A movimentação no canteiro da Ponte Binacional Brasil–Bolívia voltou a chamar a atenção dos moradores de Guajará-Mirim. Após um vídeo nas redes sociais levantar suspeitas de que as obras teriam sido interrompidas, a Prefeitura afirmou que os trabalhos seguem normalmente e dentro do cronograma previsto.
A preocupação surgiu no fim de junho, quando embarcações utilizadas nos serviços de sondagem foram vistas atracadas às margens do rio. A cena gerou especulações sobre uma possível paralisação da obra e dúvidas em relação ao licenciamento ambiental.
Prefeito nega interrupção
Na última quarta-feira (15), o prefeito de Guajará-Mirim, Fábio Garcia de Oliveira (Netinho), publicou um vídeo para esclarecer a situação.
Segundo ele, o canteiro de obras permanece em funcionamento e os serviços continuam sendo executados pelo consórcio responsável pelo empreendimento.
O prefeito também informou que o licenciamento ambiental está regular, permitindo o andamento das atividades conforme o planejamento.
Mudanças no canteiro fazem parte da obra
Especialistas lembram que grandes obras de infraestrutura costumam passar por diferentes etapas técnicas.
Nesses casos, é comum que balsas, embarcações e equipamentos sejam deslocados temporariamente para manutenção, reposicionamento ou preparação de novas fases da construção.
Por isso, a simples retirada desses equipamentos não significa, necessariamente, que a obra foi paralisada.
Ponte é estratégica para Brasil e Bolívia
Considerada uma das principais obras de infraestrutura da região Norte, a Ponte Binacional vai ligar Guajará-Mirim, em Rondônia, ao município boliviano de Guayaramerín.
A expectativa é de que a estrutura fortaleça o comércio entre os dois países, impulsione o turismo, facilite o transporte de cargas e passageiros e estimule o desenvolvimento econômico da região de fronteira.
População acompanha de perto
Por se tratar de uma obra aguardada há décadas, o andamento dos serviços continua sendo acompanhado de perto pela população.
A expectativa é que o cronograma seja cumprido e que as informações oficiais continuem sendo divulgadas para garantir transparência sobre a execução do projeto.



