A (eterna) guerra do rochedo com o mar emedebista
Não cremos em autofagia voluntária e permanente. Menos ainda em uma agremiação partidária vencedora e experiente como o MDB de Rondônia. Não se ganha batalhas eleitorais errando grosseira e sucessivamente. Mas, no momento, uma batalha silenciosa se trava no interior do MDB. Explicamos.
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Único partido em condições de impedir a hegemonia política dos grupos de Hildon Chaves (PSDB) e Marcos Rocha (leia-se Júnior Gonçalves), o MDB insiste em gastar energia com interesses paroquiais e personalistas de suas lideranças. Sem nome importante para apresentar ao eleitorado portovelhense até 40 dias atrás, a legenda encontrou em Euma Tourinho a qualificação suficiente para elevar o nível do debate sobre os problemas da cidade, inexistente pelos nomes apresentados até então.
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No entanto, grupos que acreditam na candidatura de Euma Tourinho lutam ferozmente para manter a unidade partidária em torno do projeto e anular aqueles que atuam para o racha interno. Aparentemente, o que move os que querem a desagregação é o interesse na aproximação aos grupos políticos que controlam máquinas municipal e estadual, que se unem em torno da candidatura de Mariana Carvalho (União Brasil). Ao que parece, parte do MDB acredita mais em negócios do que em política.
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Em tempo: a tradução do provérbio do rochedo e o mar diz que o mar sempre vai vencer. Na vida em sociedade, a política sempre vai vencer, pois até os negócios se subordinam a ela.
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(*) Roberto Kuppê é jornalista e articulista político
Informações para a coluna: [email protected]
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