dos ministros do STF Alexandre de Moraes e Dias Toffoli, agora quem se vê envolvido no caso do Banco Master é o ex-ministro do Supremo e ex-ministro da Justiça, Ricardo Lewandowski. Como contam Andreza Matais e André Shalders, o escritório de advocacia de Lewandowski manteve um contrato de consultoria jurídica com o Master por cerca de 21 meses após ele assumir o Ministério da Justiça e Segurança Pública, em janeiro de 2024. O acordo, firmado em agosto de 2023, previa pagamentos de R$ 250 mil mensais e só foi encerrado em setembro de 2025, somando cerca de R$ 6,5 milhões, dos quais R$ 5,25 milhões foram pagos depois da posse no ministério. A contratação atendeu a um pedido do líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT-BA), que também indicou Guido Mantega para o banco. Ao assumir o cargo, Lewandowski deixou formalmente a sociedade em 17 de janeiro de 2024; desde então, o escritório passou a ser comandado por seus filhos Enrique e Yara de Abreu Lewandowski. Em nota, Lewandowski afirmou, por meio da assessoria, que deixou o escritório ao aceitar o convite para o Ministério e que, após sair do STF, prestou consultoria ao Banco Master entre outros clientes. (Metrópoles)
Pressões sobre o STF
Diante das crescentes pressões sobre o STF para que o ministro Dias Toffoli abandone o caso do Banco Master, o presidente do Supremo, Edson Fachin, afirmou que a perseguição a ministros no exercício de suas funções é um dos sinais do que chamou de “modalidade silenciosa” do autoritarismo, associada ao processo de erosão democrática. A declaração foi feita durante discurso na Corte Interamericana de Direitos Humanos (CIDH), em San José, na Costa Rica, na cerimônia de posse do juiz brasileiro Rodrigo Mudrovitsch como presidente do tribunal. Fachin vem defendendo que o STF tenha um código de ética. (Folha)
Gilmar Mendes
Já o ministro Gilmar Mendes foi mais direto e saiu em defesa da permanência de Dias Toffoli como relator do caso envolvendo o Banco Master. Gilmar afirmou que a atuação de Toffoli observa o devido processo legal e já foi analisada pela Procuradoria-Geral da República, que reconheceu a regularidade de sua permanência no caso. Segundo o decano, o colega tem uma trajetória marcada pelo compromisso com a Constituição e com o funcionamento das instituições. (CNN Brasil)
Código de ética
Na esteira da crise no STF, o presidente da OAB-SP, Leonardo Sica, propôs a criação de um código de ética para ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). O documento foi encaminhado ao presidente do tribunal, Edson Fachin, e começou a ser elaborado em junho de 2025. Entre as propostas estão a vedação de participação de ministros em julgamentos que envolvam parentes até o terceiro grau, amigos íntimos, interesses próprios ou de pessoas próximas, ou processos nos quais o magistrado tenha atuado antes de integrar a Corte. (g1)
Eduardo Leite (PSD)
O governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite (PSD), avaliou, em entrevista ao Central Meio nesta segunda-feira, que seu partido deve decidir no próximo mês quem apoiará na eleição presidencial. Leite já se colocou para a disputa, mas enfrenta dentro da legenda o governador do Paraná, Ratinho Júnior, e os que defendem o apoio a Tarcísio de Freitas (Republicanos). “Eu acho que a gente precisa avançar ao longo do mês de fevereiro para essas definições. É um trabalho de diálogo interno, político dentro do PSD, de convencimentos. Nós somos governadores, Ratinho e eu, e isso exige sair do governo no início de abril para uma candidatura”, disse. Leite defendeu a moderação e falou da possibilidade de “se sentar à mesa” com Tarcísio, apesar das discordâncias. (Meio)
Minneapolis
A repercussão do assassinato do enfermeiro Alex Pretti por agentes do Serviço de Imigração e Alfândega (ICE, na sigla em inglês) em Minneapolis fez a Casa Branca mudar o tom do discurso, que inicialmente culpou a vítima. Diante dos protestos em diversas partes do país e da reprovação de aliados no Partido Republicano, o presidente Donald Trump conversou na segunda-feira com o governador de Minnesota, o democrata Tim Walz. Ficou combinada a retirada de parte das forças federais do estado, a começar por Greg Bovino, chefe da patrulha de fronteira e executor da política de repressão violenta a imigrantes. (CNN)
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A estratégia inicial do governo Trump de classificar Pretti, um cidadão americano de 37 anos e ficha limpa, como “terrorista doméstico” por ter no cinto uma arma registrada irritou aliados do presidente. Vídeos mostram que o enfermeiro não estava com a arma na mão ao ser abordado pelos agentes do ICE e já havia sido desarmado e imobilizado quando levou os tiros. Grupos que defendem o porte de arma, garantido pela Segunda Emenda à Constituição, disseram que o discurso oficial dava argumentos a quem prega o controle de armas no país. (AP)
Banho de sangue
Os problemas de Trump não se limitam à violência do ICE. O senador republicano Ted Cruz (Texas) alertou o presidente de que ele enfrentaria um “banho de sangue” nas eleições legislativas de novembro de 2026 caso a inflação siga elevada e os mercados continuem em queda. O episódio ocorreu em uma conversa telefônica privada, revelada por uma gravação obtida pelo site Axios. A reação do presidente, de acordo com Cruz, foi agressiva, com xingamentos dirigidos ao senador. (Guardian)
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Pedro Doria: “Os Estados Unidos mergulharam num turbilhão fascista. O ICE se porta como a SS nazista. Mas calma lá, não escute uma afirmação desse naipe com impunidade, não. Uma afirmação forte assim precisa vir com um argumento sólido”. (Meio)
Lula e Donald Trump
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva conversou por telefone nesta segunda-feira com Donald Trump para tratar, entre outros assuntos, do Conselho da Paz proposto pelo americano. Sem responder se aceita ou não o convite para integrar o grupo de líderes mundiais, Lula defendeu que o Conselho se limite a tratar da reconstrução da Faixa de Gaza e da questão palestina, sem esvaziar atribuições da ONU. Na conversa, que durou cerca de 50 minutos, o brasileiro também falou da Venezuela, destacando a necessidade de preservar a paz, a estabilidade regional e o bem-estar da população. Os dois presidentes ainda combinaram uma viagem de Lula a Washington nos próximos meses. (g1)
Eleição não se decide em um dia, mas se constrói agora.
Calor extremo
Caso o aquecimento global atinja 2°C acima do período pré-industrial, o número de pessoas vivendo em condições de calor extremo vai mais que dobrar até 2050, alcançando de 1,54 bilhão para 3,79 bilhões de habitantes. É o que aponta um artigo publicado na Nature Sustainability, o mais detalhado estudo até o momento sobre a extensão e a velocidade com que diferentes regiões enfrentarão altas temperaturas sem conter as mudanças climáticas. Segundo os autores, nenhuma região vai escapar do impacto, incluindo países ao Norte, que tiveram seus ambientes projetados principalmente para lidar com um clima mais frio. Estudos independentes afirmam que a demanda global de energia para ar condicionado vai ultrapassar a demanda por aquecimento até o final do século. (Guardian)
Em Rondônia
Este articulista deverá fixar residência em Porto Velho em fevereiro, para acompanhar de perto a sucessão estadual. Mais pelo tambaqui, saltenhas e açaí, do que pela política. Risos.
Breakfast
Por hoje é só. Este é o breakfast, o seu primeiro gole de notícias. Uma seleção com os temas de destaque da política em Rondônia e do Brasil.
(*) Roberto Kuppê é jornalista e articulista político, com informações do Canal Meio
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