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domingo, julho 26, 2026
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Lula aposta em alianças e PT será cabeça de chapa em 13 estados, dentre eles RO

Partido de Lula fechou alianças para apoiar candidatos do PDT, PSB, PSD, MDB, PP e do União Brasil na disputa pelo governo de 14 estados

Em busca de palanques fortes nas eleições deste ano, o Partido dos Trabalhadores e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) decidiram abrir mão da cabeça de chapa na metade dos estados do país para compor com nomes mais competitivos.

Dentre os pré-candidatos a presidente, apenas Lula já conseguiu fechar palanques em todas as unidades da Federação. No entanto, o PT só vai ter o candidato a governador em 12 estados e no Distrito Federal.

Confira os nomes:

Candidatos do PT nas eleições de 2026

No resto do país, Lula decidiu apoiar partidos aliados — e até mesmo siglas que não vão compor com o petista na eleição presidencial.

Em cinco estados, o PT decidiu apoiar o PSD, do pré-candidato a presidente Ronaldo Caiado. As parcerias serão nos estados do Mato Grosso, Sergipe, Amazonas, Tocantins e Rio de Janeiro.

Em dois estados (Alagoas e Pará), o partido vai apoiar o MDB, que liberou os diretórios estaduais para decidirem qual candidato apoiar ao Planalto.

Na Paraíba, a sigla de Lula vai apoiar o nome do PP, e no Amapá, o União Brasil. Os dois partidos formam a Federação União Progressista, que nesta semana decidiu se manter neutra na disputa presidencial deste ano.

Em abril, ao comentar as estratégias do PT para fechar os palanques estaduais, Lula destacou a importância de compor com partidos fora do campo progressista.

“Não se faz composição apenas com quem você gosta. Quem você gosta já está com você. Você tem que fazer composição com as pessoas que pensam diferente, mas que são capazes de construir minimamente um projeto para um estado o para o país”, disse.

Na esquerda, o PT ainda vai apoiar candidatos do PDT em dois estados (Rio Grande do Sul e Paraná) e do PSB em três (Santa Catarina, Pernambuco e Acre).

Mudança de estratégia

A decisão de ter menos petistas na disputa para governador rompe uma tradição dos primeiros anos do PT e dá continuidade a uma estratégia adotada nas últimas eleições.

Na década de 1990, a sigla costumava lançar uma grande quantidade de candidatos. Segundo dirigentes petistas ouvidos pela reportagem, o objetivo era reforçar a imagem do partido como oposição aos governos locais e tentar transformar o PT no principal grupo da esquerda — posto que até então era ocupado pelo PDT.

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