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sexta-feira, agosto 14, 2026
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Coluna Zona Franca

Por Roberto Kuppê (*)

Fim do suspense?

Tudo indica que o senador Confúcio Moura (MDB-RO) não vai mesmo se candidatar à reeleição. Vai cumprir a primeira promessa de 2018 ao se eleger senador, de que aquela seria a última campanha dele. Com fim do prazo para registro amanhã, 15, não há sinais de que ele voltará atrás. Segundo a assessoria dele que está em Brasília, previsão de retorno ao estado só dia 20 de agosto. Todas as seis candidaturas previstas e aprovadas em convenções, foram devidamente registradas no TSE. A mais aguardada era a de Pedro Abib (MDB), pois haviam rumores de desistência devido a escassez de recursos financeiros para a campanha. Abib ligou o piloto automático e vai disputar acreditando que dias melhores virão.

Adesivaço

As 00:01 do dia 16 de agosto tem início às campanhas eleitorais em todo o Brasil. Lula inicia campanha em São Bernardo do Campo e Flávio Bolsonaro, em Copacabana. Em Rondônia o destaque são os adesivaços que ocorrerão em diversas cidades. Neste domingo, 16 de agosto, a partir das 8h, Porto Velho será palco do adesivaço de Mariana Carvalho, candidata ao Senado Federal pelo Republicanos, e Maurício Carvalho, candidato à reeleição para deputado federal pelo União Brasil.

Adesivaço 2

O encontro será realizado na Villa Privillege, antiga Talismã 21, e contará também com a presença de Hildon Chaves, candidato ao Governo de Rondônia pelo União Brasil. A programação marca o início oficial da campanha e deve reunir apoiadores, prefeitos, vereadores, lideranças políticas, representantes de diferentes municípios e pessoas que acompanham a trajetória dos candidatos.

Adesivaço 3

Para Mariana Carvalho, o adesivaço será o primeiro grande encontro público da campanha ao Senado e representa o momento de reunir, nas ruas, as pessoas que fizeram parte de sua trajetória e que agora acompanham um novo projeto para Rondônia. “Eu quero começar essa caminhada do jeito que sempre fizemos: perto das pessoas. Quero conversar, ouvir e estar perto das pessoas”, afirma Mariana.

Acapulco Filmes

Atenção, candidatos a governadores ( senadores, deputados) de todo o Brasil, em especial de Rondônia. Após encerrar mais uma edição do Festival de Cinema da Amazônia (FestCineAmazonia), o cineasta e produtor Jurandir Costa está disponível para atuar em campanhas eleitorais, com equipamento de cinema. Além de disponibilizar do consultor, criador, roteirista e diretor de conteúdos audiovisuais para TV, Cinema e Publicidade, José Araripe Jr, da Bahia. Os interessados (todo o Brasil), pode entrar em contato com  Jurandir pelo zap.

Acapulco Filmes 2

Abaixo os trabalhos de campanhas eleitorais de José Araripe Jr:

ZEZÉU RIBEIRO PT – Prefeito Salvador
JACQUES WAGNER PT – Prefeito Camaçari
GERALDO SIMÕES PT– Prefeito Itabuna
MIGUEL ARRAES – Governador Pernambuco
LÍDICE DA MATTA – Deputada Estadual – Bahia
TASSO JEREISSATI – Governador – Ceará
NILO COELHO – Governador – Bahia
LUCIO ALCANTARA – Governador – Ceará
TADEU PALACIOS – Prefeito São Luis
ALBANO FRANCO – Governador – Sergipe
JOÃO ALVES – Governador – Sergipe

Pesquisa Quaest

A nova pesquisa da Quaest para presidente, contratada pela Rede Globo, será divulgada hoje, às 18h (Brasília). Será a primeira após as convenções e às vésperas do início das campanhas. Todas as pesquisas têm indicado crescimento de Lula e queda de Flávio Bolsonaro.

Falando em pesquisa…

Responsável pelo maior número de pesquisas nas eleições de 2022, o Instituto Veritá já teve levantamentos proibidos de serem divulgados por irregularidades técnicas e indícios de fraude só este ano em 13 estados e no Distrito Federal. Apenas na quarta-feira (12/8), os Tribunais Regionais Eleitorais (TRE) do Rio Grande do Norte e de Sergipe proibiram o Veritá de divulgar resultados de sondagens de votos para governo e Senado.

Falando em pesquisa…2

Em ambos os estados, a Justiça Eleitoral entendeu que a amostra coletada pelo Veritá divergia drasticamente da realidade estadual, super-representando eleitores ricos e escolarizados. Em Sergipe, o instituto elevou artificialmente a proporção de eleitores com ensino superior completo ou incompleto para 31,1% em sua amostra, muito acima do índice de 19,2% fornecido pela sua fonte declarada de dados, a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD) de 2025 – o TSE aponta que apenas 12,82% do eleitorado sergipano possui esse grau de instrução. As informações são do Metropoles.

O milagre da multiplicação

O deputado federal Nicolas Ferreira, do PL de Minas Gerais, protagonizou o que muitos chamaram de “milagre da multiplicação” só que não de pães e peixes. Foi de dinheiro.
Há quatro anos, na primeira declaração de bens à Justiça Eleitoral, ele declarou ter R$ 36 mil. Na declaração mais recente, esse valor subiu para mais de R$ 4 milhões. Isso representa um aumento de mais de 10.500% em 4 anos.

O milagre da multiplicação 2

A crítica que surge é justamente a falta de uma justificativa pública clara para esse salto. Segundo as próprias declarações, não houve abertura de empresa, não consta investimento relevante, nem outra fonte de renda tradicional que explicasse esse crescimento patrimonial tão expressivo nesse período. Fica a pergunta que muita gente faz, como um parlamentar consegue multiplicar o patrimônio dessa forma em tão pouco tempo, sem atividade empresarial declarada? Num país onde o cidadão comum luta pra juntar um salário mínimo, esse tipo de discrepância acende um alerta sobre transparência, origem dos recursos e coerência entre discurso e prática. O papel do debate público é justamente esse, cobrar explicações e exigir que políticos prestem contas de forma clara, dentro da lei.

Garimpo ilegal

Investigações conduzidas pela Polícia Federal e pelo Ministério Público Federal apontam que o garimpo ilegal na Amazônia deixou de ser uma atividade isolada e passou a envolver uma complexa estrutura financeira, com participação de grupos criminosos, empresários e investidores. Entre os estados acompanhados pelas autoridades está Rondônia, que integra a área de atuação de investigações voltadas ao combate à mineração ilegal, juntamente com Amazonas, Acre e Roraima.

Trump e Flávio

A Pública tem investigado as articulações de Flávio Bolsonaro com o governo Trump e sua influência nas eleições brasileiras em 2026. De narrativas de insegurança em relação às urnas eletrônicas a reuniões com diplomatas e influenciadores políticos de extrema direita, Flávio Bolsonaro, com apoio do governo Trump, tem intensificado as narrativas que tentam enfraquecer o processo democrático. O Departamento de Estado dos Estados Unidos negou ao g1 nesta quinta-feira (13) ter um plano para impedir a reeleição do presidente Lula, e afirmou que respeitará “qualquer governo” que for eleito em outubro. Segundo o blog do Valdo Cruz, a equipe de Lula acredita que o secretário Marco Rubio quer evitar a reeleição do presidente brasileiro. Questionado pelo g1 sobre o tema, uma fonte do órgão norte-americano afirmou que a avaliação do Planalto não corresponde à realidade.

Reciprocidade contra os EUA

O governo brasileiro anunciou na noite desta quinta-feira que deu início ao processo para aplicar a Lei da Reciprocidade Econômica contra os Estados Unidos, em resposta ao tarifaço americano. A legislação permite ao Brasil adotar restrições ou tarifas equivalentes às impostas por outro país. Antes de eventual retaliação, o governo pretende realizar consultas diplomáticas para tentar reduzir ou eliminar os efeitos das medidas americanas. Brasília afirma que apresentou ao Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR) argumentos para contestar as acusações de práticas comerciais desleais. (g1)

Reciprocidade contra os EUA 2

Na avaliação de analistas, a decisão brasileira é política e ocorre devido à falta de canais de negociação. “Nossa situação frente a eles é de muita fragilidade e, se continuar escalando, pode ser muito ruim para a economia e para muitas empresas e pessoas”, avalia Luiz Fernando Figueiredo, ex-diretor do Banco Central e conselheiro da Jubarte Capital. Já para Thiago Aragão, pesquisador sênior do Centro de Estudos Estratégicos Internacionais de Washington e CEO da Arko Advice International, a questão não é mais comercial. “Lula fez uma embalagem com a questão da soberania nacional e vai levar isso até o fim das eleições”, afirma. (Globo)

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Os Estados Unidos divulgaram um relatório que acusa o Brasil e cerca de 40 países de facilitar o desvio de produtos chineses para burlar tarifas de importação impostas por Washington. O documento classifica o Brasil no grupo de “Nível 2”, formado por países com “integração econômica significativa” com a China. Segundo o relatório, o Brasil atua como uma importante plataforma regional para suposta alteração da origem declarada de mercadorias antes da exportação para os Estados Unidos. (CNN Brasil)

Enquanto isso…

Empresários brasileiros afirmam ter recebido de diplomatas americanos o alerta de que a crise entre Brasil e Estados Unidos pode se agravar caso o governo Lula continue sem conceder o “agrément” ao indicado de Donald Trump para a embaixada em Brasília, Daniel Perez. Integrantes do Departamento de Estado disseram que a orientação em Washington é ampliar a pressão caso o Brasil não autorize a nomeação do diplomata. (Estadão)

Flávio x Renan

A quinta-feira foi marcada por polêmicas envolvendo o sistema eletrônico de filiação partidária do Tribunal Superior Eleitoral. A campanha do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) disse não ter conseguido registrar a candidatura dele à Presidência pelo fato de o político aparecer como filiado ao Missão no site do TSE. De acordo com a campanha, Flávio foi filiado “fraudulentamente” ao Missão. Flávio, por sua vez, afirmou ter sido vítima de um complô. (Poder360)

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Já o candidato do Missão à Presidência da República, Renan Santos, afirmou que a filiação de Flávio Bolsonaro ao partido foi solicitada com o uso do e-mail do próprio parlamentar. Segundo ele, o sistema registrou o envio de oito mensagens de confirmação, das quais quatro teriam sido abertas e uma delas acessada por meio de um link. Renan disse que a equipe de Flávio teve acesso às mensagens. (UOL)

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O presidente do TSE, Kassio Nunes Marques, determinou o restabelecimento da filiação de Flávio Bolsonaro ao PL, anulou o vínculo com o partido Missão e liberou o registro da candidatura. O ministro também determinou a preservação dos registros de acesso ao sistema de filiação partidária e o envio do caso à Polícia Federal. Mais tarde, após identificada uma tentativa de filiar o presidente Lula (PT) ao Democracia Cristã, o TSE tirou do ar seu sistema de filiação online. (g1 e CNN Brasil)

Plano de governo

E o PL lançou o plano de governo de Flávio Bolsonaro. De acordo com o documento, o candidato do partido pretende fazer uma ampla reforma política e voltou a defender o fim da reeleição para presidente da República. No documento, intitulado Para o Brasil Vencer o Atraso, Flávio afirma que o atual sistema político favorece a perpetuação no poder, o “capitalismo de compadrio” e a baixa representatividade. (CNN Brasil)

Plano de governo 2

O candidato do PL ainda propõe limitar os poderes do STF, com medidas como a restrição das decisões monocráticas. Segundo o plano, o STF acumulou competências “sem paralelo” e é preciso devolver à Corte seu papel de tribunal constitucional para restabelecer o equilíbrio entre os Poderes. (Folha)

Decisão monocrática

A crise envolvendo a polêmica decisão monocrática do ministro do STF Alexandre de Moraes de investigar um jornalista maranhense e sua fonte de informação chegou ao ponto de fervura com a sinalização do presidente da Corte, Edson Fachin, de que levará a questão ao plenário do Supremo. Em nota, Fachin reconheceu a gravidade da situação, defendeu a liberdade de imprensa e o sigilo da fonte. De acordo com o presidente da Corte, o STF tem um “compromisso irrenunciável” com a Constituição. Fachin destacou que a apuração de eventuais crimes deve recair sobre as condutas investigadas, “jamais sobre a atividade jornalística legítima”. (g1)

Decisão monocrática 2

A decisão de Moraes desagradou parte dos ministros da Corte. Ao menos quatro deles manifestaram, reservadamente, incômodo com a investigação contra um ex-secretário do governo do Maranhão apontado como fonte de um jornalista que publicou reportagens sobre o ministro Flávio Dino. Segundo relatos, um dos magistrados classificou a medida como um precedente inédito e preocupante para a liberdade de imprensa e o jornalismo investigativo. (Estadão)

Decisão monocrática 3

Moraes, por sua vez, dobrou a aposta. De acordo com ele, a família do ministro Flávio Dino foi colocada em “risco real por uma organização criminosa” e afirmou que é preciso diferenciar o jornalismo investigativo de pessoas que, segundo ele, atuam “travestidas de jornalismo” para cometer crimes. (Metrópoles)

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Principal alvo do inquérito relatado por Alexandre de Moraes, o jornalista maranhense Luís Pablo negou ter cometido irregularidades e afirmou que nunca monitorou integrantes do STF nem seus familiares. Luís Pablo disse que a identificação de sua fonte compromete o exercício da atividade jornalística e que estão tentando destruí-lo profissionalmente. (Folha)

Decisão monocrática 5

Flávio Dino também resolveu se pronunciar. O ministro afirmou que sua condição de magistrado o obriga a suportar “calado agressões e injustiças” e a acompanhar “distorções monumentais” sobre sua atuação. Em publicação nas redes sociais, Dino disse que o cargo o impede de participar de “apaixonados debates públicos”. (Valor)

Sites de apostas

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, disse nesta quinta-feira que cerca de 800 mil pessoas foram excluídas de sites de apostas por terem aderido ao Desenrola 2.0. Para participar do programa de renegociação, o devedor não pode realizar apostas online por ao menos seis meses. Ao todo, cinco milhões de pessoas já foram excluídas das bets, sendo que 3 milhões saíram por estarem em programas sociais, como BCP e Bolsa Família, 1,2 milhão optaram por se autoexcluírem, além dos 800 mil pelo Desenrola. (g1)

El Niño muito forte

A chance de o fenômeno El Niño atingir uma intensidade muito forte nos próximos meses aumentou para 95%, segundo previsão atualizada nesta quinta-feira pela Administração Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos (NOAA, em inglês). Até o início do mês passado, a probabilidade de um El Niño muito forte entre outubro e dezembro era de 81%. Uma nova análise também calcula um fenômeno muito intenso com 90% de chance de ocorrer entre novembro e janeiro no Hemisfério Sul. A nova projeção chega no momento em que o aquecimento das águas do Pacífico Equatorial continua aumentando. (g1)

Breakfast

Por hoje é só. Este é o breakfast, o seu primeiro gole de notícias. Uma seleção com os temas de destaque da política em Rondônia e do Brasil.

(*) Roberto Kuppê é jornalista e articulista político,  com informações do Canal Meio

Contato: [email protected]

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