25 C
Porto Velho
terça-feira, abril 28, 2026
spot_img

Falta de leitos vira caso de Justiça e MP processa Estado em Rondônia

O Ministério Público de Rondônia (MPRO) entrou na Justiça para obrigar o Estado a ampliar a oferta de leitos clínicos em hospitais públicos da região de Cacoal. A ação foi protocolada na quarta-feira (22) após a constatação de que pacientes já estabilizados continuam internados em UTIs por falta de vagas em enfermarias.

Segundo o MPRO, a situação impede a liberação de leitos de terapia intensiva para pacientes em estado grave e aumenta a pressão sobre a rede pública de saúde.

Pacientes ocupam UTIs sem necessidade

A ação foi movida pela 3ª Promotoria de Justiça de Cacoal, após acompanhamento da estrutura hospitalar da região.

De acordo com o órgão, hospitais estaduais enfrentam déficit de leitos clínicos, o que faz com que pacientes que já receberam alta da UTI permaneçam ocupando vagas destinadas a casos críticos.

Em alguns casos, a espera por transferência para enfermarias ultrapassou 24 horas.

Hospitais citados

O Ministério Público pede providências imediatas, com foco no Hospital Regional de Cacoal (HRC) e no Hospital de Urgência e Emergência Regional (Heuro).

A intenção é acelerar a transferência de pacientes estáveis e restabelecer o uso correto das UTIs.

Custos maiores e risco assistencial

Além de atrasar novos atendimentos, o MPRO afirma que manter pacientes em UTI sem necessidade aumenta os gastos públicos, já que esse tipo de leito exige mais profissionais, equipamentos e estrutura.

O que o MP pede

Na ação, o órgão solicita que o Estado:

  • Amplie o número de leitos clínicos;
  • Informe periodicamente dados sobre ocupação hospitalar;
  • Apresente tempo de espera por vagas;
  • Adote medidas para reorganizar o fluxo interno das unidades.

Em caso de descumprimento, o Ministério Público pede aplicação de multa diária.

Últimas

- Publicidade -

Relacionadas