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sexta-feira, fevereiro 20, 2026
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Frente Democrática poderá implodir pela reeleição de Mauro Nazif

PORTO VELHO- Por problemas internos envolvendo as dificuldades na formação de uma nominata que possibilitasse a reeleição do deputado federal Mauro Nazif (PSB), a Frente Democrática formada por PT, PSB, Solidariedade, PV e PCdoB pode implodir. Referendada pelo PT no dia 28 de maio, a frente progressista deparou-se com a fala do presidente estadual do PSB, Mauro Nazif, praticamente colocando água no chope do grupo formado para enfrentar não só o governador bolsonarista Marcos Rocha (União Brasil), mas três fortes candidatos de direita.

A única chance da esquerda rondoniense chegar ao segundo turno em 2 de outubro seria unida em torno desse objetivo. Como o Nazif não conseguiu formar uma nominata dentro do PSB que possibilitasse a reeleição dele, segundo fontes, ele estaria disposto a disputar a única vaga de senador da República pela Frente Democrática. Acontece que essa vaga foi aceita pela Frente Democrática como sendo do ex-governador Daniel Pereira (Solidariedade), que já está em pré-campanha pelo estado.

Mas, o problema criado pelo PSB não é só esse. É que, além de querer disputar o Senado Federal, Mauro Nazif quer manter Vinícius Miguel (PSB) candidato ao governo de Rondônia. Uma situação que dificilmente o PT vai aceitar.

Ouvido pela reportagem, o secretário geral do PT, Ernani Coelhos disse que “o desejo do Mauro é legítimo porém não é correto. O maior partido (PT) vem abrindo mão das majoritárias em nome da unidade e do equilíbrio e seria incorreto um único partido ficar com os dois cargos”. Para Ernani, o PSB precisa resolver seus problemas internos o mais rápido possível.

Uma solução ideal seria Vinícius Miguel abrir mão da pré-candidatura ao governo e disputar uma das oito vagas de deputado federal, possibilitando assim, a reeleição de Mauro Nazif, e quem sabe, até se eleger também.

Caso ocorresse essa mudança, a tendência seria a ascensão da candidatura de Daniel Pereira ao governo e Ramon Cujuí retornaria para a disputa ao Senado.

Também PSOL e Rede poderiam retornar para a Frente Democrática, cuja resistência à candidatura de Vinícius Miguel ao governo foi uma das causas do afastamento.

Seria o melhor dos mundos para a Frente Democrática que tem reais possibilidades de chegar ao segundo turno para o governo do Estado de Rondônia.

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