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UMA MULHER VAI ESTRAGAR OS PLANOS DOS TUCANOS

jakPelo andar da carruagem, Marina Silva deverá ser mesmo a candidata do PSB à presidência da República, com grandes chances se enfrentar no segundo turno a candidata à reeleição, Dilma Roussef (PT). O evento ocorrido com Eduardo Campos pode tirar Aécio do segundo turno. Em Rondônia, outra mulher está incomodando alguns candidatos ao governo. Jaqueline Cassol (PR), ungida pelo enigmático senador Ivo Cassol(PP), saiu do zero para 15 pontos no Ibope, configurando-se um crescimento de 15 mil por cento. Expedito Júnior (PSDB) é candidato a candidato há anos e, Jaqueline, a menos de dois meses. O assustador índice obtido por ela na primeira pesquisa do Ibope está colocando a equipe de Expedito Júnior em estado de alerta.

Tudo porque o chefe do clã Cassol, Ivo Cassol, não quer só voltar ao governo através da irmã, quer derrotar o arquinimigo Expedito Júnior e para isso, não vai medir esforços financeiros. A luz amarela já foi acionada no comitê do tucano.

 

 

POPULAÇÃO DE GUAJARÁ-MIRIM RECONHECE MELHORIAS PROPORCIONADAS PELO GOVERNO CONFÚCIO

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Após cumprir compromissos em Nova Mamoré, com a realização de uma carreata pela cidade, na quinta-feira (14), à noite o candidato da coligação Rondônia no Caminho Certo, médico Confúcio Moura, esteve reunido com lideranças de Guajará-Mirim. Confúcio apresentou suas propostas na busca de um segundo mandato priorizando áreas fundamentais como saúde, educação, estradas, regularização fundiária e foi aplaudido de pé.

 

GUA2O candidato Confúcio foi recebido por cerca de 300 simpatizantes à sua reeleição na chegada ao Centro de Eventos Palácius. Guajará, a exemplo de Nova Mamoré, onde recebeu 73% dos votos válidos nas eleições de 2010.

 

“Tenho um carinho muito especial com Guajará. Me preocupa não atender as necessidades do povo, mas a saúde já melhorou muito e ficará ainda melhor com a inauguração do novo hospital estadual, que será inaugurado em breve e a reforma do municipal”, afirmou o candidato Confúcio.

 

GUA3Pedindo apoio para um segundo mandato, o candidato Confúcio apontou algumas ações de governo como a recuperação e adequação das estradas vicinais; reforma de colégios e a aguardada abertura da Estrada Parque, uma reivindicação antiga dos moradores da região.

 

Confúcio citou também os incentivos para a criação de peixes com a construção de tanques nas propriedades rurais. A sua administração foi participativa na luta da população contra a cheia do Rio Madeira. “Não tivemos vítimas, o que é mais importante. Também não deixamos a população no isolamento total, pois pacientes dependentes de hemodiálises foram transportados via aérea para Porto Velho”, explicou.

 

Hoje boa parte da população de Rondônia compra mercadorias na Bolívia, em Guayaramerin. Com as Lojas Franca serão eles que virão comprar em Guajará, porque a cidade terá produtos de qualidade com preços inferiores devido a legislação especial.

 

A abertura das Lojas Franca é mais uma garantia do futuro econômico promissor de Guajará-Mirim. Está sendo elaborada a legislação, para que Guajará tenha uma vida comercial ativa e segura. “Saímos na frente com as Lojas Franca, que teve aprovação dos 26 secretários de Finanças dos Estrados e do Distrito Federal. Somos o primeiro Estado do Brasil a oferecer as Lojas Franca”, alertou o candidato Confúcio Moura.

 

O investimento na regularização da terra foi abordado por Confúcio Moura. Somente na região do Distrito de lata, 36 famílias tiveram as terras legalizadas com o recebimento do título definitivo. A regularização fundiária urbana e rural também estão entre as prioridades do programa de governo do candidato Confúcio.

 

A pavimentação da estrada de Guajará-Mirim a Buritis foi um dos compromissos que Confúcio Moura firmou com a população. Com as Lojas Franca Guajará será a capital do turismo em Rondônia. Compradores das regiões da População Central, Bacia Leiteira, Cone Sul e Vale do Guaporé não mais precisarão passar por Porto Velho. Serão cerca de 300 km a menos para chegar a Guajará.

 

Guajará-Mirim tem que se adequar para o futuro turístico. “Estou a disposição do povo de Guajará. Têm muitos candidatos, mas quero ver quem vai assumir o compromisso, e cumprir como estamos cumprindo. Não estamos preocupados com acusações, mas sim em assumir compromissos e cumpri-los”, concluiu o candidato Confúcio Moura.

O senador Valdir Raupp destacou a importância educacional de Guajará-Mirim, que deverá ser um Polo Universitário. A cidade já conta com um campus da Unir e foi contemplada com uma unidade do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Rondônia – Ifro.

O senador também destacou a abertura da Estrada Parque, pelo governo do Estado, e a consolidação da cidade turística, que será revitalizado com as Lojas Franca.

O município esteve representado no encontro com o candidato a governador Confúcio Moura pela vice-prefeita Cleude Zeed (DEM). Também participaram da reunião o deputado estadual e candidato à reeleição Zequinha Araújo, vereadores de Guajará-Mirim, empresários, comerciantes, produtores rurais e demais segmentos organizados da sociedade.

 

 

PADRE TON DEFENDE REVISÃO DO PACTO FEDERATIVO: MAIS VERBAS PARA MUNICÍPIOS

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A revisão do Pacto Federativo para nova distribuição do bolo tributário foi defendida  hoje (15) pelo candidato ao governo de Rondônia pelo PT, deputado federal Padre Ton, no programa radiofônico a Hora do Povo, apresentado pelo jornalista Maurício Calixto na Rádio Rondônia FM.

“Se isso não for feito, os municípios irão continuar absorvendo tudo, todas as demandas da população, e sem recursos isso não é possível, não dá”, disse Padre Ton. O candidato se declarou municipalista, lembrando que quando prefeito de Alto Alegre dos Parecis liderava esse debate no âmbito das prefeituras petistas e entidades de defesa dos interesses dos municípios.

No Congresso Nacional há propostas sobre mudanças em relação ao Pacto Federativo, mas os interesses divergentes das instâncias de poder resultam na falta de consenso sobre o tema. Hoje, de tudo que é arrecadado, 60% ficam no caixa da União, 25% com Estados e 15% com os municípios.

Veja a seguir temas abordados na entrevista

Sobre Rondônia

O candidato qualificou Rondônia como um Estado rico e pujante, habitado “por destemidos pioneiros”. “Com rapidez impressionante, em pouco mais de trinta anos, ergueram municípios, distritos”, declarou.

Trajetória

Ao falar de sua vinda para Rondônia, na condição de missionário católico da Congregação Verbo Divino, Padre Ton disse que logo se envolveu com assentados da região de Alto Alegre dos Parecis, líderando as causas sociais dos menos favorecidos. Essa capacidade de doação e espírito de liderança o credenciaram a disputar a prefeitura. Foi eleito por duas vezes. “E nisso o meu sonho de continuar ajudando foi crescendo, fui estimulado a ser deputado federal e agora quero ser governador; é um sonho fazer por Rondônia o que pude fazer no meu pequeno município de Alto Alegre dos Parecis.”

Saúde

Maurício Calixto listou entre os problemas que mais afligem a população a saúde.  Indagou ao candidato seus planos para o setor. Padre Ton destacou que irá acionar a Comissão Intergestores Bipartite (CIB) para pactuarem a organização e o funcionamento das ações e serviços de saúde. “Temos de descentralizar a saúde e investir na medica preventiva em parceria com municípios”, disse. Ele também observa a necessidade de investir em médicos generalistas, para que a procura por especialistas não seja tão intensa na rede pública de saúde.

Mandato

Indagado sobre os benefícios e ações de seu mandato na Câmara dos Deputados, Padre Ton registrou a articulação de mais de R$ 30 milhões em emendas para Rondônia em seus três anos de atuação, e recursos extraorçamentários no Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA) superiores a R$ 10 milhões para atender a agricultura familiar.  

 

INTERNET, BAIXARIAS E VULGARIDADE

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Cacá Diegues bem sintetizou a problemática: “A internet é um espaço de progresso humano, através dela podemos dizer o que pensamos a um número superior de pessoas, além de nossas relações. Até acho mesmo que, de algum modo, ela nos levará a uma nova forma de gestão política em que poderemos dispensar a representação dos que não nos representam. Mas não aguento mais receber ‘informes políticos’ insanos de ativistas de todos os partidos, nessas vésperas de eleições. São textos do mais baixo nível, contendo óbvias infâmias e mentiras ostensivas, conclamando os destinatários a ações antidemocráticas contra o governo ou contra a oposição, numa linguagem primária, desprovida de sentido e grosseira. A internet pode ser também um espaço de irresponsabilidade e de apologia da violência política. Como não podemos mais abrir mão dela, cabe a nós tentar evitar que isso acabe acontecendo” (Globo 9/8/14: 20).

Nossa primeira alma é composta do Eu nas relações comunitárias menores: família, local do trabalho, escola, bairro etc. Nesse ambiente reduzido sabemos do nosso valor, da importância que temos para os outros, do respeito ao outro etc. A segunda alma (dilacerada) surgiu quando o Eu passou a viver em grandes cidades (onde a despersonalização é a regra). É aí que sentimos nosso pouco valor, um ser composto de quase nada e cuja existência muitas vezes fica sem sentido algum.

Essa segunda alma depauperada (nos grandes centros urbanos) foi substituída pela alma digital, que apareceu com a internet. Esta proporcionou a recuperação do Eu, a exteriorização da espontaneidade não refinada, a ilusão de que temos enorme valor, a sensação de que somos relevantes perante o mundo, a liberdade (que a democracia nos confere) de opinar sobre tudo e sobre todos; tudo isso, no entanto, sem as mediações da civilização, da ética e dos bons costumes (Gomá Lanzón).

Do “Penso, logo existo” passamos para o “Existo ou apareço (com minhas postagens), depois eu penso”. É a negação completa do pensamento do filósofo Descartes. O Eu não civilizado, não domesticado moralmente, mas independente e livre por força da democracia, tem todo direito de existir e de expressar publicamente suas ideias, tanto quanto o civilizado, quanto o mais seleto grupo cultural (afinal, todos são dotados da mesma dignidade ao nascer). Nisso consiste a igualação da democracia, que é marcada, no entanto, pela desigualação moral de cada um dos seus membros.

A prazerosa vulgaridade se instalou na nossa cultura (Gomá Lanzón 2009: 12). Tornou-se um direito de todos. É fruto da sonhada igualdade e liberdade (inerentes ao sistema político democrático). Normalmente o exercício dessa prazerosa vulgaridade não traz maiores consequências para o indivíduo ou para a coletividade. Em outras ocasiões sim, ela se torna nefasta.

A privacidade (mundo recatado do qual as pessoas se orgulhavam) foi vencida pela extimidade (colocação da intimidade para fora), que é comandada pelo “Apareço, logo existo”. Primeiro postar, depois pensar. Há coisas fantásticas na democracia e na internet. Ao lado delas, também vemos igualitarismo, massificação e profunda mediocridade: três frutos da democracia (dizia Tocqueville), especialmente da digital (acrescentaríamos).

Com a massificação (que apareceu em 1793, na França) teve início o desaparecimento do bom gosto e dos bons costumes. Tudo foi ficando líquido (Bauman), excêntrico (Stuart Mill), poroso, transitório.

A moral aristocrática (defendida por Nietzsche) foi substituída (ou é compartilhada, em muitos lugares) pela moral da prazerosa vulgaridade democrática, que se caracteriza (a) pela espontaneidade do Eu, (b) pela liberação dos instintos elementares e (c) pela ausência de mediações culturais e simbólicas civilizatórias (Gomá Lanzón).

Qual a saída para isso? Temos que reformar nossa prazerosa vulgaridade e isso pode ou deve ser feito, sobretudo, por meio da exemplaridade (Gomá Lanzón). Seja exemplar (para seus filhos, para sua família, para seu bairro, para sua cidade, para seu país). Uma nova paideia (educação cívica) tem que ser dirigida à exemplaridade.

É impossível edificar uma cultura sobre as areias movediças da vulgaridade (diz Gomá Lanzón 2009:12), visto que “nenhum projeto ético coletivo é sustentável se está baseado na barbárie de cidadãos liberados, porém, não emancipados, personalidades incompletas, não evoluídas, instintivamente autoafirmadas e desinibidas – dispensadas – do dever”.

Luiz Flávio Gomes

Luiz Flávio Gomes

Professor

 

PODER DO ELEITORADO EVANGÉLICO IMPEDE DEBATE SOBRE TEMAS POLÊMICOS

Peso do voto religioso freia discussão sobre temas como aborto, direitos dos homossexuais e legalização da maconha. Especialista vê Dilma como a candidata mais bem relacionada com esse público.
Peso do voto religioso freia discussão sobre temas como aborto, direitos dos homossexuais e legalização da maconha. Especialista vê Dilma como a candidata mais bem relacionada com esse público.

O debate de temas polêmicos, como aborto e legalização da maconha, deve ficar abafado nas campanhas dos três principais candidatos à Presidência da República até a realização do primeiro turno das eleições. Com essa estratégia, a presidente Dilma Rousseff e os oposicionistas Aécio Neves e Eduardo Campos buscam não desagradar os evangélicos, que representam 22,2% da população brasileira, segundo o IBGE.

Para especialistas, o peso do voto religioso freia uma discussão mais ampla sobre temas ligados, por exemplo, aos direitos das mulheres, direitos dos homossexuais e ao combate ao tráfico de drogas. O comentarista político Kennedy Alencar avalia que compromissos políticos estabelecidos durante a campanha vão comprometer as decisões do próximo presidente. “São assuntos que pertencem basicamente ao Congresso. Se são levados à disputa presidencial, os candidatos ficam de mãos atadas se quiserem lidar com a questão do aborto, por exemplo, do ponto de vista da saúde pública”, argumenta. “Dessa maneira se congelam temas que merecem debate, respeitadas todas as posições.”

Marcos Pereira, presidente do Partido Republicano Brasileiro (PRB), legenda ligada à Igreja Universal, defende que os posicionamentos sobre questões do campo moral sejam claros entre os candidatos. “Se tiverem que se posicionar, devem fazer isso abertamente para não deixar dúvidas sobre o que pensam. O eleitorado evangélico acaba tomando a resposta duvidosa como algo contrário ao que ele pensa”, disse o bispo, ressaltando que, no primeiro mandato, Dilma não fomentou nem apoiou a discussão de temas polêmicos.

Dilma tem melhor interlocução

Segundo o historiador Marco Antônio Villa, a relação dos candidatos à Presidência com lideranças evangélicas é instrumental: o elo criado entre religião e política busca favorecimentos mútuos. “Desde as eleições de 2002, virou tradição procurar líderes de igrejas. Os candidatos acreditam que esses representantes têm grande influência sobre os adeptos. Os líderes das igrejas, por sua vez, buscam obter uma série de proveitos políticos e financeiros”, explica.

Com o início da propaganda eleitoral gratuita no dia 19 de agosto, a disputa pelo eleitor evangélico vai se intensificar, e deve ficar polarizada entre a presidente Dilma Rousseff, do PT, e o candidato pelo PSDB, Aécio Neves. Segundo recente pesquisa do Ibope, a petista lidera a disputa com 38% das intenções de voto, seguida de Aécio, com 23%, e o governador de Pernambuco, Eduardo Campos, candidato pelo PSB, com 9%.

O tucano conta com o apoio do pastor e presidente da Convenção Geral das Assembleias de Deus no Brasil, José Wellington Bezerra da Costa. A coordenação da campanha de Aécio, no entanto, diz que não há um planejamento específico para o eleitorado evangélico.

Temas polêmicos devem ser mais explorados no segundo turno, especialmente se a disputa for entre Dilma e Aécio. “Ele vai tentar colocar Dilma contra a parede. E vai usar muitos dos documentos produzidos pela Secretaria de Direitos Humanos da Presidência para confrontá-la em relação às demandas dos religiosos”, prevê Villa.

Para o historiador, a presidente é a candidata que tem a melhor interlocução com o setor. Assim como em 2010, Dilma vai contar com amplo apoio da Igreja Universal do Reino de Deus. “Ela está no governo, que tem instrumentos poderosíssimos de controle. As concessões de rádio e televisão, por exemplo, interessam muito aos evangélicos”, afirma.

Campos será apoiado pelo pastor Silas Malafaia, da Assembleia de Deus Vitória em Cristo. Marina Silva, candidata a vice-presidente pela legenda, é evangélica, mas, segundo a coordenação da campanha, não deve atuar perante esse eleitorado. Na semana passada, porém, Marina levou o candidato a um encontro com 2 mil pastores na Assembleia de Deus de São Paulo.

Evangélico vota em evangélico?

A novidade da eleição presidencial deste ano é um candidato pastor. Quarto colocado nas pesquisas, Everaldo Pereira, vice-presidente nacional do Partido Social Cristão (PSC) e líder da Assembleia de Deus, está com 3% das intenções de voto, de acordo com o Ibope.

Villa considera que, para uma “pessoa desconhecida”, o índice é significativo. “A aprovação dele é grande no Rio de Janeiro, o segundo maior colégio eleitoral do país. Se permanecer nessa faixa, será extremamente importante para a realização de um segundo turno”, analisa.

A bancada evangélica no Congresso conta com 73 parlamentares. E a intenção da Frente Parlamentar Evangélica da Câmara dos Deputados é aumentar esse número em pelo menos 30% nessas eleições.

Especialistas não acreditam, no entanto, que, na hora de votar, os fiéis sigam necessariamente as indicações políticas dadas pelas lideranças religiosas.

“Acho que há uma avaliação exagerada desse apoio. É natural que os pastores afirmem ter enorme influência, afinal, querem que seu apoio político seja recompensado. Acredito que esse eleitorado tenha uma relativa independência”, diz Villa. “A representatividade dos evangélicos nas assembleias legislativas e na Câmara é muito menor do que o número de fiéis existentes no país.”

Apesar de os políticos estarem dispostos a instrumentalizar o voto religioso a qualquer preço, ele não deve decidir essas eleições, afirma o historiador de religiões Leandro Seawright Alonso.

“Existe uma tendência de os fiéis seguirem seus pastores em alguns setores. A escuta dos pastores pentecostais na periferia, por exemplo, é mais ampliada”, diz. “Os políticos assediam as igrejas, mas ainda não há um voto evangélico em nível nacional que seja decisivo para as eleições presidenciais.”

 

EM NOVA BRASILÂNDIA, PADRE TON DEFENDE A QUALIFICAÇÃO DO SETOR PRODUTIVO

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A qualificação do setor produtivo rural mediante o uso da tecnologia foi defendida pelo deputado Padre Ton, candidato ao governo de Rondônia pelo PT, em reunião no comitê de Nova Brasilândia com profissionais liberais, agricultores, servidores públicos e representantes de associações rurais.

 

“Precisamos investir fazendo diferente na infraestrutura e na agricultura, levando aos nossos produtores a tecnologia para o aumento da produção, mas precisamos também dar condições de comercializar a nossa produção, tanto na agricultura familiar como no agronegócio. Isso nós vamos fazer no governo”, disse o candidato, na reunião realizada na sede do comitê de seu partido, na manhã de quarta-feira (13), antes de ser noticiada a tragédia que tirou a vida do presidenciável Eduardo Campos.         

 

Recepcionado pelo professor Emerson, candidato a deputado estadual pelo PT, Padre Ton disse que a campanha é uma batalha para vencer desafios, citando que o primeiro obstáculo foi a tentativa de adversários o intimidarem para que não saísse candidato, mas que não teme as dificuldades. “Elas diminuem a cada momento que vislumbramos mais apoio do povo”, disse.

 

Ao destacar ações do governo federal em Nova Brasilândia, o professor Emerson disse que os recursos destinados à região contaram com a ação de Padre Ton nos ministérios: “São equipamentos agrícolas e obras que estão facilitando a vida do nosso povo e tudo isso tem a intervenção de Padre Ton, como deputado federal; por isso vamos elege-lo governador para o povo ter mais apoio ainda.” O vereador Roni do Banco também acompanhou as atividades.

 

O candidato a deputado estadual aproveitou o encontro para pedir apoio às lideranças presentes, para que se transformem em multiplicadores, levando a todos os cantos do município que nestas eleições existe um candidato compromissado com Nova Brasilândia.

 

Padre Ton visitou, ainda em Nova Brasilândia, alguns comerciantes e o setor industrial, onde falou com empresários e funcionários. Durante as conversas, o candidato falou da importância do setor produtivo nos municípios, destacando o apoio à agricultura familiar e qualificação da mão-de-obra para fortalecer a renda e gerar mais emprego.  

 

REALIDADE: RONDÔNIA CRESCE A 6% AO ANO SUPERANDO MUITOS ESTADOS

 

O Estado não deve nada: investe tudo que arrecada e empresta
O Estado não deve nada: investe tudo que arrecada e empresta

Contrastando com as falas do candidato segundo melhor colocado nas eleições, o candidato à reeleição ao governo pela coligação “Rondônia no Caminho Certo”,médico Confúcio Moura, afirmou quinta-feira (14) em entrevista ao programa “A Hora do Povo”, transmitido em cadeia para o interior do Estado pela Rádio Rondônia FM 93.1, que no primeiro mandato foram realizadas 99 ações extra plano de governo e quase três vezes mais do que os compromissos assumidos na campanha de 2010.

 

Ao jornalista Maurício Calixto e ouvintes que o sabatinaram Confúcio Moura fez um balanço também das ações nas áreas da saúde e segurança pública em Rondônia, cujos maiores índices de homicídios se concentram na Capital e em Ariquemes. “Mas ainda assim Rondônia caiu várias posições no ranking nacional dos Estados com índices altos de violência e está agora na 8ª posição”.

 

Confúcio garantiu que 99% dos compromissos da campanha em 2010 foram cumpridos, inclusive outros não ditos também. Argumentou que bater sem credibilidade não adianta nada, pois não tira voto de ninguém. Nestes três anos, sete meses e 14 dias de governo, um dos piores momentos foi o da enchente do Madeira, pois causou prejuízos coletivos.

 

Para sanar os problemas e prejuízos à economia, o governo lançou o plano pós-enchente e iniciou estudos para trazer soluções a longo, médio e curto prazo, no mais tardar dois anos. Como a realização de obras de proteção e contenção na beira rio de Porto Velho para evitar o alagamento de ruas centrais da cidade.

 

 

Transposição

 

O Estado cedeu estrutura e pessoal por um ano para efetivar a transposição dos servidores estaduais para os quadros da União, mas veio à fase da contestação jurídica pela Advocacia Geral da União e o próprio Tribunal de contas da União.“Todo o trabalho político foi feito”. Mais de 80 técnicos trabalharam no cadastro dos servidores, até as ações ficaram embaraçadas no campo jurídico, pois a União pediu a documentação de nove mil funcionários e isso leva tempo.

 

 

Crescimento

 

Os indicadores do crescimento da economia de Rondônia crescem, mesmo diante das dificuldades enfrentadas, 6% ao ano, acima da média de outros estados brasileiros. O maior reflexo está no aumento da produção de grãos e de carnes. Os investimentos feitos pelas usinas Jirau e Santo Antônio, em seu ponto de vista, também colaboraram.

 

No campo da geração de empregos as usinas também trouxeram oportunidades de profissionalização para milhares de trabalhadores rondonienses que estão aptos a enfrentar a fase do pós-usinas. Nem tudo, no entanto, transcorreu dentro do planejado como foi o caso da cheia histórica do Rio Madeira, por causa do desgelo registrado na Cordilheira do Andes, embora muitos atribuam a culpa também às usinas. “Os motivos foram outros e dito por especialistas”.

 

 

Saúde e segurança

 

Confúcio ressaltou que construir não é difícil. O mais complicado é equipar, treinar pessoal, cuidar do dia a dia de um hospital não é tarefa fácil. A manutenção do João Paulo II, por exemplo, custa aos cofres do estado, mensalmente, entre R$ 8 e 9 milhões. Mudanças de verdade não é qualquer um que faz. “Quando assumimos em 2010, o João Paulo II estava sucateado. Hoje os pacientes têm à disposição tomógrafos, Raios-X, três a quatro clínicos de plantão para atender os pacientes”.

 

No setor da segurança pública, o Estado investiu R$ 10 milhões em equipamentos para o Corpo de Bombeiros, que é considerado um dos melhores do país. A Polícia Civil também recebeu investimentos e a Polícia Militar conta atualmente com efetivo de cinco mil homens.

 

São investimentos que contribuíram para a redução dos indicadores da violência em Rondônia, e de Ouro Preto a Vilhena caíram em número de homicídios, por exemplo. Com isso o estado não se enquadra entre os mais violentos do Brasil e está fora das manchetes nacionais.

 

Confúcio Moura disse que se orgulha mesmo é de ter logo no primeiro mandato conseguido tirar a saúde da UTI. O governo conseguiu mudar o cenário estabelecido antes de 2010, com investimentos, reativação de hospitais regionais e implantação do sistema de consultas e atendimento com hora marcado na Policlínica Oswaldo Cruz.

 

 

Oito eleições

 

Confúcio explicou que mesmo depois de disputar oito eleições, esta é a nona, a quinta majoritária, que tudo é novo. Apesar da jornada dupla, como governador e candidato, deixou claro que o governo não para por conta da agenda de campanha. “Todo governo tem suas dificuldades e trabalhamos para resolver todas. Faço campanha mais no final de semana”.

 

A ouvintes como Falcão, de Porto Velho, o candidato explicou que o estacionamento de carros no Espaço Alternativo, na capital, está garantido na área interna que contará com espaços de lazer e estacionamento e disse ainda que o governo tem atenção especial pela obra. Após o término das obras, a população terá pistas de caminhada, que serão construídas nos canteiros centrais, pistas de corrida e de ciclismo, que ficarão localizadas nos dois lados da pista, garantindo segurança e espaço para todos se exercitarem sem necessidade de interrupção da via.

 

Manoel, de Teixeirópolis, quis saber sobre obras não realizadas nos últimos governos no município. O ouvinte foi informado pelo candidato que no seu mandato foram assinadas ordens de serviços para a retomada de seis obras de asfaltamento e três de restauração de rodovias, investidos mais de 140 milhões para pavimentar 160 km de rodovias e restaurar outros 67 km de estradas. Sendo uma delas a RO-473 BR-364/Teixeirópolis/Urupá.

 

Confúcio recebeu cumprimentos da ouvinte Maria da Silva, de Porto Velho, que ressaltou o empenho e a parceria do governo estadual com a prefeitura, e manifestou apoio à reeleição. Confúcio encerrou a entrevista confirmando o mutirão com cerca de 100 máquinas para recuperar e melhorar o acesso de ruas em 60 bairros de Porto Velho, além de pedir aos eleitores para que reflitam sobre quem oferece maior segurança e para dar continuidade e executar novas obras em todos os municípios.

 

“Qual candidato oferece maior segurança nesta eleição e melhores condições para melhorar ainda mais Rondônia?”, disse o candidato ao pedir apoio para sua reeleição.

 

 

Fatalidade

 

Após lamentar a morte do presidenciável Eduardo Campos e classificar o acidente como uma fatalidade lembrou que foi amigo de Miguel Arraes, avô de Campos, e ressaltou ter sido Campos um dos melhores governadores de Pernambuco, onde esteve para conhecer as boas práticas ali adotadas. Foi o governo de Pernambuco quem cedeu o programa de computador para o acompanhamento mensal das ações do Executivo por meio, a chamada Agenda Integrada de Realizações (AGIR), utilizado até hoje em sua gestão.

 

 

Assessoria

 

PADRE TON DIZ QUE PODER ECONÔMICO “SUFOCA” NOVAS LIDERANÇAS NO PAÍS

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O candidato ao governo de Rondônia, deputado federal Padre Ton, reuniu-se ontem (13) com alunos da Escola Família Agrícola (EFA) Chico Mendes, localizada na linha 160, município de Novo Horizonte, quando defendeu apoio e investimentos para essa modalidade de instituição, e ao falar sobre o debate que a Igreja Católica e instituições como a OAB estão fazendo sobre a reforma política disse que o “poder econômico está sufocando” o surgimento de novas lideranças no país.

“Muitas vezes nós temos pessoas de qualidade para assumir cargos políticos, mas o modelo eleitoral que temos hoje não permite que pessoas com menos poder econômico consigam se eleger. Os cargos são definidos através do dinheiro. Este sistema está sufocando o surgimento de novas lideranças em todo o país”, disse Padre Ton, em defesa da reforma política, essencial para equiparar as campanhas.

Padre Ton registrou a importância da juventude exercer sua cidadania, através do voto, ressaltando a necessidade do voto consciente para a construção de uma educação com mais qualidade.

Sobre a importância das Escolas Famílias Agrícolas, O candidato lembrou que quando foi prefeito de Alto Alegre dos Parecis apoiava as ações da EFA, atitude que manteve ao se eleger deputado federal.

A falta de investimentos nas seis Escolas Famílias Agrícolas (EFAs) de Rondônia pelo governo do Estado foi uma preocupação do deputado Padre Ton durante todo o mandato. Ele esteve com o governador e fez gestões para que fosse garantido o pagamento da bolsa assegurada por lei a 810 alunos, mas isso não ocorreu.

A EFA Chico Mendes atende 173 alunos de 16 municípios, em regime de semi-internato com cursos profissionalizantes a nível técnico.

Aluna da escola agrícola há 4 anos, Leidiane Cleres, 18 anos, disse que a escola não tem condições de admitir mais alunos porque o espaço ficou pequeno e não houve reforma ou adaptação. A aluna disse ainda que os professores estão recebendo uma ajuda de custo de R$ 500,00.

Leidiane destacou que esse valor só é possível graças a ajuda dos pais, e muitos não tem condições de manter a doação. “Desta escola vão sair alunos que poderão revolucionar a agricultura em nosso estado, através do aprendizado que estão tendo aqui. Por isso eu peço aos nossos políticos que olhem com mais carinho para nossa escola para que novos alunos possam dar sequência aos estudos técnicos na Escola Família Agrícola”, disse a aluna.

O candidato a deputado estadual Marcio Mateus também participou da reunião.

SABOTAGEM? POLÍCIA APURA MORTE DE ELETRICISTA EM COMITÊ ELEITORAL

detetiveAssessores, militantes e colaboradores da campanha do governador Confúcio Moura (PMDB) nunca tinham visto o cidadão antes. Ilson Damascena Fortunato, de 48 anos, foi encontrado morto no telhado do comitê de campanha do PMDB, situado na Avenida Rio de Janeiro com Rio Madeira. Pessoas ligadas à campanha trabalham com a hipótese de que o eletricista estaria realizando algum trabalho para a oposição, ou seja, sabotagem. Informações passadas ao +RO, indicam que haja pessoas infiltradas no comitê de Confúcio para tumultuar o processo eleitoral.

O governador, porém, na página dele no Facebook, lamentou a morte do trabalhador postando a seguinte mensagem:

“Lamento profundamente o incidente ocorrido hoje em nosso comitê de campanha de Porto Velho. Uma pessoa que não fazia parte de nossa equipe foi vítima de um acidente – cuja causa e motivo da presença no comitê estão sendo apuradas – e lamentavelmente faleceu. Minhas profundas condolências aos familiares e amigos”.

CONGRESSO NACIONAL DAS CIDADES DESTACA PROGRAMA TÍTULO JÁ COMO REFERÊNCIA PARA O BRASIL

 

tituloEm reunião o Prefeito de Buritis, Antônio Correa de Lima (Toninho Correa-PMDB), com a equipe da Secretaria de Agricultura, Pecuária, Desenvolvimento e Regularização Fundiária (SEAGRI), a Secretária de Planejamento de Buritis, Ocilene Soares, frisou que o programa “Título Já”, foi citado como modelo para os demais estados do Brasil. “Participei Em Brasília de palestras no Congresso Nacional do Ministério das Cidades, onde foi mencionado pelos palestrantes que o “Programa de Regularização Fundiária Urbana do Estado de Rondônia” está servindo de referência no cenário Nacional e que não existe outro programa igual no Brasil, fiquei feliz em ouvir isso, pois Buritis é um dos municípios que está sendo contemplado com 3.500 (três mil e quinhentos) títulos, pelo Governo do Estado”, disse Ocilene. “Título Já” é uma das ações do governo Confúcio Moura.

 

Durante a reunião em Buritis, o Prefeito Toninho Correa relatou o quanto é importante para os municípios, essa parceria com o estado para a regularização dos imóveis urbanos. Moro em Buritis desde 1995, em 19 anos isso ainda não tinha acontecido, e sobretudo de forma gratuita, essa parceria para essa regularização ajudou a cumprir mais uma de minhas metas registradas no plano de governo”. Pontuou. “O Programa Título Já, é um programa inédito que está mudando a situação das famílias de todo o estado e impulsionando a economia da região, que até então eram simplesmente ocupação ilegal” concluiu o prefeito.

 

Com o programa, o Governo do Estado, em parceria com o município deu a posse de fato e de direito, às famílias que aguardavam há anos por esse momento. Em Buritis são 3500 pessoas que terá esse benefício. Quilvia Carvalho, Coordenadora do Programa explica a importância de se promover a regularização fundiária urbana. “A regularização fundiária urbana é um processo que inclui medidas jurídicas, urbanísticas, ambientais e sociais, que tem a finalidade de integrar assentamentos irregulares ao contexto legal das cidades. Assim, não adianta pensar que é uma simples entrega de um documento. É muito mais. É um conjunto de situações que visam garantir á cada cidadão uma vida digna e justa. É um instrumento importante para a formação da cidade”. Lembrou a coordenadora do Programa.

 

Segundo o Secretário da Seagri, Evandro Padovani, “essa parceria foi essencial para a realização do programa e graças a isso hoje atingimos 30 mil famílias beneficiadas e enquanto tivermos condições de tocar esse projeto, mais famílias serão contempladas com o Título Já”, disse Padovani. A maioria dos municípios já atingiu a quantidade de títulos registrados previstos no convênio com o Estado. De acordo com Padovani, o Governo do Estado pretende chegar até o final do ano com cerca de 50 mil títulos emitidos, registrados e entregues e com mais de 100.000 imóveis urbanos diagnosticados. Pois, com o título na mão, o rondoniense é mais cidadão.