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domingo, fevereiro 22, 2026
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Maus-tratos em escola: bebês eram medicados para dormir, diz polícia

As investigações da Polícia Civil de São Paulo indicam que a diretora e proprietária da Escola de Educação Infantil Colmeia Mágica, Roberta Regina Rossi Serme, ordenava que as funcionárias dessem dipirona para as crianças dormirem.

A unidade educacional é alvo de denúncias de maus-tratos após a circulação de vídeos que mostram bebês amarrados ou colocados em banheiros da escola. A diretora teve a prisão decretada na última segunda-feira (21) pela polícia, mas segue foragida. As informações são do Metrópoles.

De acordo com depoimento de uma das professoras da turma de 3 e 4 anos, uma colega de trabalho afirmou para ela, que Roberta tinha dado a ordem para dar o medicamento anti-febre para os “bebês dormirem”.

“Ainda segundo informações iniciais, as crianças recebiam remédios como dipirona, sem prescrição médica, para que pudessem ter a pressão abaixada e com isso adormecer”, consta nos autos policiais. “Há relatos de narcotizações das crianças para que elas se acalmem, com a ministração de antitérmicos”, escreveu a promotoria no último dia 16.

Ainda segundo depoimento de três professoras e duas ex-professoras, lençóis eram amarrados e colocados no banheiro, e Roberta mandava ou ela mesma colocava cobertores sobre a cabeça dos bebês que não paravam de chorar.

“Essa seria uma forma de abafar o choro e força-los as dormir”, consta no processo.

A professora, disse ainda que um bebê de 7 meses chegou a ficar com febre, suado, ofegante e com dificuldade para respirar. E que o neném, não foi para a escola nos dias seguintes e chegou ser hospitalizado após o episódio, ele também teria recebido paracetamol.

Em depoimento, a mãe da criança afirmou que o filho ficou internado no hospital do Tatuapé durante dois dias recebendo oxigênio.

O documento policial, descreve ainda que as crianças com mais de 2 anos eram obrigadas a ficar na sala da diretora em pé ou sentadas no chão por horas sem poder comer ou ir ao banheiro.

“As crianças maiores são severamente castigadas quando praticam algum ato de indisciplina, com narrativa de graves e intensas punições corporais”. Segundo o depoimento de uma professora, os castigos deveriam ser aplicados em crianças “manhosas”, “mimadas” ou que “choravam muito”, nas palavras da diretora da escola de educação infantil.

Ela ainda relatou que os alunos eram colocados no banheiro para que não fosse possível ouvir os choros da rua.

Entenda o caso

A investigação na Escola de Educação Infantil Colmeia Mágica, que atendia de bebês a crianças de 5 anos, é investigada desde o dia 10 deste mês, sobre as acusações de crimes de tortura, maus-tratos, periclitação de vida, que é colocar a saúde das crianças em risco, e submissão delas a vexame ou constrangimento,

Vídeos que circulam nas redes sociais mostram crianças chorando e com os braços amarrados por panos. Os alunos também aparecem recebendo alimentação em um banheiro.

Em nota divulgada no último dia 16, Roberta e Fernanda Serme, diretora e vice-diretora da instituição, afirmaram que as denúncias de pais de alunos e professores são “incabíveis, inverídicas e aterrorizantes“. Afirmaram ainda que estavam sendo acusadas “cruel e injustamente” sem comprovação confiável.

Fonte: Yahoo

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