PORTO VELHO- Em primeiro lugar, religião e política não deveriam se misturar. E lugar de militar é no quartel. Pastor tem que cuidar de ovelhas (fiéis) e militar da segurança de uma cidade. Mas, no Brasil, o militarismo e as religiões estão tomando conta das pautas políticas, muitas das vezes, agindo na contramão. Com a ascensão de Bolsonaro, que ora é católico, ora é evangélico, as religiões deram um salto no Congresso Nacional, com suas pautas retrógradas e falsas. Parlamentares como a deputada Flor de Lis (PSD) têm de sobra em Brasília. Os estados e municípios brasileiros estão infestados de políticos que se escondem atrás de bíblias e insígnias. Vez ou outra vemos representantes da “família” e “gente de bem”, enrolados em investigações de corrupção e crimes hediondos.
Portanto, ser religioso ou militar não é sinônimo de lisura, ética e caráter. Aquele candidato que se elegeu presidente da República prometendo combater a corrupção, os privilégios, a bandidagem e o toma lá dá cá, era pura ficção. Um tremendo fake news. Se um candidato chegar em sua casa ou pelas redes sociais dizendo que vai defender a família, os bons costumes e é Deus acima de tudo, desconfie. E se um candidato estiver ancorado na figura de Bolsonaro, ponha pra fora da sua casa ou nem acesse o conteúdo nas redes sociais. Porque ali pode estar morando o perigo. Bolsonaro representa tudo aquilo que não presta em um político. Negar a ciência, tirar recursos da educação e da saúde, menosprezar os professores, incentivar a devastação da Amazônia e o genocídio de índios não são políticas de um estadista e sim de um fascista.
O papel da mídia dever ser de orientar e informar. Essa é a nossa missão. Candidatos lobos em pele de cordeiro estão à espreita de incautos eleitores. E ao se auto declarar defensor da família, não pode ter processos movidos pela esposa, pelos filhos ou até pela mãe, por espancamento, maus tratos, pensão alimentícia ou até negar registro de nascimento do filho oriundo de uma noitada. Analisem seus candidatos. Há exceções, mas poucos se salvam.
Fonte: Roberto Kuppê-Mais RO



