Por Roberto Kuppê (*)
Este articulista achou que, finda as eleições de 2026, não teria muito assunto, tanto que colocou a Coluna Zona Franca para hibernar sine die para retornar. Ledo engano. Parece que as polêmicas nunca terminam, brotam todos os dias. Com a fuga espetacular de Flávio Bolsonaro para os Estados Unidos, achávamos que ele ia curtir o “American Way of Life”, estilo de vida americano. Que nada! Chegando lá leu um carta se autoproclamando novo presidente eleito dos Estados Unidos do Brazil. Isso mesmo. Brasil com Z. É um Zé Ruela mesmo.
O tom golpista da carta de Flávio Guaidó (em referência à Juan Guaidó que se autoproclamou presidente interino da Venezuela em janeiro de 2019), caiu como uma bomba entre os bolsonaristas. Lideranças do PL acharam absurda. A reeleição de Lula já foi reconhecida pela oposição. Não há mais nada a fazer, a não ser o jus sperniandis.
A derrota de Flávio Guaidó foi benéfica para o governador reeleito de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos). É candidatíssimo à presidência do Brasil (com s) em 2030. A fuga de Flávio Guaidó fragilizou o PL que pretende disputar as presidências da Câmara e do Senado Federal. Lula fortalecido, poderá emplacar as reeleições de Hugo Motta (PP) e Davi Alcolumbre (UPr-AP). A fuga de Flávio Guaidó só piorou o que já estava ruim. De pária nacional, Flávio passou a ser a escória da política mundial.
Enquanto isso, o presidente reeleito Luís Inácio Lula da Silva virou celebridade mundial. Ao vencer a extrema direita no último dia 25 de outubro, Lula se tornou símbolo da Lula contra o fascismo. E há quem diga que o próximo Prêmio Nobel da Paz será dele.
Várias lideranças mundiais estão copiando o Exército de Lula. O “general” André Janones já está de viagem marcada para Madrid (Espanha), para ajudar o esquerdista Pedro Sanchez. A reviravolta de Lula no segundo turno inspira campanhas eleitorais mundo afora, principalmente em países dominados pela extrema direita como Argentina, Chile e Colômbia.
Do que nos livramos, hein? Ainda bem que avisamos e muita gente acordou e mudou o voto. A fuga foi a prova cabal de que ele não tinha plano de governo para implementar caso eleito. Tinha, na verdade, um plano de fuga caso não se elegesse.
Esse Flávio caricato recebeu mais de 115 milhões de reais entre doações partidárias e de pessoas físicas. Fez uma campanha robusta aferindo 59 milhões de votos para, no fim, fugir como um rato.
.(*) Roberto Kuppê é jornalista e articulista político
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P.S A Coluna Zona Franca está temporariamente fora do ar sem data para retornar.




