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sexta-feira, fevereiro 13, 2026
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Coluna Zona Franca

Por Roberto Kuppê (*)

Lula vai dançar neste Carnaval

É um título com duplo sentido. Neste domingo o presidente Lula será homenageado no enredo da Escola de Samba Acadêmicos de Niterói. Ele disse que vai ao desfile na Marquês de Sapucaí e a primeira dama vai desfilar. Ontem o TSE liberou o desfile mas advertiu: quem entra na areia movediça sabe que vai afundar. Quem avisa, amigo é. A coluna sugere o adiamento deste desfile da Escola de Samba Acadêmicos de Niterói para o Carnaval de 2027. Arriscar prá que? Para dar de bandeja a presidência para Flávio Bolsonaro? Se bem que Haddad poderá substituir Lula, como em 2018. Em tempo: o presidente do TSE será o ministro bolsonarista Nunes Marques.

Lula vai dançar neste Carnaval 2

O  TSE rejeitou o pedido de liminar para barrar o desfile da escola de samba Acadêmicos de Niterói, que fará homenagem ao presidente Lula. Por unanimidade, a Corte acompanhou o voto da relatora, a ministra Estella Aranha, que afirmou não ser possível impor censura prévia. Segundo a decisão, eventuais irregularidades deverão ser analisadas posteriormente. (Poder360)

A tempestade perfeita

Tudo conspira para a volta do bolsonarismo ao poder. Mesmo sabendo da tragédia que será um novo governo bolsonarista, a tendência é essa, pelo desandar da carruagem. INSS, banco Master, Acadêmicos de Niterói, Toffoli dominam o noticiário negativo contra o governo Lula. A melhoria excepcional da economia não será levada em consideração. Baixo desemprego e inflação controlada não contarão nas urnas. O que prevalecerá será a narrativa (bem) contada pela oposição. A direita bolsonarista sabe contar mentiras como ninguém. Lula terá que, além de não fazer discursos controversos, imprimir um ritmo alucinante para vencer estas eleições. Como bem disse ele no discurso durante a festa dos 46 anos do PT: será uma guerra.

 

Chaves no Republicanos

Hildon Chaves, ex-prefeito de Porto Velho, cogita se filiar ao Republicanos. Presidido por Aparício Carvalho, o Republicanos tem em suas fileiras o presidente da Assembleia Legislativa, Alex Redano, além dos deputados estadual Delegado Camargo e federal Thiago Flores. Com esse passo Hildon Chaves deverá lançar a candidatura dele ao governo de Rondônia. Para o Senado Federal, o Republicanos deve lançar Mariana Carvalho e Delegado Camargo.

Dança das cadeiras

O deputado Flores está de mudança para o PSD. Na dança das cadeiras, o vereador Everaldo Fogaça deixou o PSD e se filiou ao Mobiliza. Já o ex-prefeito de Ji-Paraná, Jesualdo Pires, estuda filiação ao PSD do governador Marcos Rocha. O maestro do PSD, Expedito Júnior, estaria em São Paulo onde se reúne com Gilberto Kassab.

Mendonça é o novo relator do caso Master

Após meses de desgaste e uma longa reunião entre todos os integrantes do Supremo Tribunal Federal (STF), que avançou até o início da noite desta quinta-feira, o ministro Dias Toffoli deixou a relatoria das investigações sobre o Banco Master no STF. Seu substituto, decidido por sorteio, será André Mendonça, a quem caberá decidir se o caso volta inteiro ou em partes para a primeira instância. Ao longo de todo o dia, Toffoli vinha sendo pressionado a deixar a relatoria e até mesmo o Supremo, por conta da divulgação de um relatório da Polícia Federal sobre conversas entre ele e o dono do Master, Daniel Vorcaro. Em nota, o STF informou que Toffoli, “considerados os altos interesses institucionais”, pediu a redistribuição do caso a outro ministro. No mesmo comunicado, o Supremo afirmou que não há fundamento para arguição de suspeição, reconheceu a validade de todos os atos praticados por Toffoli e manifestou apoio pessoal ao magistrado, destacando a inexistência de impedimento formal. (UOL)

Mendonça é o novo relator do caso Master 2

A saída de Toffoli da relatoria do caso Master foi resultado de um acordo costurado ao longo da tensa e prolongada reunião entre os ministros do STF. Segundo ministros, o relator percebeu rapidamente que não havia maioria para sua permanência. Inicialmente resistente, acabou cedendo após ouvir manifestações de colegas que avaliaram ser inevitável a continuidade das pressões — internas e externas — caso insistisse em seguir à frente do inquérito. (Globo)

Bloco do Tayayá

O ministro, aliás, vem acumulando um considerável patrimônio com imóveis. Somados, os imóveis registrados em Brasília em nome de Toffoli, da filha Pietra, de 25 anos, e de sua ex-mulher, Roberta Rangel, alcançam cerca de R$ 26,5 milhões em valor de mercado. A aquisição mais recente envolve um apartamento de alto padrão, comprado em fevereiro por R$ 2,5 milhões por Pietra Ortega Toffoli. A escritura não registra financiamento bancário, o que indica pagamento à vista. Procurado, Toffoli afirmou, por meio de sua assessoria, que “todas as receitas e patrimônios do ministro estão devidamente declarados e aprovados em suas declarações anuais à Receita Federal”. (Metrópoles)- Charge do Marcelo Martinez

Bloco do Tayayá 2

Toffoli passou o dia tentando se defender e buscando maneiras de angariar apoio para se manter na relatoria do caso. Fracassou. Sua última ação como relator foi determinar à Polícia Federal que encaminhasse ao seu gabinete os relatórios sobre o Master, incluindo os dados extraídos dos telefones de Vorcaro, que, vale destacar, foram entregues ao presidente da Corte, Edson Fachin, no início da semana. Toffoli ainda divulgou uma nota admitindo ser sócio da empresa Maridt, que recebeu pagamentos do Master na venda de uma participação no resort do qual os irmãos de Toffoli são os controladores. (g1)

Bloco do Tayayá 3

A crise teve reflexos na campanha eleitoral. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que indicou Toffoli ao STF em 2009, disse a aliados que o ministro estava desgastando a imagem do Supremo e deveria se afastar do caso Master. Pela manhã, Lula se reuniu informalmente com o procurador-geral da República, Paulo Gonet. Em seguida, fez saber que o Planalto considerava que a insistência de Toffoli em seguir no caso contaminava o governo — por conseguinte, sua campanha à reeleição. Pelo lado da oposição, conta o Painel, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) foi aconselhado a “jogar parado”, não se envolvendo com o tema. Segundo seus assessores, a situação desgasta o governo, e uma crítica de Flávio ao Supremo azedaria mais as relações da família com a Corte num momento em que se pleiteia a transferência de Jair Bolsonaro para prisão domiciliar. (Folha)

Bloco do Tayayá 4

Eliane Cantanhêde: “O Supremo tentou uma ‘solução salomônica’, ao afastar Toffoli da relatoria do escândalo Master como se fosse ‘a pedido’, o que não é exatamente verdade, mas essa saída foi tarde demais e óbvia demais, já que Toffoli era indefensável e estava, ou está, afundando a Corte num abraço de afogados. O estrago já está feito”. (Estadão)

Bloco do Tayayá 5

Malu Gaspar: “O caso Toffoli escancara desconfiança entre a PF, a PGR e o Supremo no inquérito do Master. Paulo Gonet só soube do conteúdo do relatório da PF na quinta-feira, depois que vários detalhes já tinham se tornado públicos”. (Globo)

Bloco do Tayayá 6

Vinicius Torres Freire: “Há medo e confusão em Brasília, medo de ‘lavajatização’, pois ‘começou a voar papel’, diz um parlamentar das antigas, se referindo a vazamentos de investigações. Quanto mais gente abatida, maior o risco de delação ou revanche”. (Folha)

Impeachment de Toffoli

Depois de ser obrigado a deixar a relatoria do caso Master, por unanimidade, em sessão de ontem, em vez de sair voluntariamente, tomara que o ministro Dias Toffoli tenha aprendido a lição e deixe de lado a teimosia. Ficar sem a relatoria — a qual nunca deveria ter assumido, sendo sócio oculto de uma empresa que teve negócios indiretos com fundo de um banco-bandido — foi só o primeiro passo no cadafalso. O seu impeachment está no forno e só  só vai escapar se deixar a Corte por conta própria, o quanto antes. De preferência, antes do carnaval. Dias Toffoli acumula atualmente 25 pedidos de impeachment protocolados no Senado. Do jornalista Alex Solnik.

Alexandre de Moraes novo alvo

A Polícia Federal prepara um novo relatório sobre o caso Banco Master, desta vez reunindo informações e diálogos apreendidos que citariam o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). A expectativa é que o documento, ainda em fase de liberação interna, seja encaminhado ao STF como parte do avanço das investigações envolvendo o controlador do banco, Daniel Vorcaro, segundo Malu Gaspar, do jornal O Globo. O diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, entregou ao ministro Edson Fachin, na segunda-feira (9), um relatório sobre conexões entre Dias Toffoli e Vorcaro Andrei Rodrigues já teria confidenciado a Fachin que Moraes trocava mensagens com o banqueiro. O ministro também seria citado diversas vezes em conversas encontradas no celular do controlador do banco, inclusive em diálogos que tratariam de pagamentos. Tudo dantes. Se por acaso Alexandre de Moraes for impitimado não anula as condenações do 8 de janeiro. Bolsonaro continuará preso.

Rodrigo Pacheco

E Lula voltou a pressionar o senador Rodrigo Pacheco a disputar o governo de Minas Gerais. Segundo um auxiliar do parlamentar, Lula não abriu espaço para que Pacheco apresentasse outras alternativas para o estado em uma reunião entre os dois. Pacheco respondeu que tem responsabilidade com o Brasil, com Minas e com a democracia, e afirmou que tomará uma decisão no momento certo. A definição passa também por uma mudança partidária. Hoje no PSD, Pacheco deve deixar a sigla, que pretende lançar Mateus Simões, vice de Romeu Zema, ao governo mineiro. (g1)

 

Jeffrey Epstein

Documentos recém-divulgados pelo Departamento de Justiça dos EUA indicam que Jeffrey Epstein, bilionário acusado de tráfico sexual de menores, possuía um CPF registrado no Brasil. A informação aparece em uma relação de arquivos tornada pública nas últimas semanas, em uma pasta intitulada “Arquivos diversos”, vinculada ao nome de Epstein. (g1)

Meio em vídeo: Pedro Doria e Cora Rónai discutem o antissemitismo escancarado nos vídeos produzidos pelo sociólogo Jessé Souza, para quem os crimes cometidos por Jeffrey Epstein fariam parte de uma “conspiração judaica internacional”. (Meio)

E-mail from Jeffrey Epstein

Este articulista recebeu um e-mail de um tal Jeffrey Epstein, um nome fictício, claro. Mas o assunto era uma cobrança por “serviços” prestados à um certo pré-candidato ao governo. Não disse de que estado, mas os “serviços” prestados são de Goiânia, conhecida por enviar boas prestadoras de serviços especializados para Brasília. Hummm….nem começou a campanha e já tem BO por falta de pagamento. Em tempos de eleições todo cuidado é pouco. Muito cuidado ao tratar com terceiros sobre trabalhos numa campanha eleitoral. A justiça do Trabalho aceita tudo, de e-mail a conversas ou áudio de WhatsApp. Em campanhas eleitorais a maioria das relações de trabalhos é informal, sem contratos. O que vale é a palavra.

Sexta-feira 13

E hoje tem Carnaval em todo o país. Este articulista se despede e só retorna na próxima quinta-feira, ou a qualquer momento se Jeffrey Epstein acionar. Risos.

Breakfast

Por hoje é só. Este é o breakfast, o seu primeiro gole de notícias. Uma seleção com os temas de destaque da política em Rondônia e do Brasil.

(*) Roberto Kuppê é jornalista e articulista político,  com informações do Canal Meio

O conteúdo opinativo acima é de inteira responsabilidade do colaborador e titular desta coluna. O Portal Mais RO não tem responsabilidade legal pela opinião, que é exclusiva do autor.

Informações para a coluna:  [email protected]

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