24 C
Porto Velho
quinta-feira, dezembro 18, 2025
spot_img

Com 7 milhões já disponíveis, historiador Marcos Teixeira quer construir a Cidade da Cultura em Porto Velho

Em reunião com os representantes da FUG-RO, Elizeu Lira e Glênio Tonon, o historiador disse que a instituição pode conduzir com isenção propostas de políticas públicas inclusivas

Na manhã desta sexta-feira, 14, a Fundação Ulysses Guimarães de Rondônia – FUG-RO recebeu a ilustre visita de Marco Teixeira, professor da Universidade Federal de Rondônia – UNIR, historiador e geógrafo. Teixeira, além de profundo conhecedor do estado de Rondônia, é ativista da cultura e da sustentabilidade.

“Existe uma infinidade de ações que podem ser feitas para a inclusão das pessoas, Algumas sem custo nenhum, outras com muito pouco dinheiro”, afirma ele. Segundo Teixeira, não há necessidade de se recorrer aos extremos da polarização política para convencer o cidadão do que é bom para a sociedade. “O MDB tem todas as condições de conduzir este processo, com o seu ideário de centro e com um senador, Confúcio Moura, com visão de estadista. Basta que veja nos modelos já existentes o que é bom, o que pode ser feito e, a partir disso, agir, fazer acontecer!”, diz o historiador.

Para Teixeira, este o centro da sua fala hoje na FUG-RO, falta à Porto Velho algo como a Cidade da Cultura, projeto que reúne cultura, lazer, arqueologia, tradição e folclore em um único lugar. “Neste espaço teremos um museu que reúna a história dos indígenas e quilombolas, desde a ancestralidade de cada um até os dias de hoje; um espaço para o carnaval e as festas juninas, incluindo os blocos tradicionais da cidade, o Flor do Maracujá, Flor do Cactus e outros; oficinas para artes diversas”, defendeu, entusiasmado.

A ideia do Projeto Cidade da Cultura, segundo ele, tem origem no Museu dos Povos da Amazonia, que seria construído e instalado no município de São Miguel do Guaporé e seria custeado com dinheiro de compensação da BR 429, a ser pago pelo Departamento de Infraestrutura e Transporte – DNIT. “Como não conseguimos avançar com o projeto do museu, o dinheiro não foi utilizado. Portanto, temos R$ 7 milhões para iniciarmos o Cidade da Cultura. E não necessitaríamos abrir mão do Museu dos Povos da Amazônia, mas acrescentaríamos outras opções de lazer e cultura, numa localização mais adequada, que a capital do estado. Não vejo melhor espaço para este debate que a Fundação Ulysses Guimarães”, concluiu o professor Marco Teixeira.

Últimas

- Publicidade -

Relacionadas