Supremo Tribunal Federal também determinou o cumprimento de 14 mandados de busca e apreensão
A Polícia Federal realiza nesta sexta-feira nova fase da operação Lesa Pátria, que investiga os ataques às sedes dos Três Poderes em 8 de janeiro, e cumpre três mandados de prisão preventiva e 14 de busca e apreensão determinados pelo Supremo Tribunal Federal (STF), informou a PF em nota.
Os mandados estão sendo cumpridos nos Estados de Rondônia, Goiás, Espírito Santo, São Paulo, Mato Grosso e no Distrito Federal, segundo nota da Polícia Federal, que não informou os nomes dos alvos de mandados de prisão.
No dia 8 de janeiro vândalos apoiadores radicais do ex-presidente Jair Bolsonaro invadiram e depredaram o Palácio do Planalto e os prédios do Congresso Nacional e do Supremo Tribunal Federal (STF) em um movimento classificado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que derrotou Bolsonaro na eleição do ano passado, como uma tentativa de golpe de Estado.
Os fatos investigados constituem, em tese, os crimes de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado, dano qualificado, associação criminosa, incitação ao crime, destruição e deterioração ou inutilização de bem especialmente protegido.
As investigações continuam em curso e a Operação Lesa Pátria se torna permanente, com atualizações periódicas acerca do número de mandados judiciais expedidos, pessoas capturadas e foragidas.
Até as 8h30 desta manhã, a polícia havia prendido um dos três alvos, em Rio Verde (GO). Lucimário Benetido Camargo, conhecido como Mário Furacão, é empresário e presidente da Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) do município.
Em 8 de janeiro, ele gravou vídeos enquanto invadia as sedes dos Três Poderes, em Brasília. Enrolado em uma bandeira do Brasil, ele registrou a explosão de bombas de efeito moral e criticou as forças de segurança que atuavam na região.
“Brasileiro só subindo a rampa, entrando cada vez mais, e os soldados tacando bomba no povo. Covardes”, disse.
Assista:
Os fatos investigados pela PF representam, inicialmente, os crimes de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado, dano qualificado, associação criminosa, incitação ao crime, destruição e deterioração ou inutilização de bem especialmente protegido.
As apurações continuam, e a Operação Lesa Pátria se tornou permanente, com atualizações periódicas em relação ao número de mandados judiciais expedidos, pessoas presas e foragidos.
Fases anteriores
Na primeira fase da operação, deflagrada em 20 de janeiro, a PF prendeu os bolsonaristas Renan da Silva Sena; Ramiro Alves da Rocha, conhecido como Ramiro dos Caminhoneiros; Soraia Baccioci; Randolfo Antonio Dias; além de uma quinta pessoa, que não teve a identidade nem o local de prisão divulgados.
Na segunda etapa da força-tarefa, no último dia 23, policiais prenderam, em Uberlândia (MG), o extremista que aparece em vídeos destruindo um relógio histórico — trazido ao Brasil em 1808 —, no Palácio do Planalto.
Na terceira fase, houve dois extremistas presos em Minas Gerais; um em Santa Catarina; um no Paraná; e outro no Espírito Santo. Léo Índio, sobrinho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), estava entre os alvos de mandado de busca e apreensão cumpridos no DF e no Rio de Janeiro. Ele participou do atos terroristas.
Entre os presos da fase, deflagrada em 27 de janeiro, estavam os mineiros Marcelo Eberle Motta e Eduardo Antunes Barcelos — advogado que trabalha como coordenador da assessoria jurídica da Santa Casa de Misericórdia de Cataguases (MG).
Outra presa na operação foi Maria de Fátima Mendonça Jacinto Souza, 67, conhecida como Dona Fátima de Tubarão. Em 8 de janeiro, um vídeo em que ela aparece durante a invasão ao Palácio do Planalto viralizou nas redes sociais. “É guerra. Vamos pegar o Xandão agora”, gritou, em referência ao ministro do STF, Alexandre de Moraes.
Denuncie
A PF pede que caso algum cidadão tenha informações sobre a identificação de pessoas que participaram, financiaram ou fomentaram os fatos ocorridos no dia 8, em Brasília, encaminhe-as para o e-mail: [email protected].




