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sexta-feira, janeiro 30, 2026
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Com a direita dividida, governo de Rondônia poderá voltar para as mãos do centro ou da esquerda

É o que está se desenhando no início do ano eleitoral. A oito meses e cinco dias das eleições, dez pré-candidatos se apresentam dispostos a pleitear o cargo de governador de Rondônia. Por ordem alfabética, a maioria é de direita: Adailton Fúria (PSD), de centro direita; Coronel Braguin (Novo), extrema direita; Expedito Netto (PT), esquerda; Delegado Flori (Podemos), centro direita; Hildon Chaves (PSDB), direita; Marcos Rogério (PL), extrema direita; Samuel Costa (Rede), esquerda; Sérgio Gonçalves (União Brasil), direita e X (MDB), centro esquerda.

Atualmente governado pelo bolsonarista Marcos Rocha (União Brasil), o estado de Rondônia em 35 anos de instalação já foi administrado 18 anos pelo MDB, sendo a última vez por Confúcio Moura de 2011 a 2019.

Há uma grande possibilidade do MDB voltar ao poder com um candidato competitivo, de centro. Pela esquerda o ex-deputado federal Expedito Netto promete colocar o PT de volta ao jogo sucessório.

Pela direita, extrema direita e centro direita seis candidatos devem disputar 70% dos votos bolsonaristas. E é aí que o bicho vai pegar. Serão muitos candidatos disputando o mesmo eleitorado o que certamente pulverizarão os dois terços dos votos. Pode ser que provavelmente nenhum deles vá para o segundo turno. Realmente pode acontecer. Se um deles for, pode ser que se unam no segundo turno. Pode ser. Nada é garantido. A direita e a extrema direita costumam brigar feio até às vias de fato.

Melhor para os candidatos de centro, centro esquerda e esquerda que costumam ser mais civilizados em disputas eleitorais. O eleitor rondoniense costuma votar em candidatos mais moderados. Assim foi com Osvaldo Piana, Valdir Raupp, José Bianco, Confúcio Moura e o próprio Marcos Rocha.

Finalizando, é de bom tom não menosprezar o poder da esquerda rondoniense. Foi esse segmento que ajudou a reeleger Marcos Rocha (governo) e eleger Léo Moraes (prefeitura de Porto Velho) no segundo turno, em 2022 e 2024, respectivamente.

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