BRASÍLIA- Após uma verdadeira batalha nos bastidores em Brasília e em Rondônia, o senador Marcos Rogério conseguiu convencer o clã Bolsonaro e permanecerá no comando do PL no estado. A guerra começou quando um grupo liderado pelo governador Marcos Rocha (União Brasil) tentou tomar goela abaixo o partido, indo direto à fonte, ou seja, com Bolsonaro e filhos, além, claro, de se reunir também com Valdemar da Costa Neto, presidente nacional da sigla. A deputada federal Mariana Carvalho (PSDB-RO), teria liderado o ataque ao PL.
O grupo invasor queria tomar o PL porque o governador está no União Brasil criado com a união do DEM com o PSL, que se transformou adversário do presidente Bolsonaro. Marcos Rocha se filiou ao União Brasil quando este ainda estava sob o domínio de Bolsonaro. Na iminência do União Brasil lançar um candidato para enfrentar Bolsonaro, o governador de Rondônia tratou de pular fora do barco e mandou uma missão à Brasília para a entrada dele no PL do presidente Bolsonaro. Mas, no meio do caminho tinha o senador Marcos Rogério, presidente da sigla em Rondônia e também pré-candidato ao governo. Pensa num imbróglio.

Ao tomar conhecimento da intentona, o senador Marcos Rogério mexeu os pauzinhos e conseguiu segurar o partido e manter a candidatura ao governo de Rondônia.
Derrotado, ontem o governador Marcos Rocha emitiu uma nota em nome do União Brasil, afirmando que tudo não passou de um boato e que vai permanecer no partido.
A nota
“O partido União Brasil anunciou na tarde desta sexta-feira, 1, que o governador Marcos Rocha permanece no partido. A assessoria do União Brasil classificou de boato (mentira) como ataque oposicionista a informação de ele estaria se desligando da legenda, onde Marcos Rocha é presidente do diretório estadual. As informações falsas e levianas de que ele migraria para outra legenda, começaram após o ex-juiz Sérgio Moro ter anunciado filiação ao União Brasil. Segundo a assessoria do partido, o boato não passa de uma tentativa covarde e desonesta de pessoas que querem confundir e distorcer a opinião pública. O Coronel Marcos Rocha tem uma aliança antiga com o presidente Bolsonaro, desde a época em que ainda era militar da ativa. A permanência dele no União Brasil é o resultado de uma conjuntura que foi costurada pelo próprio Presidente da República, somado ao empenho de sua palavra, que já se comprometeu com a executiva nacional. Quem o conhece e convive com ele, sabe que o governador cumpre o que promete”, afirma o assessor do Partido União Brasil”, diz a nota.
A nota, porém, é equivocada e fala como se Bolsonaro ainda pertencesse ao União Brasil. Bolsonaro está no Partido Liberal.
O prazo para mudar de partido termina hoje, 2 de abril.



