A estudante de Medicina Vitória Caroline Marangoni Schneider, de 29 anos, presa por atropelar e matar o aposentado Odair Brustolin, de 66 anos, ainda tentou esconder o veículo usado no crime e providenciar reparos na lataria.
A informação consta no boletim de ocorrência registrado pela Polícia Militar. O caso aconteceu na quarta-feira (1º), no bairro Areal, em Porto Velho.
Segundo a ocorrência, após deixar o condomínio onde o ataque aconteceu, Vitória foi localizada em uma residência no bairro Nova Porto Velho.
No local, o proprietário contou aos policiais que ela chegou pedindo para guardar o Jeep Renegade e solicitou serviços de lanternagem e pintura. Ela teria dito apenas que havia batido o carro contra um portão durante uma discussão no condomínio onde mora.
Ainda de acordo com o boletim, o homem indicou aos policiais o endereço onde o veículo havia sido escondido, na rua João Pedro da Rocha.
O Renegade foi encontrado coberto por uma lona preta, apreendido e encaminhado para a Central de Flagrantes.
Como aconteceu o crime
Conforme a Polícia Militar, Vitória chegou ao condomínio dirigindo o Jeep e bateu contra o portão de entrada.
Moradores relataram que ela apresentava comportamento alterado e gritava que iria matar todos.
Em seguida, ainda conforme a ocorrência, ela foi até o apartamento, pegou uma garrafa de vidro e a arremessou contra a residência de Odair Brustolin.
Logo depois, voltou ao veículo e acelerou em direção ao imóvel do aposentado.
A polícia aponta que a motorista bateu duas vezes contra o portão da casa. Na segunda colisão, rompeu a estrutura, invadiu o terreno e atingiu Odair, que foi prensado contra a parede de um banheiro na área externa.
A força do impacto destruiu o portão e provocou o desabamento de parte da estrutura da residência.
O aposentado foi socorrido por moradores e levado ao Hospital Prontocordis. Ele chegou a ser internado na UTI, mas sofreu uma parada cardíaca e morreu horas depois.
Prisão e comportamento após o crime
Após ser localizada, Vitória foi presa pela Polícia Militar.
Segundo o boletim de ocorrência, ela estava exaltada e agressiva, sendo necessário o uso de algemas. Durante o trajeto até a delegacia, bateu a cabeça e chutou o compartimento da viatura.
Já na Central de Flagrantes, voltou a se autolesionar dentro da cela, sofreu um ferimento na testa e precisou ser atendida por uma equipe do Samu.
A ocorrência também registra relatos de moradores de que esse não teria sido o primeiro episódio envolvendo a estudante. Segundo testemunhas, ela já teria tentado atropelar outras pessoas em um caso ocorrido no ano passado.
O caso segue sob investigação da Polícia Civil.



