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sexta-feira, fevereiro 20, 2026
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Não somatize o mal

 

Não somatize o mal, não some, não coloque mais peso na sua bagagem. Se e quando puder evitar, saia e veja a tragédia de longe. Para não adoecer, para efetivamente colaborar, afaste-se do mal e “racionalize o problema” (qualquer problema).

Lembrei que no pior da pandemia, com o Bozo a toda, fiquei pré-doente com os efeitos da nossa realidade.

Em relação a Israel x Gaza já ouvi relatos de pessoas doentes (fisicamente, mentalmente), realmente doentes, por “viverem a dor dos outros”.

Também lembrei que se é fato que existe a banalização do mal, do mesmo modo, é real o que chamei de “Somatização do Mal”.
De tanto olhar para o monstro, esse monstro passa a olhar pra você…

Temos que cuidar da nossa saúde mental, recuperar nossa humanidade e equilíbrio.

E antes que a maldade de alguém desonesto se manifeste, repito mil vezes que isso nada tem a ver com falta de indignação ou empatia.

Pelo contrário, apenas é um cuidado pessoal para não sucumbir diante da tragédia.

É, somente, não viver a tragédia – especialmente quando temos essa escolha.
Muitas pessoas não têm escolha, mas nós temos.

Eu realmente escolhi não viver nos escombros da tragédia.

Também tenho dito assim:

Toda vez que você sentir na pele, que já está “morando em Gaza”, lembre que na sua cidade tem centenas, milhares, de crianças sem nutrientes adequados.
São crianças passando por inúmeras necessidades, passando fome.

Aproveite, passe em alguma periferia muito precarizada, a mais precária, e sinta-se vivendo a nossa realidade.
Porque essa é a nossa, não é a dos outros.

Em outras palavras, se abrir a janela e espiar pra fora, irá ver e sentir toda a violência da luta de classes no Brasil.

Vinício Carrilho Martinez

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