Por Roberto Kuppê (*)
Congestionamento de pré-candidatos
Amanhã, segunda-feira, 4 de maio, vai haver dois grandes eventos proporcionados pelo governo federal, mais conhecido como terceiro governo Lula. Além da ponte binacional que ainda vai ser oficialmente lançada (mas já está em construção), nesta segunda-feira será entregue a ponte sobre o rio Candeias pela manhã (7h30) e, já às 9h30 (poderá atrasar um pouco), será dada a ordem de serviço para a construção do Porto Novo (ou Expresso Porto). As duas obras têm o trabalho do senador Confúcio Moura (MDB-RO), mas a segunda contou com os trabalhos do prefeito de Porto Velho, Léo Moraes (Podemos) e do senador Marcos Rogério (PL-RO), que preside a Comissão de Infraestrutura do Senado Federal, cargo que foi anteriormente de Confúcio. Desta feita, é bem possível que haverá a participação nos dois eventos de políticos de direita e de esquerda. Possivelmente três pré-candidatos ao governo de Rondônia devam aparecer. Pedro Abib (MDB), Expedito Netto (PT) e Marcos Rogério (PL). Todos com legitimidade. Afinal, em período eleitoral, dois eventos como esses rendem bons flashes e entrevistas. Só não pode ter briga como ocorrida no último evento em Porto Velho.
Candeias
Em Candeias foram investidos R$ 25 milhões para reforço da estrutura, melhoria no sistema de drenagem e encontros da ponte, além da revitalização completa da sinalização horizontal, vertical e dos dispositivos de segurança.
Porto Novo
Para as obras de acesso ao Porto Novo, serão investidos cerca de R$ 260 milhões. Com extensão de 34,5 quilômetros, a obra ligará o km 693 da BR-364 diretamente aos terminais hidroviários do rio Madeira. Atualmente, cerca de 1,2 mil caminhões circulam diariamente por Porto Velho com destino ao porto. A nova via vai retirar esse fluxo da área urbana e melhorar a eficiência logística para o escoamento da produção da região Norte.
Mais três ordens de serviço
O ministro dos Transportes, George Santoro também autorizará mais três ordens de serviço do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) para obras de manutenção e recuperação na BR-429/RO, no trecho entre Presidente Médici e o início da Ponte sobre o Rio Fuxico, com extensão de 251,6 quilômetros. Os contratos somam R$ 273,7 milhões em investimentos.
Cobertura de imprensa
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Fúria X Pablo
A dupla politicaneja Fúria & Pablo se desfez após 4 de abril. Antes afinados politicamente, Adailton Fúria (PSD) e Tony Pablo (Podemos), tomaram rumo diferente. Pré-candidato ao governo de Rondônia, Fúria viu seu antigo parceiro partir pra cima dele, além de sinalizar que vai apoiar o adversário. O ex-prefeito Fúria nega veementemente que deixou o município com dívidas. “O que existe são programações que precisam de recursos. Se não captar, não executa “. Segundo Fúria, os valores mencionados pela atual gestão não representam dívida consolidada, mas, sim previsões orçamentárias que dependem de captação de recursos externos para serem executados. “Não existe rombo”, declarou Fúria.
O bombeiro Fúria
Em vez de contra-atacar com fúria, o ex-prefeito preferiu ser bombeiro. Em editorial, o site Rondônia Dinâmica foi certeiro:“Há crises que nascem de divergências genuínas. Há outras que nascem de cálculo. O que se instalou em Cacoal, a partir das declarações públicas do prefeito Tony Pablo sobre o ex-prefeito Adaílton Fúria, pertence à segunda categoria. A sequência de falas, aparições e posicionamentos do atual chefe do Executivo municipal compõe um movimento que vai além da afirmação de autonomia administrativa e opera, de forma cada vez menos disfarçada, como uma ofensiva deliberada contra a pré-candidatura de Fúria ao Governo de Rondônia”.
O bombeiro Fúria 2
A resposta de Fúria, dada em entrevista à Rádio Terra FM 89.9, de Cerejeiras, revelou uma estratégia de contenção construída sobre dois eixos sólidos. O primeiro foi técnico e orçamentário. Questionado sobre o suposto endividamento de R$ 7 milhões, o ex-prefeito contestou a premissa com objetividade: “Dívida de 7 milhões por um orçamento de 550 milhões? Na verdade, Giovanni, eu liguei pra ele pra entender o que tava acontecendo. Como ele tá no processo de transição, a gente sobrevive muito de emenda parlamentar.”
O bombeiro Fúria 3
Fúria delineou a lógica orçamentária que, segundo ele, rege a administração de qualquer município de porte semelhante ao de Cacoal: o recurso próprio da prefeitura sustenta a manutenção daquilo que já está em funcionamento; tudo o que representa expansão, investimento ou programa novo depende de captação externa, junto à bancada federal, ao governo estadual ou a outras fontes institucionais. “Ah, mas não é que tem déficit de 7 milhões, é que tem programações pra acontecer durante o ano que tem um custo de 7 milhões e que você tem que captar recurso pra isso. Se você não captar recurso, você não faz”, afirmou. As informações e a foto arte são do site Rondônia Dinâmica.
Contas aprovadas sem ressalvas
Para finalizar, o ex-prefeito enfatizou que suas contas foram aprovadas pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE-RO) por cinco anos consecutivos, sem ressalvas, além de pareceres favoráveis do Ministério Público de Contas e auditorias realizadas no período. Para ele, os resultados da gestão anterior demonstram regularidade fiscal e capacidade administrativa. Ao comentar a condução da atual administração, Fúria defendeu que o gestor municipal precisa buscar recursos fora do orçamento local para manter investimentos. “Se você ficar sentado numa cadeira esperando o dinheiro cair do céu, você esquece que vai desconstruir tudo aquilo que nós construímos”, disse.Com informações do Resenha Política.
Sucessão estadual
Ainda sob a liderança do senador Marcos Rogério (PL), a sucessão estadual deverá sofrer uma mudança nas posições auferidas nas pesquisas de opinião pública. A entrada do acadêmico Pedro Abib (MDB) no jogo, promete movimentar os bastidores da sucessão estadual. Demonstrando conhecimento e capacidade para o cargo, Pedro Abib é um bom nome de centro a ser trabalhado. A pré-candidatura dele atinge frontalmente Hildon Chaves (UPr), que declarou que não é nem Bolsonaro, nem Lula, que apoiaria Ronaldo Caiado (PSD).
Senado Federal
Quatro nomes despontam para o Senado Federal por Rondônia: Fernando Máximo (PL), Confúcio Moura (MDB), Luciana Oliveira (PT) e Neidinha Suruí (PSB). Tem candidato paraquedista usando nome falso se achando. Vai tomar uma taca nas eleições de outubro.
Câmara Federal
O nome de Jesualdo Pires (UPr), continua sendo o mais citado nas pesquisas. Dentre os novos postulantes ao cargo, figuram Ramon Cujui (PT), Célio Lopes (UPr), Israel Trindade (PT), Joliane Fúria (PSD), Gabi Selhorst (PV), Luciana Colares (MDB), Airton Gurgacz (PDT) e Edson Silveira (PT).
Estadual
Para deputado estadual, o nome de Everaldo Fogaça (PSD) está bem cotado na capital e interior do estado. Figuram também como prováveis eleitos Fátima Cleide (PT), Paulo Moraes Jr(Podemos) e Cláudia de Jesus
Sid X Magno Malte
O pré-candidato à deputado estadual Sid Orleans (PT) saiu em defesa da técnica em enfermagem que levou um tapa do senador Magno Malte 90. Para Sid, a atitude transloucada do senador bolsonarista é inadmissível e requer punição exemplar. ”Nada justifica esse tipo de atitude, ainda mais vindo de um parlamentar. A enfermagem é base do cuidado. São profissionais que estão na linha de frente, que sustentam o atendimento e que merecem respeito em qualquer circunstância. Respeitar quem cuida é o mínimo. E disso, não abrimos mão”, disse Sid Orleans .
Moura Show
O senador Confúcio Moura, se não for reeleito, poderá comandar um programa de TV prá descobrir novos talentos. No interior do estado, o Show do Moura descobriu o Luan, garoto prodígio com excelente talento pro sertanejo raiz. ”Na minha última agenda em Rondônia, tive o prazer de conhecer o Luan, um jovem talentoso que emociona por onde passa. Fiquei muito feliz em vê-lo cantar e testemunhar de perto esse dom tão especial.
Rondônia é cheia de talentos que nos enchem de orgulho”, disse Confúcio.
Breakfast
Por hoje é só. Este é o breakfast, o seu primeiro gole de notícias. Uma seleção com os temas de destaque da política em Rondônia e do Brasil.
(*) Roberto Kuppê é jornalista e articulista político, com informações do Canal Meio
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