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sábado, abril 4, 2026
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O agro acordou? A lição de Kátia Abreu para Rondônia

Por Édson Silveira

O Brasil político vive um daqueles momentos que obrigam até os mais resistentes a rever suas posições. E o fato mais simbólico dos últimos dias vem justamente de quem ninguém esperava: Kátia Abreu.

Uma das maiores representantes do agronegócio brasileiro, ex-presidente da bancada ruralista e ex-ministra da Agricultura, decidiu apoiar o projeto político do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. E não estamos falando de qualquer nome.

Estamos falando de alguém que já foi oposição dura ao próprio Lula, que protagonizou embates históricos e que sempre representou, com firmeza, os interesses do agro.

Ou seja: isso não é ideologia. É leitura de realidade.

O recado que o agro não pode ignorar

Quando uma liderança desse peso toma uma decisão dessas, o recado é claro: o mundo mudou, e o agro que não entender isso vai pagar a conta.

O próprio setor já sabe, e muitos fingem não ver, que o maior risco hoje não é interno, mas externo.

O agronegócio vive de exportação. A exportação depende de confiança internacional. E a confiança exige estabilidade, diplomacia e responsabilidade ambiental.

Sem isso, o mercado fecha. E, quando o mercado fecha, não adianta discurso.

Rondônia precisa escolher: lucro ou ilusão?

O agronegócio de Rondônia precisa fazer uma reflexão madura.

Trocar um governo que reconstrói a imagem do Brasil no exterior, abre mercados e garante previsibilidade por um projeto instável, ideológico e com traços de isolamento internacional é colocar em risco o próprio negócio.

Não é debate político. É cálculo econômico.

A pergunta é direta: você quer vender sua produção ou defender narrativa?

O pragmatismo venceu a ideologia

A decisão de Kátia Abreu escancara uma verdade que muitos ainda resistem em admitir: o apoio ao presidente Lula deixou de ser ideológico, é estratégico.

Isso desmonta um dos maiores mitos repetidos no campo: o de que o PT é inimigo do produtor e o de que o desenvolvimento depende de radicalismo político.

A realidade mostra o contrário. Foi em períodos de estabilidade, diálogo e abertura internacional que o agronegócio mais cresceu, exportou e gerou resultados.

O agro de Rondônia precisa evoluir

Chegou a hora de maturidade.

O produtor rural de Rondônia não pode continuar sendo guiado por discurso ideológico enquanto o mundo exige profissionalismo, sustentabilidade e inteligência de mercado.

Kátia Abreu fez o movimento que muitos ainda evitam: saiu da bolha, leu o cenário real e escolheu o caminho que garante futuro.

Conclusão: quem vive da terra precisa pensar no amanhã

O agronegócio não é paixão. O agronegócio é negócio.

E negócio se faz com estabilidade, mercado aberto e credibilidade internacional.

Se uma das maiores lideranças do agronegócio brasileiro já entendeu isso, talvez esteja na hora de Rondônia entender também.

Edson Silveira

Advogado, administrador, professor, membro da executiva estadual e pré-candidato a deputado federal pelo PT/RO

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