Porto Velho entrou na rota da redução do desmatamento e começa a chamar atenção na Amazônia. Dados recentes mostram que o município acompanha a queda nacional e registra avanço significativo no controle ambiental.
Segundo levantamentos do MapBiomas e do INPE, o Brasil reduziu o desmatamento em cerca de 32,4% em 2024. Em Rondônia, a queda foi ainda maior: quase 50%.
Na capital, que sempre esteve entre as áreas mais pressionadas, os números apontam uma mudança clara de cenário.
A redução está ligada a uma combinação de fiscalização mais rígida, uso de tecnologia e integração entre órgãos públicos.
De acordo com o prefeito Léo Moraes, o resultado mostra uma virada importante.
Ele afirma que a cidade começa a provar que dá para crescer sem destruir a floresta.
Já o secretário de Meio Ambiente, Vinicius Raduan, faz um alerta: apesar da queda, Porto Velho ainda segue como área crítica e precisa manter o controle para não voltar a subir.
Tecnologia virou arma contra o desmatamento
Entre as principais ações estão o monitoramento por satélite em tempo real, uso de drones, GPS e a digitalização do licenciamento ambiental.
O município também implantou o chamado “Sentinela Ambiental”, que ajuda a identificar desmatamentos com mais rapidez.
Com isso, ficou mais difícil agir ilegalmente sem ser identificado.
Outro dado que reforça a queda é a redução de 87,35% nos focos de calor entre 2024 e 2025, já que o fogo costuma ser usado para abrir novas áreas.
Fiscalização e participação cresceram
Mais de 1.400 denúncias ambientais foram analisadas em 2025, mostrando que a fiscalização aumentou e a população também passou a participar mais.
Além disso, programas de educação ambiental já alcançaram mais de 1.800 alunos, junto com ações de reflorestamento e incentivo a produção sustentável.
A ideia é reduzir a dependência econômica do desmatamento e criar novas formas de renda.
Ainda há pressão em áreas críticas
Apesar dos avanços, regiões como a BR-319, o Baixo Madeira e áreas próximas a reservas ambientais seguem sob forte pressão.
O risco agora é outro: o desmatamento pode migrar para estados vizinhos, como Acre e Roraima, que registraram aumento recente.
Desafio agora é manter a queda
Especialistas apontam que o principal desafio é transformar essa redução em algo permanente.
Se mantiver o ritmo, Porto Velho pode deixar de ser destaque negativo e virar referência na proteção da Amazônia.




