27.8 C
Porto Velho
quinta-feira, março 12, 2026
spot_img

Guajará-Mirim completa 93 anos sem nada a comemorar

Minha Pérola do Mamoré completa 93 anos neste 10 de abril. Nada a comemorar, muito pelo contrário. A cidade parou no tempo no início da década de 70 quando nossa família partiu para a capital, Porto Velho. Ao longo desse tempo, nada mudou para melhor. Só para pior. Guajará-Mirim é como um filme preto e branco, as vezes, mudo. Os políticos são surdos. Não ouvem o apelo da população. Alguns são paralíticos, ficam imóveis em suas cadeiras e ar condicionado. Outros são cegos, não enxergam a realidade do povo carente.

Ah, lembro da pujança econômica que já foi Guajará-Mirim. O porto era muito movimentado. Tanto de um lado, quanto para “la banda”. O comércio de especiarias era intenso. Bolivianos comprando arroz, feijão e açúcar e nós comprando produtos eletrônicos e outros em Guayaramerin. Lembro quanto tinha uns sete ou oito anos fui buscar uns travesseiros em la banda. Fui sozinho. Um bêbado boliviano me pôs pra correr. Corri muito. Tenho muitas boas lembranças daquele áureo tempo de bonança, alavancado pelo comércio de borracha. O trem da EFMM era pra lá e pra cá soltando aquela fumaça. Foi no “Maria Fumaça” que deixei Guajará e fui morar com a família em Porto Velho. Uma viagem que não me sai da lembrança.

E hoje? Guajará-Mirim está e continua em declínio econômico e político. Desde Isaac Bennesby que não se vê um prefeito atuante de verdade. A cidade está entregue às baratas e aos ratos. E pelo jeito, em 2024, terá o mesmo fim. Sempre elegendo políticos descomprometidos com a população pobre. O pobre, aliás, só serve para votar. Depois é esquecido pelo prefeito e pelos vereadores.

Feliz aniversário, Pérola do Mamoré

Roberto Kuppê, filho de Martiniano Moraes Barros e Petronina Moraes, nascido na rua 15 de novembro há 61 anos.

Últimas

Relacionadas

Publicidade