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quinta-feira, abril 2, 2026
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Coluna Zona Franca

Por Roberto Kuppê (*)

Sai prá lá, Daciolo

O Cabo Daciolo, filiado ao Republicanos de Ariquemes, se encontrou no aeroporto casualmente com o pré-candidato ao governo de Rondônia, Adailton Fúria (PSD). Nada mais do que isso, disse Expedito Júnior (PSD). No dia 1 de abril disseram que seria o candidato ao Senado de Fúria. Mentira, claro. Segundo Expedito Júnior, uma das vagas já é do Auditor Fiscal de Tributos Estaduais na Secretaria de Estado de Finanças do Governo de Rondônia, Luiz Fernando. “Quanto a outra vaga, estamos em abertos”, disse.

Luiz Fernando

Esse é Luiz Fernando, pré-candidato ao Senado Federal pelo PSD

Ao longo da atuação profissional,Luiz Fernando tem contribuido com a construção e execução de estratégias em diferentes setores econômicos, como saúde suplementar e administração tributária, tendo coordenado o projeto de modernização da gestão fiscal do estado de Rondônia e presidido o grupo nacional de gestores desses projetos nos estados brasileiros. As principais realizações de carreira incluem a assessoria para recuperação financeira e profissionalização da principal cooperativa médica em Rondônia, a co-fundação da maior empresa de saúde bucal do Estado e a liderança da equipe responsável pela implantação do modelo de gestão estratégica da Secretaria de Estado de Finanças de Rondônia, da qual foi Secretário Estadual.

Da esquerda para a direita

Muitos criticaram Célio Lopes por deixar o PDT (esquerda) e se filiar ao União Brasil (direita). A razão é simples. No União Brasil a possibilidade de se eleger deputado federal é infinitamente maior do que no PDT. Questão matemática e não ideológica. Célio continua a mesma pessoa. Sempre atento às questões sociais e pela democracia.

Da direita para a esquerda

 Por outro lado, o ex-presidente do Senado Federal, Rodrigo Pacheco se filiou ontem ao PSB, partido do vice-presidente Geraldo Alckmin. Lula vai apoiar Pacheco ao governo de Minas Gerais. A escolha do partido é mais um passo de alinhamento de Pacheco com o presidente Lula, que desde o ano passado tenta convencer o senador a ser candidato ao governo de Minas Gerais. A ideia é que Pacheco apoie Lula no estado. O movimento se tornou inviável no antigo partido do senador, o PSD, após a filiação do então vice-governador do estado, Mateus Simões, que assumiu o governo com a renúncia de Romeu Zema (Novo) para disputar a Presidência, e disputará a reeleição.

Escola da Cultura Hip Hop

Em um marco para a cultura brasileira, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva oficializou, em São Paulo, a criação da Escola Nacional da Cultura Hip Hop (H2E). A iniciativa, conduzida pelo Ministério da Educação, propõe integrar o Hip Hop ao ambiente escolar como ferramenta de ensino e transformação social. Com participação de nomes históricos do movimento, como GOG, o projeto articula artistas, educadores e o poder público em uma rede que valoriza a cultura das periferias. Com investimento de cerca de R$ 50 milhões, a proposta pretende alcançar mais de 138 mil escolas e impactar até 45 milhões de estudantes, reconhecendo oficialmente o Hip Hop como linguagem pedagógica e potência cultural no Brasil.

Artemis II 

A Nasa volta a fazer história nesta quarta-feira com o lançamento da Missão Artemis II, a primeira com humanos rumo à Lua desde o fim do programa Apollo, em 1972. O foguete Space Launch System (SLS) deixou o Centro Espacial Kennedy, na Flórida, já no começo da noite, para um sobrevoo lunar previsto para acontecer na próxima segunda-feira. Apesar de não haver pouso, a missão chegará a 7.500 km além do nosso satélite natural, mais longe do que qualquer ser humano já esteve da Terra. Antes do aguardado lançamento, os engenheiros precisaram resolver alguns problemas relacionados ao sistema de terminação de voo do foguete e uma bateria do Sistema de Aborto de Lançamento, que funciona como uma escotilha de escape em caso de emergência. Veja o momento da decolagem. (g1 e CNN)

“Tínhamos esquecido como é lindo olhar para a Terra lá de cima”, disse o comandante Reid Wiseman, durante um teste de transmissão. (BBC)

Artemis II 2

A missão histórica representa vários marcos na agência espacial. Esta é a primeira vez que mais de três pessoas fazem essa jornada ao mesmo tempo. As missões Apollo, que ocorreram entre 1968 e 1972, só comportaram um trio de astronautas. Dessa vez são quatro, entre eles Christina Koch, primeira mulher a dar uma volta ao redor da Lua. Victor Glover é o primeiro negro, enquanto o canadense Jeremy Hansen é a primeira pessoa não nascida nos EUA a fazer essa viagem espacial, que também será coordenada da Terra por Charlie Blackwell-Thompson, a primeira diretora de lançamento da Nasa. Conheça os quatro tripulantes. (Folha e CNN)

Artemis II 3

Se os astronautas quiserem um conselho, ninguém melhor que Harrison Schmitt para dá-lo. O veterano de 90 anos esteve na Apollo 17, última missão que fez com que humanos pisassem na Lua. “Certifiquem-se de que seu treinamento esteja impecável. Estejam preparados para qualquer imprevisto, mas divirtam-se muito. Aproveitem”, sugeriu em uma entrevista. Ele disse que jamais se esquecerá de entrar em órbita lunar em seu lado oculto da Terra. (NBC News)

Apollo 1

Uma minissérie disponível na HBO Max e produzida por Tom Hanks narra a épica corrida espacial dos anos 1960 e 70 que levou os primeiros homens ao nosso satélite. Da Terra à Lua dramatiza os esforços da Nasa desde o projeto Apollo 1, ao explorar os desafios técnicos encontrados na época. (HBO Max)

 Lei da Nacionalidade

A Assembleia da República, em Lisboa, aprovou nesta quarta-feira a nova Lei da Nacionalidade, que restringe o acesso à cidadania portuguesa. A medida afeta diretamente os brasileiros que vivem no país, que agora precisarão comprovar residência por sete anos, em vez de cinco, para solicitar cidadania. Crianças nascidas em Portugal só serão consideradas portuguesas depois de viverem por cinco anos no local. Pais de bebês nascidos no território também vão perder o direito de pedir cidadania em função da paternidade. A nova legislação segue para sanção do presidente da República, António José Seguro. (Folha)

Jorge Messias

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), parece disposto a tornar a indicação de Jorge Messias ao Supremo Tribunal Federal um prato de difícil digestão para o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Alcolumbre avalia retardar o envio da indicação para a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), a responsável pela sabatina de Messias antes de o plenário votar a favor ou contra sua indicação. Segundo interlocutores, Alcolumbre ficou contrariado com o fato de Lula ter anunciado, durante reunião ministerial, o envio da indicação sem tratativas prévias com o comando do Senado. (Estadão)

Jorge Messias 2

Já o presidente da CCJ, senador Otto Alencar (PSD-BA), afirmou que pretende organizar rapidamente a sabatina do advogado-geral da União. Segundo Alencar, após o recebimento formal da indicação, ele deve fazer a leitura da mensagem na comissão em até oito dias e, na sequência, alinhar com Jorge Messias a data da sabatina. (g1)

Jorge Messias 3

O indicado, por sua vez, tratou de fazer campanha pela aprovação de seu nome no Senado. Em carta enviada à Câmara Alta, Messias disse que atuará com independência e imparcialidade caso seja aprovado e afirmou ter “absoluta consciência” de que o cargo exige “distanciamento institucional, serenidade decisória e respeito absoluto à separação dos Poderes.” (Metropoles)

Jorge Messias 4

Lula, porém, não ajuda. Durante entrevista nesta quarta-feira, o presidente afirmou que alguns senadores “pensam que são Deus”, provocando irritação no Centrão e tornando mais complicado o trabalho de Messias. Segundo levantamento do Globo, este ainda não tem a maioria de votos necessários na CCJ, embora o apoio a seu nome tenha crescido. (Globo)

Nós contra eles

Pedro Doria: “Pela primeira vez em quase 40 anos, o Brasil vai para uma eleição presidencial sem ninguém falando a língua do Centro. O sistema político olhou para você e decidiu: não tem mercado para quem quer equilíbrio. 2026 será a eleição do ‘nós contra eles’ levada ao limite. E o deserto liberal é o maior sintoma de que a nossa democracia está na UTI”. (Meio)

Medida provisória

De olho nas urnas, o governo prepara uma medida provisória para formalizar subsídios ao diesel e lançar um novo programa de renegociação de dívidas das famílias. A iniciativa ocorre em meio à alta do diesel, pressionado pelas tensões no Oriente Médio, e busca mitigar impactos sobre o custo do transporte e a inflação. Além disso, o governo pretende ampliar mecanismos de renegociação de dívidas, com foco em aliviar o endividamento das famílias e estimular o consumo. (UOL)

Medida provisória 2

O novo programa de renegociação de dívidas em elaboração pelo Ministério da Fazenda deve focar nas modalidades de crédito mais caras do mercado, como cartão de crédito, cheque especial e crédito pessoal sem garantia. A avaliação do governo é que essas linhas concentram os maiores níveis de inadimplência e são as principais responsáveis pelo endividamento excessivo das famílias. (Globo)

Acordo de delação

A defesa de Fabiano Zettel, cunhado do empresário Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, se reuniu na última semana com o ministro do STF André Mendonça. O encontro ocorre em meio à tentativa de firmar um acordo de delação premiada no âmbito das investigações sobre fraudes financeiras ligadas ao banco. Zettel foi preso na Operação Compliance Zero, que apura irregularidades no grupo. (g1)

Trump não trouxe novidade

A montanha pariu um rato. Anunciado com pompa e circunstância pela Casa Branca, o pronunciamento à nação feito pelo presidente Donald Trump na noite desta quarta-feira não trouxe qualquer novidade concreta sobre os rumos da guerra contra o Irã, que completou seu primeiro mês. Trump voltou a classificar a ofensiva conjunta com Israel como um “grande sucesso” e repetiu que os ataques devem continuar pelas próximas duas a três semanas. Ele, no entanto, não informou se pretende invadir o território iraniano ou usar a força militar para reabrir o Estreito de Ormuz. O governo iraniano, no entanto, nega a existência de negociações diretas. O presidente americano afirmou que o Estreito de Ormuz, rota estratégica por onde passa cerca de 20% do petróleo global, deve “se abrir naturalmente”, apesar das tensões na região. Os preços do petróleo no mercado global dispararam após o pronunciamento. (New York Times e Oil Price)

Trump não trouxe novidade 2

Mais cedo, Trump ameaçou retirar os Estados Unidos da OTAN caso aliados não ajudem a reabrir o Estreito de Ormuz, em meio ao aumento das tensões com países europeus. Segundo autoridades americanas, Trump não deu ordem formal para deixar a aliança, mas tem considerado tanto a saída quanto alternativas para reduzir o compromisso dos EUA com o bloco. As conversas ocorreram em reuniões privadas com auxiliares, incluindo o secretário de Estado, Marco Rubio. (Wall Street Journal)

Banimento de vídeos

Mais de 200 especialistas em desenvolvimento infantil, escolas e grupos de defesa enviaram uma carta aberta ao Google e ao YouTube exigindo o banimento de vídeos gerados por IA para crianças. O grupo, que inclui o psicólogo Jonathan Haidt, autor de A Geração Ansiosa, alerta para o avanço do chamado “AI slop”, que define o conteúdo sintético de baixa qualidade produzido em massa para lucrar com a audiência jovem. Os críticos argumentam que esses vídeos afetam a capacidade de atenção, confundem a percepção da realidade e substituem interações essenciais no mundo real por um “experimento descontrolado”. Embora o YouTube afirme que rotula conteúdos sintéticos e prioriza o combate ao spam, os especialistas ressaltam que crianças pré-alfabetizadas não compreendem esses avisos. (Bloomberg)

Breakfast

Por hoje é só. Este é o breakfast, o seu primeiro gole de notícias. Uma seleção com os temas de destaque da política em Rondônia e do Brasil.

(*) Roberto Kuppê é jornalista e articulista político,  com informações do Canal Meio

O conteúdo opinativo acima é de inteira responsabilidade do colaborador e titular desta coluna. O Portal Mais RO não tem responsabilidade legal pela opinião, que é exclusiva do autor.

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