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domingo, março 1, 2026
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COP-27: De candidata ao Oscar (The Territory) a DJ, como os indígenas são a nova cara do debate climático

Globalizada e tecnológica; nova geração de indígenas brasileiros quer ter voz nas discussões sobre mudança climática

Depois de emocionar a plateia na abertura da COP 26, na Escócia, a ativista indígena Txai Suruí desembarcou na COP 27, no Egito, na qualidade de produtora-executiva de um filme candidato ao Oscar. O documentário Território narra a saga da tribo Uro Eu Wau Wau contra os invasores de suas terras. Para rastrear grileiros e mineradores ilegais, os Uro Eu Wau Wau começaram a usar drones e aparelhos de geolocalização. Obtiveram fotos e mapas que apresentaram na Justiça como provas contra os criminosos. “O filme não mostra apenas a luta dos indígenas, mas também o fato de que as populações tradicionais são essenciais para deter a mudança climática”, diz Txai.

Território recebeu 24 prêmios internacionais, foi exibido em 130 países e já passou por várias peneiras do Oscar. Txai agora deverá participar das sessões do filme para jurados da Academia, nos Estados Unidos e Europa. O documentário foi exibido ontem no Brazil Climate Action Hub – o pavilhão da sociedade civil que, pelo terceiro ano consecutivo, reuniu os principais representantes brasileiros na COP, entre cientistas, empresários, ativistas e artistas. No coquetel que acompanhou a sessão, Txai apareceu com um cocar de penas de araras, gaviões e papagaios, aves típicas da região onde vivem os Suruí, nação vizinha aos Uro Eu Wau Wau em Rondônia.

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