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quinta-feira, fevereiro 19, 2026
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Deu n’O Globo: Alckmin anuncia R$ 138 milhões para dragagem de rios Solimões e Madeira

Governo afirma que a seca está afetando a rotina de 100 mil pessoas na região Norte e projeta que este número poderá chegar a 500 mil nos próximos dias

O vice-presidente Geraldo Alckmin anunciou medidas de enfrentamento a seca na região Norte do país após reunião interministerial em Brasília na tarde desta terça-feira. Serão investidos R$ 138 milhões em dragagens. A primeira ocorrerá no rio Solimões, no trecho de 8 quilômetros entre Benjamin Constant e Tabatinga, no valor de R$ 38 milhões. A intervenção deve ser concluída em 30 dias. A segunda será na chegada da foz do Rio Madeira, em um trecho de 12 quilômetros, ao custo de R$ 100 milhões, que deverá estar ser finalizado em 45 dias. A seca na região é considerada a pior desde 2010.

— As dragas demoram em torno de oito a dez dias para chegar então todas essas ações demoram em torno de 30, 40, 60 dias. Além disso, como estamos tendo El Niño, a tendência é de seca naquela região nos próximos três anos, estamos desenhando dentro do governo para os próximos três anos um plano de ação de investimento em dragagens e nas nossas hidrovias — afirma o ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho.

Alckmin irá a Manaus nesta quarta-feira acompanhados dos ministros José Múcio Monteiro (Defesa), Sônia Guajajara (Povos Indígenas), Marina Silva (Meio Ambiente), Waldez Goés (Integração Nacional), Sílvio Costa Filho (Portos e Aeroportos), Alexandre Silveira (Minas e Energia) e a secretária executiva do Ministério de Desenvolvimento Agrário, Fernanda Machiaveli. Na região visitará comunidades afetadas pela seca e terá reuniões de trabalho com lideranças políticas, sociedade civil e setor produtivo.

O Ministério do Meio Ambiente tem 191 brigadistas trabalhando na região para o controle de incêndios. A atuação ocorre em duas frentes: uma delas é o combate à incêndio por desmatamento, mais ao sul do Amazonas e a outra é no entorno das cidade de Manaus, em incêndios urbanos, como queima e limpeza de quintais. De acordo com a ministra Marina Silva, a situação é “insustentável” para a população, com prejuízo especialmente para crianças e idosos.

— O impacto ambiental é algo tremendo e assustador. Ibama, ICMBio e instituições de pesquisa estão trabalhando na região. Estamos fazendo ação emergencial em relação aos botos e tucuxis que estão sendo ferozmente atingidos, não só pela mortandade em função da estiagem. Mas também porque alguns rios ficam com quantidade de água muito baixa e estão sendo feridos pelas embarcações que continuam passando em alguns trechos — disse a ministra do Meio Ambiente, Marina Silva.

O ministro de Integração Nacional, Waldez Góes, projeta que a seca já está afetando a rotina de 100 mil pessoas na região Norte e projeta que este número poderá chegar a 500 mil atingidos. Amazonas tem 58 municípios em situação de emergência.

— A questão mais emergencial (nesse municípios) é água, alimento e combustível — afirmou Góes.

Os efeitos da seca na Amazônia são visíveis em grandes rios, como o Negro, Solimões, Purus, Juruá e Madeira. E não há sinal de alívio da seca nos próximos meses. Ao contrário, há previsão de redução das chuvas em parte do Norte e do Nordeste, incluindo áreas do Matopiba (Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia) e Sealba (área entre Sergipe, Alagoas e nordeste da Bahia).

Fonte: O Globo

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