Por Roberto Kuppê (*)
Expedito Júnior
O nobre articulista Sérgio Pires, a quem esta coluna nutre grande respeito, foi feliz ao elogiar a competência do ex-senador Expedito Júnior (PSD), pré-candidato à deputado federal. Segundo Pires, “um dos principais mentores das conversações e negociações políticas que culminaram com o acordo em que o governador Marcos Rocha ingressou no PSD e, ainda, assumindo o comando regional da sigla foi Expedito Júnior”.
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Expedito abriu mão do comando estadual do PSD para que Rocha passasse a ser o responsável pela missão. “A filiação do Governador nos dá tranquilidade para fortalecer ainda mais a candidatura do prefeito Fúria à sua sucessão, além de reforçar significativamente nossas nominatas de deputados estaduais e federais, tornando-as altamente competitivas”, disse Expedito referindo-se à disputa das cadeiras tanto no Congresso Nacional quanto à Assembleia Legislativa.
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O experiente Expedito, na política desde 1984, quando foi eleito vereador em Rolim de Moura, de onde saiu para ser o maior jovem deputado federal da Constituinte, em 1º de fevereiro de 1987, na época o mais jovens entre todos os 559 membro do grupo que preparou a Constituição brasileiro de 1988. Ou seja, há 42 anos, com vários mandatos, Expedito Júnior está integrado à história do nosso Estado. Agora, quer voltar à Câmara Federal, disputando uma das oito cadeiras em jogo em outubro próximo.
Eleições 2026
Repercutiu muito nos bastidores, a possibilidade do empresário, advogado e reitor da Unopar, Paulo Andrade, sair candidato ao governo de Rondônia pelo MDB. Não se fala de outra coisa em todas as esquinas e feiras das cidades rondonienses. Nos partidos o clima é de apreensão pois PA não é um político de carreira. Embora tenha sido eleito vereador em 1982 por Pimenta Bueno, nunca mais se candidatou a nada. Após crescer como empresário, aos 76 anos, Paulo Andrade acha que chegou a hora de comandar o estado de Rondônia. De centro, se PA aceitar a missão, não vai tender a nenhuma ideologia política, seja de direita como de esquerda. O objetivo dele será governar para o povo rondoniense, independente de preferências partidárias. É o que o eleitor prefere. Chega, né? Reveja aqui a coluna de ontem contendo as duas entrevistas com Paulo Andrade.
Fúria X Flori
O prefeito de Cacoal, Adailton Fúria (PSD), que faz questão de enfatizar que é de direita e bolsonarista, tem crescido neste campo da política rondoniense. Em entrevista concedida á uma rádio, ele fez questão de se afirmar como pré-candidato ao governo de Rondônia de direita, bolsonarista. O estado é 70% bolsonarista. Por outro lado, outro prefeito cresce ao fazer questão de enfatizar que também é bolsonarista. Trata-se de Flori Cordeiro (Podemos). Flori tem demonstrado envergadura para enfrentar uma campanha que será acirrada entre a direita que tem o senador Marcos Rogério (PL), como líder nas pesquisas.
Direita X Centro X esquerda
Teremos pelo menos seis candidatos de direita: Adailton Fúria (PSD), Flori Cordeiro (Podemos), Coronel Braguin (Novo), Hildon Chaves (PSDB), Marcos Rogério (PL), Sérgio Gonçalves (União Brasil), um de centro, Paulo Andrade (MDB) e dois de esquerda Expedito Netto (PT) e Samuel Costa (Rede). Desse caldo deverá sair pelo menos um da direita, embora estejam muito divididos. Já a disputa favorece o centro e a esquerda com poucos adversários.
Moraes e Toffoli reagem
Em meio à pressão por um código de conduta no Supremo Tribunal Federal (STF), ministros da Corte defenderam que os magistrados devem ter direito a atuar fora dos tribunais para ampliar suas rendas, hoje fixadas pelo teto salarial do serviço público em R$ 46.366. Alexandre de Moraes criticou o que chamou de “demonização das palestras”, uma das poucas atividades externas remuneradas que são permitidas à magistratura. A fala ocorre no momento de maior pressão na história recente do STF por conta da crise envolvendo o Banco Master, que expôs relações familiares de ministros com a instituição. O escritório da esposa de Moraes, Viviane Barci de Moraes, manteve um contrato com o Master no valor total de R$ 129 milhões. O episódio acelerou a articulação do presidente da Corte, Edson Fachin, pela criação de um código de ética para ministros, com relatoria da ministra Cármen Lúcia. Após a reação de Moraes, porém, como conta Mônica Bergamo, Fachin cancelou um almoço que teria com os colegas para tratar do código. (Folha)
Moraes e Toffoli reagem 2
Dias Toffoli, o criticado relator do caso Master, também defendeu maneiras de os juízes ampliarem seus ganhos. Segundo ele, magistrados devem poder ser sócios de empresas ou proprietários rurais, desde que não exerçam funções de administração. “Vários juízes são fazendeiros, são donos de empresas”, disse Toffoli, em aparte a Moraes. Fundos ligados ao Master compraram participação em um resort dos irmãos de Toffoli no Paraná, onde o ministro já recebeu diversos empresários ligados ao setor financeiro. (CNN Brasil)
Marco Buzzi abusou
Já o STJ vive uma crise criminal envolvendo o ministro Marco Buzzi. Uma jovem de 18 anos o denunciou por suposto assédio sexual durante uma viagem de férias ao litoral de Santa Catarina em janeiro. Em depoimento à polícia, ela acusou Buzzi de tentar agarrá-la repetidamente enquanto se banhava em uma praia de Balneário Camboriú. A família deixou o local e registrou boletim de ocorrência em São Paulo. O Conselho Nacional de Justiça apenas informou que o procedimento está sob análise da Corregedoria Nacional e tramita em sigilo. (Metrópoles)
Imoralidade
O Planalto está fazendo o que pode e o que não pode para se desvincular da aprovação do projeto que reestrutura carreiras do Legislativo e cria gratificações que podem dobrar o salário-base de servidores da Câmara e do Senado. Ministros e secretários foram escalados para dizer que o Executivo não participou de negociações nem firmou acordo para levar a proposta ao plenário. A versão, no entanto, foi contestada pelo presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB). Segundo ele, líderes governistas participaram da reunião que definiu a pauta e deram aval ao encaminhamento. A aprovação unânime, diz Motta, refletiu o consenso entre as lideranças. (Globo)
Imoralidade 2
Embora o reajuste tenha sido aprovado por unanimidade, deputados criticaram o dispositivo que permite furar o teto salarial do serviço público. O texto cria uma licença compensatória, mas permite que o servidor faça a opção por receber em dinheiro. Essa verba é classificada como indenizatória, por isso, ficaria fora do limite salarial atrelado ao vencimento dos ministros do STF. (g1)
Imoralidade 3
Aliás, os reajustes aprovados para servidores do Legislativo terão impacto estimado de R$ 790 milhões até o fim de 2025 — R$ 592 milhões na Câmara e R$ 198 milhões no Senado. O valor é maior que o orçamento anual de 95% dos municípios brasileiros, segundo dados do Tesouro Nacional. (g1)
Imoralidade 4
Um dos votos a favor do aumento do salário dos deputados foi o crítico aos gastos públicos, deputado Nikolas Ferreira (PL-MG). Ele que votou CONTRA o gás de cozinha grátis para os pobres, votou a favor de aumento de gastos com salários de privilegiados servidores públicos como ele. Safadeza.
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E vem mais por aí. O reajuste deve provocar pressão por aumento da verba de gabinete dos parlamentares. Hoje, cada deputado dispõe de R$ 133,1 mil por mês para pagar até 25 assessores. Com a alta salarial prevista — entre 8% e 9,28%, de acordo com Hugo Motta — dirigentes da Câmara defendem que o limite também seja reajustado. Caso contrário, afirmam, será necessário cortar funcionários para manter os gastos dentro do teto atual. (Folha)
Fernando Haddad
Na corrida eleitoral aumentam as pressões no entorno petista para que o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, aceite se candidatar ao governo de São Paulo para que o partido tenha um palanque forte no mais populoso estado do país. Dessa vez, a artilharia veio da ministra do Planejamento, Simone Tebet, cotada para disputar o senado por São Paulo. De acordo com ela, Fernando Haddad, e o vice-presidente Geraldo Alckmin são os nomes mais fortes do governo Luiz Inácio Lula da Silva para disputar o governo paulista. “Se estamos falando em puxar votos para a majoritária federal, Haddad e Alckmin no governo do estado têm mais força”, disse ela, após evento no Palácio do Planalto. (g1)
Racha familiar
E candidatura de Carlos Bolsonaro (PL) para o Senado por Santa Catarina provocou um novo racha familiar. Nesta quarta-feira a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro declarou apoio público à candidatura ao Senado da deputada Caroline de Toni (PL), que lidera as pesquisas e disputava uma vaga com Carlos. Em postagens nas redes sociais, Michelle compartilhou fotos ao lado de Caroline e também do ex-presidente Jair Bolsonaro com a deputada, sinalizando respaldo político. “Estaremos com você”, escreveu. O esforço, porém, não deu resultado. Ao ouvir do presidente do PL, Valdemar Costa Neto, que uma vaga iria para Carlos e outra para um partido aliado, a deputada anunciou sua saída da legenda. (UOL)
Enfrentamento ao Feminicídio
Os Três Poderes da República assinaram, nesta quarta-feira, o Pacto Nacional Brasil de Enfrentamento ao Feminicídio, iniciativa que une Executivo, Legislativo e Judiciário para enfrentar a violência letal contra mulheres e meninas. Apesar da apresentação, o governo não ofereceu detalhes sobre a execução das políticas de enfrentamento ao feminicídio. O projeto tem como eixos principais a prevenção, proteção e responsabilização de agressores e a garantia de direitos para mulheres vítimas de violência de gênero. Dados do Ministério da Justiça e Segurança Pública mostram que o número de feminicídios bateu recorde no Brasil em 2025, com 1.470 casos de janeiro a dezembro. (g1)
Enfrentamento ao Feminicídio 2
A única medida anunciada foi a criação de um comitê contra o feminicídio, que será formado por quatro representantes de cada Poder, segundo a ministra das Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann. “Após a composição, esse comitê se reunirá para discutir um plano de trabalho comum com ações prioritárias, contundentes e efetivas para enfrentar o feminicídio”, afirmou. Presente na cerimônia, a ministra das Mulheres, Márcia Lopes, teve participação discreta e não discursou. O ato foi aberto pela primeira-dama Janja da Silva. (UOL e Globo)
Washington Post
Um dos principais jornais dos Estados Unidos, o Washington Post está promovendo mudanças drásticas em sua operação, o que inclui a demissão de um terço de seus funcionários e a exclusão de algumas áreas. O editor-executivo do Post, Matt Murray, disse em uma teleconferência com a equipe que o jornal está iniciando “uma ampla reestruturação estratégica” envolvendo o enxugamento da cobertura esportiva, o fim da seção de livros e o podcast Post Reports, além de reduzir sua presença internacional. As notícias de política e governo, assim como as informações nacionais, continuarão sendo o tema principal. Também dará ênfase à cobertura dos chamados “futuros”, ou “áreas como ciência, saúde, tecnologia, clima, cultura e negócios”. (Semafor)
Washington Post 2
Martin Baron, ex-editor-executivo do Washington Post, criticou a decisão do jornal, atual propriedade do bilionário Jeff Bezos, que também é dono da Amazon. Baron culpou Bezos por priorizar seus objetivos financeiros em detrimento do bem-estar do veículo. Também criticou a direção do Post por algumas de suas decisões editoriais, incluindo a controversa decisão de não apoiar um candidato presidencial durante a eleição nacional de 2024. (CBS News)
Carolina Dieckmann
Em (Des)Controle, principal estreia dos cinemas nesta quinta-feira, Carolina Dieckmann vive uma escritora que, sob pressão profissional e familiar, mergulha na bebida e põe em risco tudo o que conquistou. Outra boa pedida é o drama islandês Quando a Luz Arrebenta, onde uma jovem perde o homem que amava em circunstâncias trágicas, mas precisa engolir o próprio luto e, para jogar sal nas feridas, consolar a namorada oficial do falecido.
Cine Copan
Fechado desde a década de 1980, o Cine Copan será reaberto após uma reforma em seu espaço no edifício Copan, no Centro de São Paulo. O local vai receber, no próximo dia 19, a peça Hamlet, dirigida por Rafael Gomes e estrelada por Gabriel Leone, que ficará em cartaz até maio. Depois, fecha as portas novamente para obras por um ano, voltando a receber sessões de cinema além de eventos públicos, lançamentos de séries e filmes. O projeto ainda inclui a integração com um novo espaço de lazer, que vai abrigar cafés, restaurantes, bares, exposições de arte e eventos culturais. (Globo)
Luziane na Europa
A coluna deseja neste 8 de fevereiro (próximo domingo), um Feliz Aniversário 🎂 para Luziane Paiva Ximenes, filha de Maria Luzia, irmã deste articulista que embarca amanhã para Portugal, onde Luli reside há quase um ano. Luziane que é jornalista, trabalhou na Câmara Federal por mais de dez anos, tendo assessorado vários deputados federais, incluindo o então deputado Marcos Rogério, quando era do PDT. Além de bonita, Luziane tem uma grande qualidade: é lulista. Parabéns.
Breakfast
Por hoje é só. Este é o breakfast, o seu primeiro gole de notícias. Uma seleção com os temas de destaque da política em Rondônia e do Brasil.
(*) Roberto Kuppê é jornalista e articulista político, com informações do Canal Meio
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