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quarta-feira, fevereiro 11, 2026
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Coluna Zona Franca

Por Roberto Kuppê (*)

PSD em alta

O governador de Rondônia, Marcos Rocha (PSD), disse ontem em entrevista ao podcast Resenha Política (Robson Oliveira), disse que quem não entrasse no barco dele ia se arrepender. Pois bem, o barco chama-se PSD que, além dele, está recebendo dezenas de lideranças, de deputados federais, estaduais, prefeitos, ex-prefeitos a vereador. O ex-prefeito de Ji-Paraná, Jesualdo Pires (PP), que vai estar hoje em São Paulo com Gilberto Kassab, deve assinar em breve ficha de filiação no PSD. E há rumores de que a deputada federal Silvia Cristina (PP), também vai ingressar no partido de Adailton Fúria, pré-candidato ao governo de Rondônia. E, segundo o governador, o deputado federal Thiago Flores também vai fazer parte do PSD na janela de transferência que ocorre em março. Por trás de toda essa engenharia tem um nome: Expedito Júnior.

Campanha furiosa

Se continuar assim, até Fernando Máximo (União Brasil) e Mauricio Carvalho (União Brasil) também vão ingressar no PSD, tornando a campanha do pré-candidato Adailton Fúria muito furiosa, no bom sentido.

Sérgio Gonçalves

O vice-governador de Rondônia, Sérgio Gonçalves (União Brasil), teria dito que, independentemente do titular continuar ou não no governo, ele será candidato à algum cargo eletivo, até a governador. Basta deixar o cargo de vice em 4 de abril.

Costa Neto

O presidente nacional do PL, Valdemar da Costa Neto disse agora pela manhã na Globo News que em Rondônia é certo que tanto o senador Marcos Rogério (PL) quanto o deputado federal Fernando Máximo (União Brasil), venceriam as eleições para o governo de Rondônia com facilidade. Ele não deve estar acompanhando o movimento do PSD no estado. A disputa será bastante acirrada.

Ivo Cassol

O ex-governador Ivo Cassol (PP), está sendo mais cortejado do que noivo bonito. Impedido judicialmente de sair candidato ao governo de Rondônia, Cassol será nome certo em alguma campanha majoritária. Com quem será que o italiano de olhos pequenos e mãos pesadas vai casar?

Flori no jornal IA

O pré-candidato ao governo de Rondônia, Delegado Flori Cordeiro (Podemos), foi mais um político noticiado por um jornal feito com inteligência artificial. Dirigido pelo jornalista Gomes, o Folha Rondonienses é pioneiro na modalidade. Assistam na RKTV.

Caminhada Esperança

Dificilmente o movimento Caminhada Esperança terá continuidade. Com nove partidos, o movimento tinha como objetivo a união em torno de uma candidatura ao governo de Rondônia. Tem três pré-candidatos! E nenhum quer abrir mão da própria candidatura em face de um nome.

Fórmula 1

Uma campanha eleitoral é como uma corrida de Fórmula 1. Você precisa ter um carro testado para o dia da corrida. Um dia antes, precisa correr para definir a sua posição no grid de largada. Mas, muito antes, você precisa testar vários protótipos até chegar no carro certo para o dia da corrida. Numa eleição majoritária é a mesma coisa. Você precisa estar filiado à um partido político; formar equipe de marketing; assessoria de imprensa; economista; estrategista, etc. Você não pode começar uma campanha do zero a seis meses antes das eleições.

Cabaré miliciano

Pode ser uma imagem de texto que diz "ibh igrada ibhio 1 TRUA Briga familiar: Brigafamiliar:Carlos Carlos Bolsonaro sugere que Michelle está recebendo dinheiro para sabotar Bolsonaro. Em resposta, ex- primeira dama declara apoio a Carol de Toni para o Senado em Santa Catarina"Quando uma família é destrambelhada, barraqueira, arruaceira e desajustada, usando Deus como escudo para esconderem suas podridões, dá nisso! Que se esfolem, se destrocem! Pega fogo, cabaré fascista e miliciano! Acorda, gadaiada aloprada e idiotizada!

STJ afasta ministro

O Superior Tribunal de Justiça afastou o ministro Marco Buzzi de suas funções enquanto são investigadas denúncias de assédio sexual. A decisão foi unânime e vale mesmo após o magistrado apresentar um atestado médico de 90 dias. Durante o afastamento, Buzzi não poderá usar o gabinete, o carro oficial e outras prerrogativas do cargo. Uma comissão interna do tribunal vai se reunir em 10 de março para avaliar o andamento das apurações. Também há investigações no Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e no Supremo Tribunal Federal (STF). O ministro é alvo de duas denúncias. A primeira envolve uma jovem de 18 anos, filha de amigos do magistrado. Um segundo relato foi encaminhado ao CNJ. Segundo fontes, o corregedor nacional de Justiça, Mauro Campbell Marques, ouviu a nova denunciante e registrou oficialmente a acusação. (Metrópoles)

STJ afasta ministro 2

A nova denúncia de assédio sexual apresentada por uma ex-assessora do gabinete do ministro foi decisiva para que o STJ determinasse o afastamento de Buzzi. O relato chegou ao conhecimento de ministros no fim da semana e foi formalizado na segunda-feira em depoimento ao CNJ. A denunciante é funcionária terceirizada do STJ, deixou o gabinete de Buzzi, mas segue lotada em outra área do tribunal. A identidade dela será mantida em sigilo. (Globo)

STJ afasta ministro 3

Buzzi chegou a enviar mensagens aos colegas da Corte afirmando que jamais adotou qualquer conduta que “envergonhasse a família ou maculasse a magistratura”. Nas mensagens, ele disse estar “muito impactado” pelas notícias e informou que se encontra internado em hospital, sob acompanhamento cardíaco e emocional. Afirmou ainda que as acusações têm causado sofrimento a seus familiares. (Poder360)

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O desabafo aos colegas não adiantou. A sessão que decidiu pelo afastamento de Buzzi foi marcada por um clima de tensão e silêncio. Segundo relato de um integrante da Corte a Carolina Brígido, os ministros permaneceram “calados e perplexos” enquanto Francisco Falcão fazia a leitura do relatório. A reunião foi realizada a portas fechadas nesta terça-feira, em razão do sigilo imposto às acusações. Um ministro relatou que “ninguém piscava” durante a apresentação dos relatos e classificou a situação como “aterrorizante”, o que levou à votação unânime pelo afastamento. (Estadão)

Vice do MDB?

Os acenos do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ao MDB com a possível indicação de um vice para sua chapa na disputa pela reeleição acentuaram a divisão interna da legenda. Levantamento do partido mostra que 16 diretórios regionais são contra a aliança, enquanto 11 a defendem. Com esse racha, a tendência é que o MDB fique neutro e libere seus filiados a alianças locais. (Globo)

Tom religioso

Pelo lado da oposição, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), repete a estratégia do pai e dá ênfase ao tom religioso de sua campanha, incluindo um banho no Rio Jordão, durante viagem a Israel. O objetivo é estreitar os laços com os evangélicos, parcela do eleitorado apontada como mais fiel ao bolsonarismo. (Estadão)

Tom religioso 2

Flávia Tavares: “Flávio Bolsonaro só tem chance se virar votos em São Paulo. Lula já não pode contar com a mesma folga no Nordeste. No maior colégio eleitoral do país, alianças estão indefinidas, o palanque bolsonarista é instável e o PT enfrenta falta de lideranças. E, no centro de tudo, está a disputa por como falar com a classe média urbana sobre trabalho e futuro”. (Meio)

Janja vai desfilar

Jurídico do governo não vê impedimento, e Janja desfilará em escola que homenageia LulaA primeira-dama Rosângela Lula da Silva, a Janja, vai desfilar em um carro alegórico no Carnaval do Rio de Janeiro no domingo, 15 de fevereiro. A participação será pela escola de samba Acadêmicos de Niterói, cujo enredo homenageia o presidente Lula, que deve comparecer ao sambódromo para acompanhar o desfile. A presença da primeira-dama gerou reação de integrantes da oposição, que questionam a homenagem e afirmam haver desvio de finalidade para promoção de autoridades. Assessores jurídicos do governo, porém, avaliam que não há impedimento para a participação de Janja, que não ocupa cargo público. Mas a homenagem a Lula preocupa especialistas em direito eleitoral. Embora achem que o samba-enredo não configura propaganda eleitoral antecipada, alguns deles apontam trechos da letra que ficariam no limite da legalidade, abrindo espaço para um processo por abuso de poder. (Folha)- Charge do Orlando

 

Indenização à viúva

O Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro condenou Élcio Queiroz e Ronnie Lessa, responsáveis pelo assassinato da vereadora Marielle Franco, ao pagamento de indenização por danos morais no valor de R$ 200 mil à viúva, Mônica Benício. A decisão ainda admite recurso. (UOL)

Carla Zambelli

E na Itália, a Justiça negou um pedido da defesa da ex-deputada federal Carla Zambelli (PL-SP) para trocar o colegiado de juízes responsável por analisar o processo de extradição da parlamentar para o Brasil. Zambelli está presa em Roma e pode ser condenada a extradição nos próximos dias. (Terra)

Ataque a tiros no Canadá

Dez pessoas morreram e duas estão internadas em estado grave após um ataque a tiros a uma escola e uma casa em Tumbler Ridge, uma cidadezinha de 2.400 habitantes no Norte do Canadá. Sete corpos, incluindo o da mulher suspeita de autoria do massacre, foram encontrados dentro do colégio e dois em uma casa vizinha. A décima vítima fatal estava na escola e morreu a caminho do hospital. Os nomes e idades dos mortos e da suposta assassina não foram divulgados. O Canadá tem leis de controle de armas mais rígidas que as dos EUA, e massacres desse tipo são incomuns. (BBC)

Donald Trump e Jeffrey Epstein

Um documento recém-divulgado pelo Departamento de Justiça dos EUA reacendeu dúvidas sobre o que Donald Trump sabia a respeito dos crimes de Jeffrey Epstein ainda nos anos 2000. Segundo o registro, Trump foi uma das primeiras pessoas a telefonar para a polícia de Palm Beach após se tornar pública a investigação contra Epstein. Em conversa com o então chefe da polícia local, Michael Reiter, Trump teria dito: “Graças a Deus vocês estão parando ele, todo mundo sempre soube que ele fazia isso”. De acordo com o documento, baseado em entrevista do FBI com Reiter em 2019, Trump afirmou que nos círculos de Nova York já se sabia que Epstein era “repugnante” e sugeriu que a polícia também investigasse Ghislaine Maxwell, a quem descreveu como “má”. Ele também relatou ter se afastado de Epstein ao perceber a presença de adolescentes em um encontro. (New York Times)

Lei Bob Coveiro

O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), sancionou a lei que autoriza o sepultamento de cães e gatos em jazigos de seus tutores ou familiares no estado. Conhecido como Lei Bob Coveiro, o texto aprovado na Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (Alesp) reconhece o vínculo afetivo entre tutores e animais de estimação. As regras para o sepultamento dos animais devem ser estabelecidas por cada município, enquanto os custos ficam por conta da família dona do jazigo ou da sepultura. (CNN Brasil)

Flip 2026

A 24ª Festa Literária Internacional de Paraty (Flip), que acontece entre 22 e 26 de julho, vai homenagear a poeta Orides Fontela. A curadora desta edição, Rita Palmeira, disse que o tributo parte do desejo de resgatar uma obra tão forte e relevante quanto breve. O objetivo é tirar o foco de sua vida turbulenta e voltar as atenções ao trato de suas palavras. Morta em 1998 em um sanatório de Campos do Jordão (SP), Orides tinha uma poesia rigorosa, em uma busca insistente pela depuração da palavra. Sua obra inclui Alba, vencedora do Prêmio Jabuti em 1983, e Teia, que ganhou o APCA em 1996. (Folha)

 

Breakfast

Por hoje é só. Este é o breakfast, o seu primeiro gole de notícias. Uma seleção com os temas de destaque da política em Rondônia e do Brasil.

(*) Roberto Kuppê é jornalista e articulista político,  com informações do Canal Meio

O conteúdo opinativo acima é de inteira responsabilidade do colaborador e titular desta coluna. O Portal Mais RO não tem responsabilidade legal pela opinião, que é exclusiva do autor.

Informações para a coluna:  [email protected]

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