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quarta-feira, março 25, 2026
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Confúcio Moura critica fragmentação partidária e defende resgate do espírito político do MDB

Por Roberto Kuppê (*)

O senador Confúcio Moura (MDB-RO) fez duras críticas à fragmentação partidária no Brasil ao discursar nesta terça-feira (24), no Senado Federal, durante sessão em homenagem aos 60 anos do Movimento Democrático Brasileiro (MDB).

Segundo o parlamentar, o atual cenário político é marcado por excesso de partidos e falta de identidade ideológica, o que, na sua avaliação, prejudica a governabilidade e afasta o país de suas prioridades.

“Essa fragmentação é ruim, porque falta espírito de luta, falta educação política e sobra dispersão. Isso dificulta governar e compromete o avanço das pautas importantes para o Brasil”, afirmou.

Durante o pronunciamento, Confúcio Moura utilizou a data comemorativa como ponto de partida para defender o resgate dos valores históricos do MDB, partido que, segundo ele, teve papel central na resistência ao regime militar e na construção da democracia brasileira.

O senador destacou que a sigla funcionou como um espaço plural de articulação política, reunindo diferentes correntes em defesa das liberdades civis. Ele citou lideranças históricas como Ulysses Guimarães, além de nomes da cultura brasileira que enfrentaram o exílio durante o período autoritário, como Ferreira Gullar e Oscar Niemeyer.

“O MDB foi um verdadeiro guarda-chuva da resistência democrática, reunindo todos aqueles que lutavam contra o silêncio imposto e a ausência do voto”, destacou.

Confúcio Moura também fez questão de valorizar a contribuição de lideranças de Rondônia na consolidação da democracia, citando nomes como Jerônimo Santana, Valdir Raupp e Amir Lando.

Para o senador, preservar a memória histórica do país é fundamental, especialmente para as novas gerações. Ele lembrou que, durante o regime militar, direitos básicos como liberdade de expressão eram restringidos, afetando inclusive manifestações culturais.

“Se hoje é possível se expressar livremente, estudar e participar da vida política, é porque houve quem lutasse por isso. Naquele tempo, não se podia nem cantar músicas de artistas como Caetano Veloso ou Gilberto Gil”, ressaltou.

Filiado ao MDB desde a década de 1980, o parlamentar reafirmou sua identidade política e disse que nunca sentiu necessidade de mudar de partido.

“Eu sigo pelo centro, dialogando com todos. Esse é o meu tributo ao velho MDB de guerra”, concluiu.

(*)Roberto Kuppê é jornalista e articulista político

 

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