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quinta-feira, outubro 8, 2026
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Coluna Zona Franca

Por Roberto Kuppê (*)

Fim da escala 6×1

O senador Confúcio Moura (MDB-RO), ocupou a presidência do Senado Federal para conclamar aos seus pares para que votem já o fim da escala 6×1. “Usei a tribuna do Plenário do Senado Federal para defender a votação da proposta que acaba com a escala 6×1. Esse debate já foi amplamente discutido no Congresso. Sou favorável à mudança porque ela representa mais dignidade para o trabalhador, com mais tempo para descansar e estar com a família. O momento de votar é AGORA! “, disse Confúcio Moura.

Para reflexão

O candidato Flávio Rachadinha Vorcaro da Nóbrega Sicario Bolsonaro foi para o segundo turno sem apresentar o plano de governo. O eleitor votou às cegas pelo simples fato de ser filho de Jair Bolsonaro. Fez umas dancinhas pro tiktok e só. Aliás, ele apenas disse que quer ser eleito para soltar o pai dele condenado a 27 anos por tentativa de golpe de estado. “Ah, ele vai cortar 300 bilhões e reduzir os ministérios”. De onde vai cortar? Dos programas sociais? Vai acabar com os ministérios da Cultura e do Trabalho novamente? A eleição de Flávio será a volta do caos na política e na vida das pessoas, principalmente as mais carentes.

Fora, Flávio

Estudantes do ensino médio e universitário de todo o Brasil estão se mobilizando contra a ameaça para o setor da educação com a eleição de Flávio Bolsonaro. Antes do que o pior aconteça no dia 25 de outubro, manifestações explodem em todo o país. ​A assembleia geral da UFPA declarou apoio à reeleição de Lula, e o movimento estudantil já tomou as ruas! “Agora é a vez do ensino básico se somar nessa linha de frente com a UMES Belém! ​É o nosso futuro que está em jogo. Lula reajustou a merenda escolar, garantiu o Pé-de-Meia no bolso e abriu as portas do ensino superior. Votar no 13 neste segundo turno é defender essas conquistas e garantir que a gente consiga entrar na universidade!”

UFPE em chamas

Nem foi eleito ainda (deuzulivi) e o terror já começou. Ontem, um dos prédios da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), dentro da Cidade Universitária, na Zona Oeste do Recife, foi atingido por um incêndio de grandes proporções. Amostras de pesquisas importantes foram transformadas em cinzas. É o prenúncio de uma tragédia anunciada. Segundo o g1, o fogo na sede da Diretoria de Inovação e Empreendedorismo (Dine), que integra o Núcleo de Inovação Tecnológica da universidade, começou por volta das 20h. O local fica nas proximidades da Casa do Estudante. Este é o terceiro incêndio registrado na UFPE em uma semana. No dia 30 de setembro, chamas se alastraram num laboratório do Departamento de Física, que teriam sido causadas numa câmara de alta temperatura usada para aquecimento de substâncias.

UFPE em chamas 2

O vereador de Recife Thiago Medina (PL-PE), eleito deputado federal no último domingo (04), seria um dos administradores do “UFPE ANTI-LULA”, onde teriam sido tratados ataques contra a Universidade Federal de Pernambuco, incendiado na noite de ontem (08). A denúncia foi feita pelo portal Fala News, que teve acesso a prints de dois grupos:
“UFPE ANTI-LULA” e “UNINASSAU BV ANTI-LULA”. Em parte de uma das conversas, um integrante identificado como “Micael” afirma: “Tenho bombas na mala do carro”. Nas mensagens, Medina aparece falando sobre manifestações na UFPE. Os prints também apresentam conteúdos de teor violento e ataques contra adversários políticos, além de trechos racistas e xenofóbicos.

A linda família Badra

A coluna registra com alegria e emoção esta imagem. No primeiro plano, Edson Jorge Badra, 92 anos, o primeiro Procurador Geral de Rondônia. No segundo plano, filhos e netos: Nicolau, Alexandre, Daniel, Mirtes, Julia, Lais, Talitah, Alex, Thomas, Alexandre Segundo. Todos de vermelho e ostentando o número 13. É verdade. Edson Badra é esquerdista raiz. Lucidamente defende o governo Lula. A filha dele, Mirtes Badra, é uma ativista fervorosa nas redes sociais.  Alguém da qualidade moral de Edson Badra se posicionar dessa maneira, mostra que Lula está certo e a oposição, errada. Edson nasceu em Guajara-Mirim (RO) e hoje reside com a família em Brasília. Parabéns.

Lula muda comando da campanha

O mau resultado no primeiro turno das eleições, no qual chegou atrás do senador Flávio Bolsonaro (PL) e as críticas a figuras de proa do governo fizeram o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) decidiu fazer mudanças no comando de sua campanha à reeleição. As reclamações atingem o presidente do PT, Edinho Silva, e a primeira dama, Janja, mas também o próprio presidente. Segundo Tatiana Farah, o comando será dividido em três frentes: os ex-ministros Camilo Santana e Rui Costa vão assumir, respectivamente, a coordenação política e a agenda de Lula, enquanto o governador do Piauí, Rafael Fonteles, cuidará da comunicação. Lula reconheceu que sua campanha teve desempenho abaixo do esperado e criticou a falta de organização do partido no primeiro turno. Em reunião com parlamentares, Lula afirmou que esta foi a campanha “menos organizada” de que participou desde 1989, quando disputou a Presidência pela primeira vez. (UOL)

Participação nas redes sociais

Lula também admitiu que resiste a ampliar sua participação nas redes sociais, apesar da pressão de integrantes da campanha para reforçar sua presença digital no segundo turno da eleição presidencial. Após o resultado do primeiro turno, a campanha passou a discutir a criação de uma força-tarefa digital. (g1)

Sidônio Palmeira 

No marketing, Sidônio Palmeira e Raul Rabelo seguem titulares e João Santana nunca foi sequer cogitado, conta Guilherme Amado. Mas o presidente deve passar a ouvir mais os marqueteiros e focar menos em seu legado e mais em mudanças para o futuro. (Amado Mundo)

Intensificar ataques

A campanha de Lula vai intensificar os ataques a Flávio Bolsonaro como parte de uma estratégia para alertar para as consequências de uma eventual vitória do filho do ex-presidente Jair Bolsonaro, a fim de ampliar sua rejeição no segundo turno. O principal alvo serão as declarações de Flávio sobre mudanças na Constituição, que o PT pretende associar a ameaças aos direitos sociais e trabalhistas e à independência do Supremo Tribunal Federal (STF). A ofensiva será concentrada nas redes sociais, com vídeos e publicações de parlamentares eleitos e influenciadores digitais. Paralelamente, o PT discute apresentar propostas próprias para o Judiciário. O vice-presidente Geraldo Alckmin defendeu o envio de uma reforma ao Congresso antes do segundo turno. Entre as medidas em discussão está a criação de mandatos para ministros de tribunais superiores. (Globo)

Kátia Abreu

O mea culpa de Lula não foi capaz de arrefecer as críticas à condução da campanha. A ex-senadora Kátia Abreu, coordenadora da campanha de Lula no Tocantins, criticou o protagonismo da primeira-dama Janja da Silva na disputa pela reeleição do presidente e defendeu maior participação do vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB). “A primeira-dama está ocupando um espaço maior do que o vice-presidente”, afirmou. (g1)

Kátia Abreu 2

Janja não gostou. Por nota, a assessoria da primeira-dama afirmou que ela continuará participando da campanha de reeleição de Lula, com o respaldo do próprio presidente. “Independente do que falem, Janja seguirá na campanha. Sua participação é legítima e sempre respaldada pelo presidente Lula. O objetivo de todos os envolvidos é um só: reeleger o presidente!”, afirmou o gabinete em nota. (CNN Brasil)

Eleitor que não tem lado

Pedro Doria: “O segundo turno vai ser decidido por um eleitor que não tem lado, já mudou de candidato duas vezes desde agosto e não se sente em dívida com governo nenhum. É esse brasileiro que Lula e Flávio Bolsonaro ainda não conseguiram entender nem conquistar”. (Meio)

Cortes de R$ 250 bilhões

Caso Flávio Bolsonaro seja eleito. sua equipe econômica estuda uma série de cortes de despesas obrigatórias para viabilizar a economia de R$ 250 bilhões, equivalentes a 2% do PIB, para conter o crescimento da dívida pública. As principais propostas são desvincular dos ganhos reais do salário mínimo os pagamentos da Previdência, incluindo o Benefício de Prestação Continuada (BPC), e acabar com o piso constitucional que atrela os gastos de saúde e educação ao comportamento da arrecadação federal. As ideias foram apresentadas por interlocutores de Flávio a empresários ao longo de diversas reuniões. Já o comando da campanha, em nota, disse que “não se pode transformar conversas informais em posição oficial de uma candidatura”. (Folha)

Daniella Marques

E a coordenadora econômica da campanha de Flávio Bolsonaro, Daniella Marques, afirmou que um eventual governo do senador pretende acabar com o split payment, mecanismo da reforma tributária que permite o recolhimento automático de impostos no momento do pagamento por produtos e serviços. Ex-presidente da Caixa, Daniella criticou o mecanismo por considerar que ele prejudica o capital de giro das pequenas empresas. O ministro da Fazenda, Dario Durigan, rebateu Marques, afirmando que ser contra o split payment é favorecer empresas que cometem fraudes fiscais. (Estadão)

Redemocratizar

Flávio Bolsonaro voltou a defender mudanças na Constituição para, segundo ele, “redemocratizar” o Brasil. Durante evento em que recebeu o apoio do Republicanos no segundo turno, o senador criticou o STF e afirmou que pretende aproveitar a maioria de direita eleita para o Congresso para promover alterações institucionais. O candidato disse ainda disse que as mudanças pretendidas incluem uma reforma do Judiciário, a redução da maioridade penal, alterações na reforma tributária e o fim da reeleição. (g1)

Kassio Nunes

Já o ministro do STF Kassio Nunes Marques afirmou que pretende deixar para depois do segundo turno das eleições a análise dos pedidos de revisão da condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro por tentativa de golpe de Estado. Nunes Marques também negou que vá decidir por liminar, afirmando que levará o caso ao plenário da Corte. (Folha)

Enquanto isso…

O presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, admitiu que houve planejamento de um golpe de Estado após a derrota de Jair Bolsonaro para Lula nas eleições de 2022. Em entrevista à Rádio Gaúcha, o dirigente reconheceu a existência da articulação, mas minimizou sua gravidade ao afirmar que o plano não foi executado. Quando questionado se poderia garantir que articulação semelhante não ocorreria num eventual governo de Flávio Bolsonaro, Valdemar respondeu: “Sei lá, sei lá”. (Metrópoles e Rádio Gaúcha)

Escala de trabalho 6×1

O PL, o partido de Flávio Bolsonaro, articula no Senado uma estratégia para impedir que PEC que acaba com a escala de trabalho 6×1 seja aprovada antes do segundo turno da eleição presidencial, marcado para 25 de outubro. Em reunião nesta quarta-feira, senadores da oposição decidiram exigir o cumprimento integral dos prazos regimentais, apostando que o calendário será suficiente para adiar a conclusão da votação. Caso haja tentativa de acelerar a tramitação, o grupo admite recorrer à obstrução. “Se ele [Davi Alcolumbre] cumprir o regimento, está de bom tamanho”, afirmou o senador Rogério Marinho (PL-RN). (Globo)

Teresa Leitão

Já a líder do governo no Senado, Teresa Leitão (PT-PE), articula um calendário especial para acelerar a votação da PEC e garantir sua aprovação antes do segundo turno. A senadora busca apoio de líderes partidários e pretende apresentar o requerimento ainda hoje, para votação na próxima semana. Pelo rito normal, a PEC precisa passar por cinco sessões de discussão e dois turnos de votação, com intervalo mínimo de cinco dias úteis entre eles. (Metrópoles)

Breakfast

Por hoje é só. Este é o breakfast, o seu primeiro gole de notícias. Uma seleção com os temas de destaque da política em Rondônia e do Brasil.

(*) Roberto Kuppê é jornalista e articulista político,  com informações do Canal Meio

Contato: [email protected]

O conteúdo opinativo acima é de inteira responsabilidade do colaborador e titular desta coluna. O Portal Mais RO não tem responsabilidade legal pela opinião, que é exclusiva do autor.

O PT de Rondônia (artigo publicado há três anos)

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