Por Roberto Kuppê (*)
Hildon com tudo
Para quem achava que o ex-prefeito de Porto Velho, Hildon Chaves (União Brasil) estava morto politicamente, ele surge como uma grande opção ao governo de Rondônia. Ele chega chegando, dando um chega prá lá nas pré-candidaturas de Marcos Rogério (PL) e Adailton Fúria (PSD), no campo da direita. HC chega já com o pré-candidato à vice-governador, Cirone Deiró (União Brasil). É o único com vice definido. E já tem slogan: “Rondônia, deixa eu cuidar de você”. Ele cuidou muito bem de Porto Velho. Promete.
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Nesta sexta-feira (20) Hildon Chaves estará em Cacoal ao lado do deputado estadual Cirone Deiró. A agenda marca a primeira aparição pública da dupla após o anúncio da pré-candidatura pela federação União Progressista. A programação, que se estende ao longo de todo o dia, inclui compromissos oficiais e de aproximação com a população local. Pela manhã, os políticos participam de uma solenidade da Polícia Militar durante a passagem de comando da 1ª Companhia do 4º Batalhão de Polícia Militar (BPM). A presença no evento está sendo interpretada como um gesto claro de apoio às forças de segurança, pilar central do plano de governo que a chapa começa a desenhar.
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A agenda também prevê visitas ao comércio da cidade e momentos de diálogo aberto com os cidadãos. Além dos compromissos presenciais, Hildon e Cirone serão entrevistados ao vivo no programa “A Hora do Povo”, da Super TV (canal 25.1 em Cacoal), a partir das 11h30. Na atração, os pré-candidatos devem detalhar os bastidores da formação da chapa, as primeiras propostas para o governo e a nominata que está sendo construída para as eleições estaduais.
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Cirone Deiró, que é uma das lideranças do União Progressista no estado, deve explicar os motivos que o levaram a aceitar o convite para compor a majoritária ao lado de Hildon Chaves. A dupla aposta na aliança como um movimento estratégico para unificar forças políticas em torno de um projeto de governo para Rondônia.
Estratégia política
A escolha de Cacoal para a primeira viagem oficial da chapa não ocorre por acaso. Reduto político de Cirone Deiró, o município funciona como um termômetro para a aceitação da aliança no interior do estado. Com a agenda, Hildon Chaves busca quebrar resistências que nomes oriundos da capital costumam enfrentar nas regiões mais distantes, enquanto Deiró se consolida como a ponte necessária para dialogar com o agronegócio e as cidades de porte médio. Com informações do Portal 364.com
Divisão de votos
Com o ingresso líquido e certo de Hildon Chaves na disputa, os votos da direita bolsonarista serão fragmentados, muito divididos. E olha que ainda podem surgir mais dois pré-candidatos de direita.
Netto e Costa
Bom para os dois únicos pré-candidatos da esquerda, Expedito Netto (PT) e Samuel Costa (Rede) que vão disputar os 30% dos votos progressistas.
Silvia Cristina
Uma das vagas de senador da República está quase garantida para a deputada federal Silvia Cristina (PP). O nome dela está muito forte tanto no interior quanto na capital. Na companhia dela, o ex-prefeito de Ji-Paraná, Jesualdo Pires (PP), também é nome quase certo para compor a bancada federal em Brasília. O PP compõe federação com o União Brasil que terá Hildon Chaves ao governo de Rondônia.
Estaduais e federais
Para a Assembleia Legislativa de Rondônia, despontam alguns nomes: Everaldo Fogaça (PSD), Jair Montes (Avante), Sid Orleans (PT), Airton Gurgacz (PDT), Giovanna Barros (PT), Fátima Cleide (PT), dentre outros; Para deputado federal: Ramon Cujui (PT), Jesualdo Pires (PP), Edson Silveira (PT), dentre outros.
E o MDB?
O MDB que sempre teve apoio do PT em eleições passadas, reluta em selar uma parceria. Mesmo o senador Confúcio Moura (MDB) fazer questão de dizer que é esquerdista. Dentro do partido existe uma velharia digna de um museu. Cheira a naftalina. Não deixa o partido avançar.
Confúcio Moura
Falando no senador, está chegando a hora dele se definir para estas eleições. Três cenários estão postos: reeleição, ministério de Lula, ou aposentadoria. As opções estão sendo analisadas por ele, pela família e pelos correligionários.
PA acredita
Conversando com o empresário reitor Paulo Andrade (Unopar), ele acredita que Confúcio Moura sairá à reeleição. “Vou ajudar percorrendo todo o estado de Rondônia, buscando apoio e votos”. PA declinou do convite para ser candidato ao governo de Rondônia pelo MDB. Deve ser suplente de CM caso dispute a reeleição.
A cúpula do PT com Luciana
A jornalista e ativista Luciana Oliveira recebeu esta semana a cúpula do PT de Rondônia para um café da manhã na residência dela em Porto Velho. Ao lado do esposo advogado Ernandes Segismundo, ela foi anfitriona o presidente da legenda estadual, Ernesto Ferreira e o ex-presidente, Anselmo de Jesus.
A cúpula do PT com Luciana 2
“Nosso presidente @ernesto.ferreira.9256 fez uma visita na residência do companheiro Ernande Segismundo, figura histórica da militância petista e sua companheira @lucianaoliveiradepvh. Uma conversa produtiva sobre a conjuntura estadual e o fechamento político para 2026. A companheira Luciana Oliveira destacou a necessidade do PT se organizar de forma regionalizada e ocupar os espaços de disputas. As tratativas de fechamento entorno da Federação Brasil da Esperança (PT, PV e PCdoB) estão em reta final; os diálogos estão avançados e a perspectiva para 2026 são otimistas, com nominatas e espaços majoritários sendo constituídos junto ao campo progressista“.
Vorcaro inicia processo de delação
Não teve greve de caminhoneiros mas vai ter delação premiada de Vorcaro. Brasília está em polvorosa. O ex-banqueiro Daniel Vorcaro vai falar tudo que sabe e que realmente aconteceu. Não vai sobrar pedra sobre pedra. Quanto à isso, o presidente Lula está tranquilo. Quem está desesperado é o bolsonarismo. Não passa um fio de cabelo. Risos. Charge do Marcelo Martinez
Vorcaro inicia processo de delação 2
Após uma semana repleta de indícios de que o ex-controlador do Banco Master, Daniel Vorcaro, estava abrindo caminho para uma delação premiada, nesta quinta-feira, o ministro do Supremo Tribunal Federal André Mendonça autorizou a transferência do banqueiro de uma prisão de segurança máxima para a superintendência da Polícia Federal em Brasília. A transferência é vista como um passo estratégico nas negociações, já que deve aproximar o empresário das equipes da PF responsáveis pelo caso e facilitar a realização de depoimentos e o avanço das tratativas. Nesta última noite ele dormiu na mesma sala que foi utilizada pelo ex-presidente Jair Bolsonaro na superintendência da Polícia Federal. (Metrópoles)
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A transferência é o sinal mais claro de que o acordo para uma possível delação premiada já teve início. Vorcaro já até firmou um termo de confidencialidade com a Procuradoria-Geral da República (PGR) e com a PF, o que abriria o caminho legal para a delação. Na quarta-feira, o advogado José Luís Oliveira Lima procurou a Polícia Federal para informar o interesse de Vorcaro em colaborar com as investigações. Dias antes, a defesa também se reuniu com o ministro Mendonça para discutir os desdobramentos do inquérito. (g1)
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Vorcaro até tentou voltar pra casa, mas não conseguiu. Seu advogado discutiu com Mendonça a possibilidade de o banqueiro passar à prisão domiciliar. O pedido, no entanto, foi negado pelo ministro, que manteve o entendimento de que Vorcaro deve permanecer preso por representar risco às investigações e por integrar uma organização criminosa considerada “perigosa”. Apesar da negativa, a reunião consolidou as bases para o possível acordo de delação premiada. (CNN Brasil)
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O Palácio do Planalto não gostou da notícia. A avaliação é de que Vorcaro “não tem nada a perder” e tentará envolver o Executivo no escândalo, prejudicando a narrativa de que o caso Master compromete mais políticos de direita. O nó estaria nas ligações de Augusto Lima, ex-sócio do banqueiro, com o líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT-BA), e o ministro da Casa Civil, Rui Costa. Na avaliação do Planalto, a PF já teria material para fundamentar as investigações sem a colaboração de Vorcaro. (Globo)
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A Polícia Federal prepara um relatório com os primeiros achados extraídos do celular e de arquivos de Vorcaro que podem atingir figuras políticas. O documento, que deve ser enviado nos próximos dias ao ministro André Mendonça, menciona o senador Ciro Nogueira (PP-PI), cuja atuação passa a ser analisada pelos investigadores. Mensagens indicam que Vorcaro comemorou a apresentação, em 2024, de uma emenda de Nogueira a uma PEC que ampliava o limite de cobertura do Fundo Garantidor de Créditos (FGC) de R$ 250 mil para R$ 1 milhão — medida que poderia beneficiar o Banco Master. A proposta, no entanto, não avançou. (Globo)
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E os tentáculos do Master não param de surgir. O banco e a JBS repassaram R$ 18 milhões a uma consultoria que fez pagamentos ao advogado Kevin Nunes, de 25 anos, filho do ministro do STF Kássio Nunes Marques. Kevin disse que o pagamento de R$ 281.630,00 foi lícito e referente a atividades “voltadas ao fisco administrativo”, enquanto o ministro não comentou o caso. (Estadão)
Enquanto isso…
Convocada pela CPI do crime organizado, a modelo Martha Graeff, por meio de sua defesa, afirmou estar em “estado de choque e profunda decepção” após a prisão do ex-noivo, Daniel Vorcaro, e a revelação das investigações sobre o caso. De acordo a defesa dela, o impacto da situação levou Martha a um quadro de abalo emocional, com sinais de depressão. (g1)
Fernando Haddad
O PT anunciou a pré-candidatura do ministro da Fazenda, Fernando Haddad, ao governo de São Paulo, repetindo a estratégia adotada em 2022, quando o petista chegou ao segundo turno, mas foi derrotado pelo atual governador, Tarcísio de Freitas (Republicanos). A confirmação foi feita em evento no Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, em São Bernardo do Campo, local simbólico para o partido e para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, onde teve início sua trajetória política. (Globo)
Gasolina e diesel
A ANP determinou que a Petrobras retome imediatamente os leilões de gasolina e diesel cancelados no início da semana, como parte de um pacote de medidas para monitorar o abastecimento no país. A decisão ocorre em meio a preocupações com a oferta de combustíveis para abril, diante da redução do ritmo de importações privadas. Em nota, a agência afirmou que não há, até o momento, restrições no fornecimento, mas decidiu intervir após acompanhar o impacto da suspensão dos leilões. Além de retomar a oferta, a estatal foi notificada a fornecer informações detalhadas sobre importações, estoques, preços e logística. (Folha)
Petrobras
Enquanto isso, a Petrobras reduziu em até 20% o volume de combustíveis que as distribuidoras poderão comprar em abril, em comparação com o mesmo período do ano passado. A medida afeta a chamada “cota mês”, limite mensal definido pela estatal para venda de diesel e gasolina às distribuidoras, em um cenário em que o país não é autossuficiente nesses produtos. (CNN Brasil)
Medida provisória
O governo federal, por sua vez, publicou uma medida provisória que endurece as regras para o cumprimento do piso mínimo do frete no transporte rodoviário de cargas, com previsão de multas que podem chegar a R$ 10 milhões e até a proibição temporária de atuação no setor. A proposta amplia as punições para empresas de transporte e contratantes que descumprirem a tabela da ANTT. Segundo o governo, o objetivo é reforçar a fiscalização e garantir que os preços praticados cubram os custos operacionais do setor. (g1)
Ataque ao campo de gás South Pars
O ataque de Israel ao campo de gás South Pars, no Irã, foi previamente coordenado com os Estados Unidos, segundo três autoridades israelenses, apesar de o presidente Donald Trump ter afirmado inicialmente que Washington “não sabia de nada” sobre a operação. De acordo com esses relatos, o governo americano foi informado antes da ofensiva. Um dia após negar conhecimento, Trump indicou que havia discutido o tema com o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, ao afirmar que a relação entre os países é “coordenada”, embora tenha dito que aconselhou Israel a não realizar o ataque. O episódio expôs contradições na posição pública da Casa Branca e ocorre em meio à escalada de ataques contra infraestruturas energéticas no Oriente Médio. (New York Times)
Breakfast
Por hoje é só. Este é o breakfast, o seu primeiro gole de notícias. Uma seleção com os temas de destaque da política em Rondônia e do Brasil.
(*) Roberto Kuppê é jornalista e articulista político, com informações do Canal Meio
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