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domingo, fevereiro 22, 2026
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Indígenas lançam manifesto e 30 candidaturas a deputado federal

Um grupo formado por 31 povos indígenas e sob a coordenação da articulação dos Povos Indígenas do Brasil (Apib) lançou esta semana a Campanha Indígena, maior movimento articulado para formar uma bancada de povos tradicionais no Congresso Federal. O chamamento aos indígenas começou a circular em forma de um manifesto que traz a convocação: “vamos aldear a política”.

Para isso, distribuídas em 20 estados brasileiros estarão 30 candidaturas de indígenas com o apoio da Apib que vai atuar de maneira direcionada para dar visibilidade a estes nomes. O objetivo é construir campanhas articuladas independentemente dos estados ao qual os candidatos pertencem, uma vez que a divisão dos povos pelo território nacional compreende uma lógica própria.

“Nos Parlamentos, principalmente no Congresso Nacional, os prejuízos contra os nossos direitos são imensuráveis. Donos ou representantes do capital (do agronegócio, da mineração, do sistema financeiro, e tantas outras empresas privadas), aprovam a seu bel-prazer leis antipopulares, voltadas a garantir as suas metas de lucro e acumulação, mesmo que isso signifique, como verificou-se nos últimos anos, o roubo, a degradação e devastação dos nossos territórios e da Mãe Natureza como todo”, escrevem no manifesto.

Atualmente, a deputada Joenia Wapichana (Rede-RR) é a única representante indígena na Câmara dos Deputados. Estes povos não contam com nenhum senador declarado indígena.

No manifesto, o grupo chama atenção para ações do governo do presidente Jair Bolsonaro (PL) que classifica como “incentivador de crimes cometidos por garimpeiros, grileiros e madeireiros”. Também é criticado o que eles entendem como desmonte da Fundação Nacional do Índio (Funai) que, conforme afirmam, foi entregue ao controle de ruralistas e passou a se eximir da missão institucional de proteger e promover os direitos dos povos indígenas, especialmente os relacionados às terras.

Ainda no documento, é feita referência ao que o grupo define como “cenário de morte” dos povos indígenas durante a pandemia da covid-19.

Fonte: Congresso em Foco

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