O que começou com ataques a provedores de internet em Jaru e Theobroma acabou revelando uma estrutura criminosa muito maior. A Polícia Civil descobriu uma rede de tráfico de drogas com ramificações em quatro estados durante as investigações que deram origem à Operação Quirinus.
As apurações apontam que a facção atuava em Rondônia e mantinha conexões com Rio Grande do Norte, Piauí e Maranhão.
A investigação ganhou força depois da prisão em flagrante de dois integrantes apontados como responsáveis pelos ataques aos provedores.
Com a análise de celulares, outros dispositivos eletrônicos e demais provas apreendidas, os investigadores chegaram a uma estrutura que, segundo a Polícia Civil, controlava pontos de venda de drogas em diferentes localidades.
A organização também utilizaria a violência para manter o domínio sobre áreas consideradas estratégicas.
36 medidas em quatro estados
Deflagrada nesta quinta-feira, a Operação Quirinus cumpre 36 medidas cautelares em quatro estados.
Em Rondônia, os alvos estão concentrados em Guajará-Mirim, Ariquemes, Buritis, Cerejeiras e Jaru.
A investigação também identificou uma rede de distribuição de drogas que abasteceria municípios de Rondônia e outros estados do país.
A ofensiva conta com apoio da Secretaria de Estado da Segurança, Defesa e Cidadania (Sesdec) e integra ações da Rede Recupera, da RENORCRIM e do Plano Brasil de Enfrentamento ao Crime Organizado.
Investigação deve continuar
Segundo a Polícia Civil, a Operação Quirinus representa apenas a primeira fase da ofensiva contra o grupo.
Novas medidas poderão ser adotadas conforme os investigadores avancem na análise das provas e na identificação de outros integrantes da organização.
O nome da operação faz referência a Quirinus, divindade romana associada à proteção da ordem pública e do Estado.
O caso começou com ataques contra empresas de internet, mas as investigações acabaram revelando uma estrutura criminosa com atuação muito além das fronteiras de Rondônia.



