Por Roberto Kuppê (*)
Ah, Abib…
O pré-candidato ao governo de Rondônia pelo MDB de Confúcio Moura, Pedro Abib, entrou em contato com a coluna para explicar que não disse o que disse. Segundo Abib, ele não rechaçou Confúcio Moura. Apenas não concorda com o posicionamento do senador em favor do governo Lula. “Eu não me refiro a algum pronunciamento dele. Referi-me à minha fala e minha ponderação, e ela não converge com qualquer rechaça ao Senador ou a ninguém. Muito menos que eu estou independente ao presidente do partido. Referi-me a meu posicionamento político em relação ao pleito federal e a posição política sobre pautas. Isso precisa ficar claro”. Com essa resposta Pedro Abib perdeu tanto votos dos confucionistas quanto dos lulistas. Após a repercussão negativa da fala dele sobre Confúcio Moura, Pedro Abib cobrou nas redes sociais o fim da polarização, pedindo união em Rondônia.
Silêncio confuciano
O senador Confúcio Moura não se pronunciou oficialmente sobre as falas de Pedro Abib. Nem o fará. Não é estilo dele bater boca. Muito menos em problemas interna corporis. Mas, o entorno dele se pronunciou em off com a coluna. “Quem é esse para afrontar o presidente do MDB? Três vezes deputado federal, duas vezes prefeito de Ariquemes. Governador do estado por duas vezes e senador da República!”. Caíram péssimas as palavras mal pesadas contra o senador Confúcio Moura. A indignação é quase geral dentro do MDB rondoniense. Quase…
Prefeitos detergentes
O pré-candidato à presidência da República, Flávio Rachadinha Vorcaro da Nóbrega Bolsonaro (PL-RJ) foi “ovacionado” na Marcha dos Prefeitos, ontem, em Brasília. Mesmo os prefeitos sabendo que FB confessou que recebeu dinheiro do Vorcaro e que o visitou na mansão no dia seguinte após ser solto e com tornozeleira eletrônica. Quem toma detergente engole qualquer coisa. Risos.
E a pesquisa, hein?
Ninguém gosta de pesquisas desfavoráveis. Principalmente quando elas contêm irregularidades. A última da Veritas com relação à sucessão estadual em Rondônia foi contestada pelo pré-candidato Adailton Fúria (PSD). Ele comentou publicamente a decisão da Justiça Eleitoral que suspendeu, em caráter liminar, a divulgação da pesquisa eleitoral do Instituto Veritá, registrada sob o número RO-02673/2026. Em vídeo divulgado nas redes sociais na terça-feira (19), Fúria criticou duramente o levantamento após a decisão da juíza eleitoral Letícia Botelho, do Tribunal Regional Eleitoral de Rondônia (TRE-RO), que apontou inconsistências na documentação apresentada pelo instituto, especialmente divergência nas datas de coleta informadas no registro oficial.A ação que resultou na suspensão da divulgação da pesquisa foi apresentada pelo PSD, partido ao qual Adaílton Fúria é filiado. A decisão, no entanto, ainda é provisória e o mérito do caso será analisado após manifestação da defesa do Instituto Veritá. As informações são do site Resenha Política.
Eita em cima de eita
Porto Velho está pegando fogo às vésperas das eleições. Jornalistas sendo espancados. Vereadores ameaçando ativistas. Deputado trocando a esposa pela amante. Poootz. O Blog Entrelinhas soltou mais uma bomba. Ao entrevistar Marcos Combate (Avante), revelou que algumas das páginas que atacam o vereador, em Porto Velho, seriam pagas por um deputado estadual. “O deputado paga as páginas para atacar o governador, o presidente da Assembleia Legislativa. É um deputado que trocou a esposa pela am@nt3, e submeteu a ex-esposa a todo tipo de viol3ncia psicológica. Ele não paga pensão para a filha e deveria estar na c@d3ia, mas a ex-esposa tem m3do, porque ele é um cara p3r1g0s0”, disse o Blog Entrelinhas.
As mulheres do PT de Rondônia
O PT em Rondônia definiu a nominata que irá compor a pré-campanha para as eleições de 2026. O partido aposta no protagonismo das mulheres com forte atuação política e social para as disputas proporcional e majoritária. Ao todo, oito pré-candidaturas de mulheres foram consolidadas para fortalecer a bancada na Assembleia Legislativa de Rondônia (ALE-RO) e garantir representatividade na Câmara Federal e no Senado.
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Luciana Oliveira, ativista e jornalista, foi confirmada pelo partido como única pré-candidata ao Senado. Para a Câmara Federal, foram referendados os nomes da professora Márcia Regina, de Ji-Paraná, e de Elzilene Pereira, presidente da CUT-RO. Na disputa para a Assembleia Legislativa do Estado, a relação homologada pelo PT-RO reúne: de Ji-Paraná, a deputada Claudia de Jesus, pré-candidata à reeleição; de Cacoal, a professora Léo Simão; e de Porto Velho, Fátima Cleide, Gilvana Barros, sindicalista urbanitária, e Núbia Fernandes.
“Elas por Elas”
A definição da nominata feminina do PT-RO coincidiu com o lançamento nacional do programa “Elas por Elas”, da Secretaria Nacional de Mulheres do PT, ocorrido no último sábado (16/05), com transmissão ao vivo para todo o Brasil. A iniciativa visa qualificar e fortalecer pré-candidatas e militantes para enfrentar os desafios do cenário eleitoral.
Seguro defeso
O advogado previdenciário Célio Lopes, denunciou semana passada que mais de quatro mil famílias de pescadores artesanais em Rondônia estão sem receber o seguro defeso!
O período de paralisação terminou em 15 de março, mas o governo ainda não concluiu a análise e pagamento dos benefícios. “Enquanto isso, essas famílias ficam sem renda.
Para buscar o seguro defeso atrasado, você deve verificar o site ou o aplicativo Meu INSS , Portal Emprega Brasil ou Carteira de Trabalho Digital. A regularização e solicitação de valores retroativos são feitas nestas plataformas ou via recursos administrativos em caso de indeferimento. Na dúvida, consulte um advogado de confiança!“, disse.
Olhar do Amor
Em Ji-Paraná, o programa Olhar do Amor tem transformado vidas através de cirurgias de catarata que devolvem algo precioso para tantas pessoas: a chance de voltar a enxergar momentos, rostos e caminhos. Durante a visita, Jesualdo Pires (UPr) acompanhou de perto este trabalho que vem fazendo a diferença na vida de centenas de famílias, reconhecendo a importância da atuação da deputada federal Sílvia Cristina (UPr), que tem sido uma das grandes apoiadoras dessa iniciativa.
Lula favorável, Flávio inviável
O escândalo envolvendo o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro passou a ser tratado por analistas políticos como um fator decisivo para a sucessão presidencial de 2026. Na avaliação predominante, o filho de Jair Bolsonaro entrou em um processo de desgaste irreversível após a divulgação dos áudios publicados pelo Intercept Brasil, mas seguirá candidato justamente porque uma eventual retirada da disputa seria interpretada como admissão de culpa pela própria família Bolsonaro, como relata a colunista Mônica Bergamo.
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Integrantes influentes do PT avaliam que a permanência de Flávio na corrida presidencial cria o cenário eleitoral mais favorável ao presidente Lula. Isso porque o senador se tornaria um candidato enfraquecido, mas ao mesmo tempo impediria a consolidação de alternativas competitivas no campo da extrema direita.
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A interpretação petista é de que a crise do caso “Dark Horse” atingiu diretamente o principal ativo político do bolsonarismo: o discurso moralista construído ao longo dos últimos anos. O episódio envolve pedidos de dinheiro feitos por Flávio Bolsonaro ao então dono do Banco Master para financiar o filme sobre a trajetória de Jair Bolsonaro. A sucessão de versões contraditórias e explicações consideradas frágeis ampliou o desgaste político do senador.
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A repercussão do caso já começou a aparecer nas pesquisas eleitorais. Levantamento Atlas/Bloomberg divulgado nesta terça-feira (19) mostrou uma queda brusca de Flávio Bolsonaro em um eventual segundo turno contra Lula. O senador caiu de 47,8% para 41,8%, enquanto o presidente avançou para 48,9%.
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No PT, a leitura predominante é de que o caso atingiu não apenas Flávio, mas toda a narrativa construída pela família Bolsonaro. Para uma liderança petista ouvida pela Folha, retirar o senador da disputa equivaleria a reconhecer que houve irregularidades na relação financeira envolvendo o filme “Dark Horse”. Por isso, a tendência seria mantê-lo na campanha mesmo diante do risco de novas quedas nas pesquisas.
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O cenário mudou rapidamente após a divulgação dos áudios pelo Intercept Brasil. Desde então, setores da direita passaram a discutir reservadamente os riscos eleitorais da manutenção da candidatura de Flávio Bolsonaro. Apesar disso, aliados do senador reconhecem que uma retirada da disputa poderia abrir espaço para interpretações ainda mais devastadoras sobre o episódio.
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Para o PT, essa armadilha política tende a beneficiar diretamente Lula. Com Flávio enfraquecido, mas ainda ocupando o espaço central do bolsonarismo, outros nomes da direita teriam dificuldade para crescer eleitoralmente e construir uma candidatura competitiva capaz de unificar o campo neoliberal em 2026.
Desgaste de Flávio
A cada dia que passa vai ficando mais claro que as relações entre o senador e pré-candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL-RJ), seus aliados e o banqueiro Daniel Vorcaro são mais profundas do que os Bolsonaro tentavam fazer crer. Em entrevista coletiva nesta terça-feira, Flávio confirmou que se encontrou com Vorcaro em sua casa após a primeira prisão do banqueiro. A aliados, Flávio alegou ter procurado Vorcaro para encerrar qualquer negociação com o empresário após a prisão. “Fui ao encontro dele para botar um ponto final nessa história”, disse, afirmando que teria buscado outro investidor para o filme Dark Horse caso soubesse antes da situação do banqueiro. Vorcaro foi preso pela primeira vez em novembro de 2025 no Aeroporto de Guarulhos, quando tentava embarcar para o exterior. Dias depois, acabou solto por decisão do Tribunal Regional Federal da 1ª Região. (UOL)
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Em meio ao temor de novos vazamentos, Flávio Bolsonaro se reuniu com deputados e senadores do PL para tentar conter o desgaste provocado pela crise. O senador afirmou aos parlamentares que não existe “mais nada” a ser revelado sobre sua relação com Vorcaro. Parlamentares relataram desconforto com versões contraditórias, respostas improvisadas e o receio de novos vazamentos envolvendo a relação entre Flávio e o dono do Banco Master. Nos bastidores, o PL vê um prazo de 15 dias para avaliar os desdobramentos da crise e a viabilidade da candidatura do senador. (Globo)-Charge Cinema de baixo orçamento do Orlando.
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Dois detalhes chamaram a atenção no encontro do PL. A ausência do deputado Nikolas Ferreira (MG), principal nome da bancada na Câmara, e o visível constrangimento do senador Sérgio Moro (PR) com as declarações de Flávio Bolsonaro. (Metrópoles)
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E os potenciais aliados não estão convencidos. Reservadamente, dirigentes de siglas como União Brasil, Progressistas e Republicanos avaliam que a crise envolvendo o Caso Master ainda está longe do fim e que novas revelações podem ampliar o desgaste político do filho do ex-presidente Jair Bolsonaro. (Folha)
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Para completar, Flávio Bolsonaro ainda tentou esconder as pesquisas que começam a captar os estragos da crise. A equipe do senador acionou o TSE contra a pesquisa AtlasIntel/Bloomberg (íntegra) divulgada nesta terça-feira. Segundo o levantamento, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) aparece com 48,9% das intenções de voto em uma simulação de segundo turno, enquanto Flávio soma 41,8%. Na pesquisa anterior, realizada em abril, os dois apareciam tecnicamente empatados, com leve vantagem do senador — 47,8% a 47,5%. Os advogados alegam que a pesquisa induziu os entrevistados ao reproduzir o áudio enviado por Flávio a Vorcaro, embora a gravação só tivesse sido mostrada após as respostas serem preenchidas. (Metrópoles)
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Tentando aliviar o clima tenso entre os parlamentares, Flávio Bolsonaro apresentou na reunião do PL o primeiro trailer do filme milionário sobre a saga do ex-presidente Jair Bolsonaro. (YouTube)
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O deputado federal Mário Frias (PL-SP), está foragido (praticamente falando). A justiça está há semanas atrás dele para intima-lo no bojo das investigações sobre o financiamento ilegal através de emendas parlamentares ao filme Dark Horse. O deputado havia dito que a produção não tinha dinheiro público, muito menos do ex-banqueiro Daniel Vorcaro. Porém, numa gravação datada de 11 de dezembro de 2024, Mário Frias é flagrado enviando mensagens de agradecimento ao Vorcaro pelo apoio ao filme Dark Horse.
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Mas não demorou muito e mais revelações jogaram água na fervura. Novos áudios obtidos pelo Intercept Brasil mostram uma relação mais próxima entre o deputado e produtor do filme Dark Horse, Mario Frias (PL-RJ), e Daniel Vorcaro. Em uma das gravações, Frias agradece ao banqueiro pelo apoio ao longa e afirma que o filme “vai mexer com o coração de muita gente” e será “muito importante para o país”. A gravação desmente as declarações anteriores do deputado de que não havia dinheiro de Vorcaro no filme (Intercept)
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Já a produtora de Dark Horse afirmou que o banqueiro foi responsável por mais de 90% dos recursos usados até agora na produção do longa. Karina Ferreira da Gama, dona da produtora GoUp, disse que o filme já consumiu cerca de US$ 13 milhões — aproximadamente R$ 65,7 milhões — e está em fase de pós-produção. (g1)
Flávio e a elite econômica
Vera Magalhães: “A forma como parte da elite econômica e política espera para ver se a candidatura de Flávio Bolsonaro fica de pé escancara um fenômeno conhecido: a enorme condescendência desses estamentos com todo tipo de instabilidade que a família Bolsonaro é capaz de provocar, algo inexistente em relação a qualquer outro grupo político”. (Globo)
Flávio Bolsonaro e Neymar
Flávia Tavares: por que a direita e o futebol cometem o mesmo erro? Mesmo com o escândalo do filme Dark Horse e a rejeição batendo 52% na pesquisa Atlas/Bloomberg, o PL fechou fileiras para defender sua candidatura para 2026. Por que o campo conservador aceita ser refém de um sobrenome de teto baixo? A resposta está em uma lógica de apelo idêntica à que fez a Seleção Brasileira e o técnico Ancelotti ficarem reféns de Neymar na Copa do Mundo.” (Meio)
PEC do fim da escala 6×1
Um impasse sobre o tempo de transição adiou para a próxima segunda-feira a apresentação do relatório na PEC que institui a jornada de trabalho de 40 horas e extingue a escala 6×1. O governo defende a entrava em vigor imediata ou uma transição de até dois anos, enquanto o Centrão, com apoio do empresariado, quer pelo menos quatro anos. (Folha)
Flexibilização regras
A Câmara dos Deputados aprovou um projeto de lei que amplia benefícios a partidos políticos, flexibiliza regras de prestação de contas e cria novas dificuldades para a cobrança de multas eleitorais pela Justiça Eleitoral. O texto prevê parcelamento de multas partidárias em até 15 anos e abre brechas para regularizar despesas consideradas irregulares pela Justiça Eleitoral. A proposta também permite o pagamento de dirigentes partidários sem vínculo formal de trabalho e cria uma exceção que pode facilitar o disparo em massa de mensagens automatizadas por números ligados a partidos políticos. (Estadão)
Epidemia de ebola
O diretor-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), Tedros Adhanom Ghebreyesus, alertou para “a escala e a velocidade” da epidemia de ebola que afeta a República Democrática do Congo (RDC), onde estima-se 131 mortes e 513 casos suspeitos. A organização convocou uma reunião do comitê de emergências nesta terça-feira para avaliar a situação, enquanto a agência de saúde da União Africana declarou uma “emergência de saúde pública” continental. Sem vacina ou tratamento específico para a cepa bundibugyo, responsável pelo atual surto, a OMS disse estar avaliando possíveis imunizantes candidatos ao combate à variante. (Folha)
Breakfast
Por hoje é só. Este é o breakfast, o seu primeiro gole de notícias. Uma seleção com os temas de destaque da política em Rondônia e do Brasil.
(*) Roberto Kuppê é jornalista e articulista político, com informações do Canal Meio
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