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quarta-feira, maio 13, 2026
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O desafio de Lula contra a nova pandemia da Covid que matará milhões no Mundo

Por Roberto Kuppê

Não dá para deixar de comemorar a aprovação da PEC da Transição nas duas casas legislativas que formam o Congresso Nacional. Comemorar sim, porque o que vem por aí, com os recursos deixados por Bolsonaro para 2023, seria uma tragédia: nada para vacinas! Ao mesmo tempo em que era aprovada a reposição do orçamento de 2023, a Jovem Pan News (isso mesmo) divulgava em tom de alarme que a China tem vivido um surto de coronavírus que lota hospitais, deixa farmácias sem medicamento e os crematórios saturados.

A situação é caótica. O epidemiologista chinês da ONU, Eric Feigl-Ding, alertou para o risco de milhões de mortos e afirmou que 10% da população esteja infectada nos próximos 90 dias. “Estima que 60% dos chineses e 10% da população da Terra provavelmente será infectada nos próximos 90 dias. Mortes prováveis na casa dos milhões. Este é apenas o começo”, escreveu em sua conta no Twitter, dizendo que essa situação vai ter um impacto econômico global.

Agora imagina esse cenário com Bolsonaro na presidência sem ter dotado recursos para a compra de vacinas, conforme constatou a equipe de Transição? Não só não deixou recursos para adquirir vacinas, como não deixou nada para farmácias populares, pesquisas e universidades. Bolsonaro deixou um rombo de 400 bilhões de reais mesmo tendo rompido o teto de gastos por quatro vezes durante a nefasta gestão dele.

A aprovação da PEC da Transição é apenas uma reposição do orçamento de 2023 que, se dependesse de Bolsonaro, seria infinitamente  menor do que o de 2022. Portanto, não haverá cheque em branco, gastança, e sim, cumprimento da Constituição Federal que é proporcionar saúde, educação, segurança, trabalho e moradia para todos.

Mesmo com a aprovação da PEC da Transição, o futuro governo Lula vai enfrentar muitas adversidades, a maioria devido à uma nova e provável pandemia mais devastadora que a anterior que ceifou quase 700 mil pessoas só no Brasil. A diferença é que, com Lula, a situação será tratada com a seriedade, responsabilidade e a urgência que a nova pandemia requer.

Durante os trabalhos  da Equipe de Transição, Lula afirmou que a prioridade inicial do governo será recompor o Programa Nacional de Imunizações e fazer com que os brasileiros voltem a acreditar nas vacinas. O presidente eleito considera essa a prioridade para os primeiros cem dias de governo, inclusive, para a vacinação contra a Covid-19.

Finalizando, este espaço faz severas críticas aos parlamentares que votaram contra a PEC da Transição, demonstrando total falta de amor ao próximo, especial aos deputados do Novo, que de forma soberba, foram contra o tempo todo. Estes parlamentares que votaram contra o Bolsa Família, contra a saúde (vacinas), educação e moradia merecem nosso total desprezo e indiferença.

De Rondônia, veja quem votou contra o povo: senador Dr. Samuel Araújo (PL), suplente de Marcos Rogério (PL). Deputados federais coronel Crisóstomo (PL), Silvia Cristina (PL), Lúcio Mosquini (MDB), Jaqueline Cassol (PP) e Mariana Carvalho (Republicanos). 

(*) Roberto Kuppê é jornalista e articulista político

 

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