Por Roberto Kuppê (*)
Pedro Abib é pré-candidato
Agora é oficial. O vice-reitor licenciado da Faculdade Católica, Pedro Abib, é o pré-candidato ao governo de Rondônia pelo MDB, respaldado pelo presidente estadual da sigla, senador Confúcio Moura. Na apresentação aos membros do partido, filiados, correligionários e à sociedade, o senador não economizou elogios ao debutante na política e já saindo ao cargo máximo do estado, o de governador. Ressaltou a importância da renovação política e da valorização da juventude nos espaços de poder. Segundo ele “nenhum partido vai oferecer à sociedade de Rondônia um candidato com tantas qualificações, com tanta energia e visão de futuro como nós. “Não podemos desperdiçar a juventude, a energia, o conhecimento e a vontade de um jovem como Pedro. Precisamos confiar na juventude, na linguagem dos jovens e no olhar para o novo. Não devemos ter receio de dizer que temos pré-candidato, que queremos voltar a governar este estado. Sabemos como melhorar a vida das pessoas”, afirmou Confúcio Moura.
Industrialização em destaque
O diferencial e o que mais chamou a atenção do pré-candidato foi a fala sobre a industrialização de Rondônia. Pedro Abib enfatizou a necessidade de transformar commodities em produtos industrializados, gerando mais empregos e agregação de valor. “Ou agregamos valor às nossas commodities ,ou ficaremos presos ao passado. Agregar valor não é diminuir a produtividade, é gerar mais riqueza, mais empregos, mais tributos. Com isso, poderemos fazer política social, melhorar a saúde, a educação e a segurança pública. Este é o nosso compromisso, o compromisso do MDB”, discursou o pre-candidato emedebista.
Formação acadêmica
Pedro Abib possui formação acadêmica extensa, sendo doutor em Ciência Jurídica pela Universidade do Vale do Itajaí (UNIVALI) e doutor em Direito pela Universidad de Alicante, na Espanha, com bolsa da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES). É mestre em Direito pela Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUCPR), com apoio da Fundação Rondônia de Amparo ao Desenvolvimento das Ações Científicas e Tecnológicas e à Pesquisa do Estado de Rondônia (FAPERO), além de especialista em Direito Civil e Constitucional pela Universidade Gama Filho (UGF). Graduou-se em Direito pela Faculdade Palotina de Santa Maria (FAPAS) e em Medicina Veterinária pela Universidade Federal de Santa Maria (UFSM).
Formação acadêmica 2
No campo acadêmico, atuou como pesquisador em programas vinculados ao Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), à Fundação de Amparo à Pesquisa do Rio Grande do Sul (FAPERGS) e à Fundação de Apoio à Tecnologia e Ciência (FATEC). Também realizou intercâmbio científico na University of Georgia, nos Estados Unidos, com bolsa da CAPES. Na Faculdade Católica de Rondônia, exerceu funções de vice-coordenador e coordenador do curso de Direito, e atualmente ocupa os cargos de vice-reitor e diretor administrativo, além de atuar como professor de graduação e de pós-graduação stricto sensu, lecionando disciplinas como Direito Constitucional, Oficina Jurídica – Direitos Fundamentais, Projeto de Pesquisa Científica e Trabalho de Conclusão de Curso.
Suas áreas de pesquisa concentram-se em direitos fundamentais, direitos sociais e estudos sobre povos e comunidades tradicionais, sendo líder de grupos de pesquisa cadastrados no Diretório do CNPq, com produção acadêmica que inclui artigos científicos e capítulos de livros.
O suspense continua
Quanto à reeleição, o senador Confúcio Moura não decidiu nada ainda. Continua o suspense se sai ou não, muito pelo contrário. Em entrevista concedida ao Jornal Eu Ideal no Senado Federal, Confúcio afirmou que sua participação nas eleições de 2026 está diretamente ligada a um compromisso político assumido com o ex-senador Acir Gurgacz (PDT). Se ele, Acir, sair candidato ao Senado, Confúcio Moura não sai. São políticos do mesmo segmento eleitoral.
EUA propõe tarifaço de 25%
Pouco mais de seis meses depois de o presidente Donald Trump suspender o tarifaço de 40% sobre os produtos brasileiros, o Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR na sigla em inglês) propôs nesta segunda-feira que o Brasil seja alvo de uma taxação de 25% por conta de “práticas irrazoáveis” que onerariam o comércio exterior dos EUA. A recomendação entra agora em consulta pública e tem até 25 de julho para entrar em vigor. Um dos pontos destacados pelo relatório do USTR é o “favorecimento” a serviços locais de pagamento eletrônico, o Pix. O documento também cita “ordens secretas” de tribunais para remoção de conteúdo por plataformas digitais americanas, demora na análise de patentes, taxação de etanol dos EUA, acordos comerciais mais favoráveis com países como México e Índia e até a anulação das sentenças da Lava Jato. Por outro lado, produtos como aeronaves e peças, terras raras e alguns itens agropecuários ficariam de fora da eventual nova taxação. (g1)
Na conta de Flávio Bolsonaro
Após visita de Flávio Taxadinha, governo dos Estados Unidos quer taxar produtos brasileiros em 25% e ainda resolveu atacar o Pix. Para os americanos, o sistema
criado no Brasil é “injusto e discriminatório” com empresas estrangeiras de meios de pagamento. No afã de descondenar o pai Jair Bolsonaro, os filhos Eduardo e Flávio Bolsonaro fizeram incursões à Casa Branca para taxar is produtos brasileiros. Flávio Bolsonaro retornou aos Estados Unidos pedindo mais intervenções dos Estados Unidos ao Brasil. Se auto intitulando patriotas, os Bolsonaro são tratados por Lula como traidores da Pátria.
Flávio e o CV
Em menos de três meses, três nomes com forte ligação política e articulação direta com o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) foram presos em investigações que apuram o vazamento de informações e a venda de influência para o Comando Vermelho (CV), a maior facção de narcotráfico do Rio de Janeiro.
Flávio e o CV 2
Embora os casos corram de forma independente, eles convergem no mesmo núcleo político: todos os envolvidos foram indicados, apadrinhados ou apoiados publicamente pelo senador para cargos estratégicos no Executivo e no Legislativo fluminense.
Novo embaixador no Brasil
E Trump indicou o deputado estadual pela Flórida Daniel Perez para o cargo de embaixador no Brasil, vago desde janeiro do ano passado. O nome será submetido à aprovação do Senado americano. Presidente da Câmara dos Representantes da Flórida, Perez é um dos principais nomes do Partido Republicano no estado e aliado próximo do secretário de Estado americano Marco Rubio. (Metrópoles)
Lula e Trump
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva quer abrir um canal direto de diálogo com Donald Trump para defender uma atuação conjunta no combate ao crime organizado e minimizar possíveis impactos da decisão americana de classificar o PCC e o Comando Vermelho como organizações terroristas. No Palácio do Planalto, a preocupação é que a nova classificação adotada por Washington amplie o escrutínio sobre operações financeiras e empresas que atuam em setores considerados vulneráveis à infiltração do crime organizado. (g1)
Operação contra o ICB
A Polícia Civil de São Paulo realizou uma operação contra o Instituto Conhecer Brasil (ICB), organização suspeita de irregularidades na execução de um contrato de R$ 108 milhões anuais firmado com a Prefeitura de São Paulo para a instalação de pontos de internet gratuita na cidade. O instituto pertence à empresária Karina Ferreira da Gama, sócia da produtora Go UP, responsável pelo filme Dark Horse, que retrata a trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Segundo as investigações, o contrato previa a instalação de 5 mil pontos de wi-fi gratuito em regiões periféricas até junho de 2025. Até o momento, porém, apenas cerca de 3,2 mil pontos teriam sido entregues. A execução do serviço foi prorrogada por meio de ao menos três aditivos contratuais. (g1)
Operação contra o ICB 2
A investigação alega haver “consistentes suspeitas de confusão patrimonial” envolvendo Karina Ferreira da Gama e apura se recursos públicos repassados pela prefeitura de São Paulo ao ICB foram desviados para financiar a produção de Dark Horse. Segundo o documento, a suspeita é de que valores públicos tenham sido desviados por meio de empresas subcontratadas pelo instituto e de outras organizações administradas por Karina. (Globo)
Operação contra o ICB 3
A trajetória empresarial de Karina ganhou impulso nos últimos anos e coincide com sua aproximação do deputado federal Mario Frias (PL-SP). A empresária de 47 anos comanda atualmente ao menos seis empresas. Seus negócios se expandiram para além do setor cultural e da capital paulista. Neste ano, Karina criou a holding Gama Participações Ltda., em Aracaju, e tornou-se sócia da Upcon Serviços Especializados Ltda., empresa do setor da construção civil sediada em Salvador. Karina conheceu Frias em 2020, quando o ex-ator assumiu a Secretaria Especial da Cultura no governo Jair Bolsonaro. (Folha)
Operação contra o ICB 4
O ICB de Karina Gama também utilizou recursos de uma emenda parlamentar de R$ 1 milhão destinada por Frias para contratar o advogado pessoal do parlamentar e adquirir material didático de um projeto educacional em Pirassununga (SP) que, segundo responsáveis locais, não teria sido entregue aos beneficiários. (Estadão)
Operação contra o ICB 5
Depois de um dia para lá de turbulento, Karina Gama recebeu o apoio do prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB). Em entrevista a jornalistas, Nunes afirmou considerar Karina uma pessoa “decente” e “trabalhadora” e levantou a hipótese de que a investigação possa estar relacionada à proximidade da empresária com o ex-presidente Jair Bolsonaro. (g1)
Operação contra o ICB 6
Na prefeitura paulistana, a operação contra Karina foi tratada internamente como “fogo amigo”, com críticas nos bastidores à atuação da Polícia Civil, subordinada ao governador bolsonarista Tarcísio de Freitas (Republicanos). A ação policial não teria passado pela cúpula da Secretaria de Segurança. (Globo)
Operação contra o ICB 7
Já o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) afirmou esperar que a operação da Polícia Civil de São Paulo contra o ICB não esteja sendo utilizada com objetivos eleitorais. Flávio disse que, pelas informações que recebeu, o contrato investigado pela polícia teria sido integralmente executado e não guardaria relação com a produção do longa sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro. (Metrópoles)
Trump x Irã
Buscando encerrar rapidamente o conflito com o Irã e seus impactos sobre a economia americana, Donald Trump está furioso com o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu. Segundo fontes da Casa Branca, o presidente telefonou para o premiê nesta segunda-feira e, sem economizar palavrões, o chamou de louco, por conta das operações militares contra o Hezbollah no Líbano, apontadas pelo Irã como um entrave a um acordo de paz. Mais cedo, Trump havia anunciado negociações para um novo cessar-fogo no Líbano, mas Netanyahu disse que Israel manterá os ataques a Beirute caso o grupo xiita continue lançando ofensivas contra cidades israelenses. (Axios e New York Times)
Tabagismo
Com a ampliação das ações de prevenção e tratamento do tabagismo na rede pública, cresce também o número de pessoas tentando parar de fumar. Em 2025, foram 2,5 milhões de pessoas procurando voluntariamente as Unidades Básicas de Saúde para tratamentos relacionados ao tabagismo, um salto de 95% em relação aos 1,2 milhão de atendimentos de 2022. Também houve um crescimento nas atividades coletivas voltadas a usuários de tabaco nas UBS, como rodas de conversa e ações educativas. As ações passaram de 61,9 mil em 2022 para 157,1 mil em 2025, enquanto o número de participantes subiu de 1 milhão para 2,1 milhões no período. (Globo)
Universidades brasileiras
Dados divulgados nesta segunda-feira pelo Centro para Rankings Universitários Mundiais (CWUR) mostram que 45 das 52 universidades brasileiras que integram a lista das melhores do mundo caíram de posição no ranking de 2026. O resultado é atribuído à queda no desempenho em pesquisa e à crescente competição global com instituições mais bem financiadas. Apenas cinco universidades nacionais subiram de posição, enquanto duas mantiveram seus postos. Apesar de perder uma posição em relação ao ano anterior, a Universidade de São Paulo (USP) continua sendo a melhor colocada do país, ocupando o 119º lugar, seguida por UFRJ (346º lugar) e Unicamp (379º). (g1)
Incêndios florestais
Um estudo produzido por pesquisadores da Universidade de East Anglia, no Reino Unido, revela que houve uma redução significativa das áreas devastadas por incêndios florestais, em escala global, apesar de ter atingido as regiões mais ricas do mundo em 2025. O levantamento mostra que os 335 milhões de hectares queimados representaram a segunda menor área atingida desde 2002. Enquanto isso, um incêndio que tomou mais de 100 mil hectares na Escócia contribuiu para que o Reino Unido quebrasse seu recorde de área queimada, e outros em Los Angeles fossem os mais destrutivos da história dos EUA. (Guardian)
Euphoria
Criador, roteirista e diretor da série da HBO, Sam Levinson anunciou nesta segunda-feira que Euphoria chegou oficialmente ao fim com o término de sua terceira temporada. O encerramento já era esperado, já que vários atores do elenco, incluindo Zendaya e Sydney Sweeney, se tornaram estrelas de Hollywood, com agendas lotadas em filmes de grande bilheteria nesse período. Esse teria sido um dos motivos para o atraso de quatro anos no lançamento entre a segunda e a terceira temporada. Em 2024, Levinson já havia dito que “cada temporada é como se fosse a última”, sem confirmar se haveria um quarto ano para a série. (Variety)
Feira do Livro
O primeiro fim de semana da Feira do Livro, que ocupa a Praça Charles Miller, em São Paulo, teve o italiano Sandro Veronesi como o campeão de vendas com seu Caos Calmo, lançado no Brasil pela Livraria Travessa. O romance narra a história de um executivo de TV paga, que vive desnorteado pelo luto da mulher e passa os dias parado do lado de fora da escola da filha. Ele também é o autor do best-seller O Colibri, terceiro título mais vendido da feira. O Voo da Locomotiva, romance de Frei Betto, foi o segundo mais vendido do evento que fica até este domingo em frente ao Mercado Livre Arena Pacaembu. (Globo)
Celine Dion
Com uma demanda insaciável dos fãs por mais apresentações, a cantora canadense Celine Dion anunciou mais dez shows em Paris, que serão realizados entre 8 e 29 de maio de 2027. A série de 16 shows, que começa a partir de 12 de setembro deste ano na Paris La Défense Arena, maior arena coberta da Europa, não foi suficiente para suprir a procura por ingressos da cantora na capital francesa. De acordo com os organizadores, os ingressos para as novas datas serão oferecidos “a um número limitado de fãs” já cadastrados na pré-venda da artista ou da casa de shows. Dion esteve afastada dos palcos por conta da pandemia e de um problema de saúde. (Globo)
Novo chip
A Nvidia apresentou nesta segunda-feira um novo chip voltado para computadores pessoais, reforçando sua ideia de que a próxima etapa da inteligência artificial acontecerá em laptops e desktops. O modelo foi chamado de RTX Spark e o processador foi desenvolvido em parceria com a MediaTek para executar agentes de IA localmente, sem depender apenas da computação em nuvem. A empresa anunciou que os primeiros sistemas chegarão ao mercado no próximo semestre em equipamentos de fabricantes como Dell, HP, Lenovo, Asus e Microsoft. Isso também tem potencial de acentuar a concorrência com a AMD, Intel, Qualcomm e Apple e pode abrir uma nova frente de crescimento para a companhia, que dominou o mercado de chips usados no treinamento de ferramentas de IA e agora tenta ganhar espaço também na infraestrutura que executa essas ferramentas. (Reuters)
Surface Ultra
Aliás, a Microsoft já apresentou o Surface Ultra, primeiro computador da linha equipado justamente com esse chip principal da Nvidia. O dispositivo terá até 128 GB de memória e poderá rodar modelos com até 120 bilhões de parâmetros. O lançamento acontece próximo da conferência Build, quando a Microsoft deve detalhar novas iniciativas para integrar IA ao Windows. (Axios)
Mythos
A Anthropic está negociando com a União Europeia o acesso ao Mythos, seu modelo de inteligência artificial voltado para segurança cibernética. Se o acordo for concluído, será a primeira vez que a ferramenta será disponibilizada fora dos Estados Unidos e do Reino Unido. A agência europeia de segurança cibernética confirmou que as conversas estão em andamento, enquanto a Comissão Europeia afirmou que teve reuniões produtivas com a empresa nas últimas semanas. Lançado inicialmente apenas para um grupo restrito de organizações consideradas de infraestrutura crítica, o Mythos vem sendo usado para identificar vulnerabilidades e reforçar sistemas de defesa digital. Entre os usuários estão a Microsoft, Apple, JPMorgan e CrowdStrike. (Bloomberg)
Breakfast
Por hoje é só. Este é o breakfast, o seu primeiro gole de notícias. Uma seleção com os temas de destaque da política em Rondônia e do Brasil.
(*) Roberto Kuppê é jornalista e articulista político, com informações do Canal Meio
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Pedro Abib destaca a industrialização de Rondônia no lançamento da pré-candidatura ao governo



