Intelectual português avalia que Lula irá exercer um papel de liderança regional e depois global
Boaventura disse ainda que Lula terá um papel extraordinário no mundo. “Estamos num momento de interregno, em que o velho não morreu e o novo não nasceu. O velho é o mundo unipolar dos Estados Unidos e o novo é o mundo multipolar, que nitidamente está a nascer”, afirmou. Boaventura também previu que a lua de mel de Joe Biden com Lula vai durar pouco, porque a China é um parceiro incontornável do Brasil. “Lula deve liderar um bloco latino-americano. Lula será um campeão da paz, até na Ucrânia. Ele deve se consolidar como líder regional, antes de se consolidar como um líder mundial”, aponta.
O sociólogo destaca que, agora, o Brasil passou a ter uma posição de autoridade com a volta de Lula. “É uma janela de oportunidade”, diz ele. Boaventura também diz que há muita semelhança entre o período atual e o que ocorreu entre as duas grandes guerras. Sobre o encontro de Davos, para o qual Lula foi convidado, Boaventura afirmou que “o Fórum Econômico Mundial é que precisa de Lula”.
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