Fátima Cleide: um nome na memória, uma campanha nas ruas de Rondônia
Por Edson Silveira
Há números de pesquisas eleitorais que dizem mais do que aparentam à primeira vista. A mais recente pesquisa do Instituto Phoenix traz um desses sinais quando revela a presença espontânea do nome da ex-senadora Fátima Cleide na memória do eleitor rondoniense.
O levantamento divulgado pela Gazeta Rondônia pesquisou espontaneamente a intenção de voto para deputado federal. E aqui está um detalhe importante: Fátima Cleide é candidata a deputada estadual pelo PT, número 13133, mas, mesmo assim, foi espontaneamente lembrada por 3,23% dos entrevistados na pergunta destinada à Câmara Federal.
É preciso fazer a ressalva necessária: esses 3,23% não representam intenção de voto de Fátima para deputada estadual, porque não foi isso que a pesquisa perguntou.
Mas o resultado revela algo politicamente interessante.
A pergunta era espontânea.
O entrevistado não recebeu uma lista de candidatos para escolher. Precisou dizer o nome que lhe veio à memória. E Fátima apareceu entre os nomes lembrados, mesmo disputando outro cargo.
Em uma eleição pulverizada, isso merece atenção. Segundo os dados publicados, o primeiro colocado na pesquisa espontânea para deputado federal aparece com 4,47%, seguido por nomes com 4,06%, 3,85% e 3,43%, enquanto Fátima é mencionada por 3,23%.
O levantamento ouviu 961 eleitores em nove municípios de Rondônia, entre os dias 15 e 18 de agosto, com margem de erro de 3,2 pontos percentuais e nível de confiança de 95%. A pesquisa está registrada no TRE-RO sob o número 06747-2026.
Mais do que tentar transportar esses números para uma disputa diferente, considero que eles devem ser observados pelo que efetivamente mostram: Fátima Cleide continua sendo um nome presente na memória política de Rondônia.
Uma história que Rondônia conhece
E existem razões para isso.
Nascida em Porto Velho, professora e trabalhadora em educação, Fátima construiu sua trajetória a partir das lutas dos trabalhadores, da defesa da escola pública e dos movimentos sociais.
Em 2002, fez história ao ser eleita senadora da República por Rondônia. Sua passagem pelo Senado ficou marcada, entre outras bandeiras, pela defesa da educação, dos trabalhadores, dos direitos sociais e pela luta que culminou na Emenda Constitucional nº 60, ligada à Transposição dos servidores do antigo Território Federal de Rondônia.
São realizações que atravessaram governos e permanecem na memória de milhares de famílias rondonienses.
Mas eleição não se ganha apenas olhando para trás.
História é patrimônio. Para continuar politicamente relevante, porém, é preciso transformar esse patrimônio em presença, diálogo e novos compromissos.
E Fátima parece compreender isso.
Pé no chão, olho no olho
A ex-senadora está novamente na estrada.
Tem percorrido municípios, participado de encontros e, principalmente, buscado o contato direto com a população.
Nesta terça-feira, 25 de agosto, em Ouro Preto do Oeste, tivemos uma boa fotografia dessa caminhada.
Fátima visitou a feira de produtores orgânicos e da agricultura familiar do município.
E as imagens dessa passagem talvez contem essa história melhor do que qualquer discurso.
Entre bancas, produtos da terra, produtores, trabalhadores e consumidores, vemos uma candidata conversando diretamente com as pessoas, ouvindo, perguntando e compartilhando aquele espaço cotidiano onde parte importante da economia dos municípios acontece.
É política feita sem distância.
É olho no olho.
A feira representa uma Rondônia que trabalha, produz e precisa ser valorizada. São pequenos produtores colocando seus produtos diretamente à disposição da população, garantindo renda para suas famílias e movimentando a economia local.
É nesses lugares que aparecem questões muito concretas: assistência técnica, crédito, estradas vicinais, transporte da produção, comercialização, incentivo à produção orgânica, acesso aos mercados e políticas públicas capazes de fortalecer quem produz alimentos.
Para quem pretende ocupar uma cadeira na Assembleia Legislativa, ouvir essas pessoas é indispensável.
Fátima não está apenas falando. Está ouvindo.
Existe algo particularmente importante nas fotografias feitas em Ouro Preto do Oeste.
Elas não mostram um grande palco.
Não mostram distância entre candidata e eleitor.
Mostram conversa.
Mostram proximidade.
Mostram Fátima circulando pela feira e falando diretamente com produtores e consumidores.
Essa talvez seja uma das melhores respostas para quem pergunta como uma ex-senadora pode transformar uma história política conhecida em uma candidatura competitiva para a Assembleia Legislativa.
Voltando para onde a política começa: junto das pessoas.
Fátima já ocupou uma das cadeiras mais importantes da República. Agora percorre novamente feiras, bairros, comunidades e municípios para ouvir os rondonienses.
Não há contradição nisso.
Há coerência.
Porque mandato popular não pertence ao gabinete. Pertence ao povo.
Da memória para uma nova geração
Existe ainda outro desafio.
Uma parte dos jovens que votará pela primeira vez em 2026 sequer havia nascido quando Fátima chegou ao Senado. Outros eram crianças quando ocorreram algumas das principais batalhas políticas de seu mandato.
Por isso, andar por Rondônia significa também apresentar Fátima Cleide para uma nova geração.
Contar quem é aquela professora de Porto Velho.
Explicar sua participação nas lutas da educação.
Relembrar sua passagem pelo Senado.
Mostrar sua contribuição para a Transposição.
Mas, principalmente, dizer o que pretende fazer daqui para frente.
É nesse encontro entre memória e futuro que vejo uma das maiores potencialidades dessa candidatura.
Pesquisa é fotografia. Eleição é caminhada.
Nenhuma pesquisa deve ser transformada em sentença eleitoral, muito menos quando o levantamento analisado trata de outro cargo.
Mas também seria equivocado ignorar completamente o sinal produzido por uma pesquisa espontânea.
Quando alguém responde Fátima Cleide a uma pergunta eleitoral sem que seu nome tenha sido apresentado previamente — e mesmo quando ela concorre a outro cargo — existe ali um indicador de lembrança.
O número não mede diretamente o voto de Fátima para a Assembleia Legislativa. Mede algo diferente: a presença de seu nome na memória de parte do eleitorado.
E isso possui valor político.
O desafio daqui para frente é transformar lembrança em diálogo.
Diálogo em confiança.
Confiança em apoio.
E apoio em voto.
Não existe atalho para isso.
Existe estrada.
Existe caminhada.
Existem feiras, escolas, bairros, sindicatos, comunidades rurais e cidades para visitar.
Existem milhares de pessoas para ouvir.
A passagem pela feira de produtores orgânicos e da agricultura familiar de Ouro Preto do Oeste representa bem essa escolha.
Pé no chão. Olho no olho. E disposição para ouvir.
Fátima Cleide carrega consigo uma história importante da política rondoniense.
A pesquisa mostra que seu nome continua sendo lembrado.
As fotografias de Ouro Preto mostram que ela está novamente onde uma candidatura popular precisa estar: no meio do povo.
Agora, essa história continua.
Fátima Cleide — Deputada Estadual — 13133 ❤️
Uma mulher. Uma rondoniense. Uma história que continua. 🌹
Por Edson Silveira
ELEIÇÕES 2026 — PROPAGANDA ELEITORAL: FÁTIMA CLEIDE DEPUTADA ESTADUAL 13133 / CNPJ CANDIDATO: 68.437.778/0001-04 — FE BRASIL (PT/PCdoB/PV)



