Por Roberto Kuppê (*)
Lula está na COP 27. Perdeu, Mané. Não amola. O presidente da República, Jair Bolsonaro (PL), que desde o dia 30 de outubro está em “prisão domiciliar”, incendeia o País, incentivando protestos, manifestações anti-democráticas, que pedem golpe militar. É um movimento incentivado, planejado e executado por Bolsonaro que age às escondidas, nos porões do Palácio da Alvorada.
Bolsonaro não só não quer entregar a faixa presidencial, como não quer entregar as chaves dos palácios do Planalto e da Alvorada. O PL, partido do presidente, já avisou que vai pedir a anulação das eleições de 2022. Claro que não vai conseguir, porque não há motivos. O pleito foi realizado na mais absoluta normalidade e lisura, não havendo nada que justifique desconfiança dos resultados, a não ser o jus sperniandi característico de quem perde uma causa.
No caso de uma eleição presidencial na Nova República após a Ditadura Militar, é a primeira vez que um perdedor age com essa truculência contra os resultados. Os protestos que explodiram em todo o País, atingiram também, e principalmente, a alta corte da justiça brasileira, os ministros do STF, em especial, ao ministro do TSE, Alexandre de Moraes. Em Nova York, manifestantes ensandecidos, gritam palavrões contra os ministros participantes de um evento na cidade norte-americana.
O alvo dos protestos em Nova York era Alexandre de Moraes, mas o ministro Luís Roberto Barroso também foi atingido por palavrões de um manifestante, que obteve uma resposta de Barroso nada usual: “Perdeu, Mané. Não amola!”. Essa frase ganhou os trends topics de citações nas redes sociais no dia de ontem, gerando tanto comentários de políticos quanto memes. É claro que Barroso foi sarcástico sem perder a elegância ao proferir uma frase mais adequada para se dirigir a meliantes. Mas, quem protesta contra os resultados de uma eleição limpa, não passa de um meliante mesmo. Barroso acertou no tom. A cara de deboche de Alexandre de Moraes também foi destaque: tchauzinho com direito a sorrisinho maroto.
Não posso deixar de registrar a presença do foragido da justiça, Allan dos Santos que tentou constranger os participantes do evento em Nova York. Ele é um exímio representante do bolsonarismo: arrogante, truculento, mal-educado, estúpido, ignorante, boçal, autoritário e acha que as pessoas são obrigadas a obedecê-lo sem ter qualquer autoridade para dar ordens a alguém. Representativo do bolsonarismo. A Interpol já está no encalço do meliante. Vai perder, Mané.
Mas, o mais importante é que Lula está no Egito, onde participa hoje como principal ator do Brasil na discussão do clima mundial. O presidente eleito que já se reuniu com as autoridades climáticas dos Estados Unidos e da China, fará hoje, às 12h15 de Brasília, o discurso mais esperado da COP27, a cúpula do meio ambiente. O mundo, igualmente, aguarda com expectativa esse pronunciamento de Lula que hoje é considerado a figura mais importante do Planeta na questão climática. Desculpem o exagero, mas é assim que o mundo enxerga Lula nesse momento, pois o Brasil, em especial a Amazônia é uma peça fundamental para a existência da humanidade nas próximas décadas.
“Lula vai reafirmar o compromisso do seu governo para conter o desmatamento e proteger a floresta. A intenção é dar um sinal positivo e indicar que pretende realizar grandes mudanças na agenda do clima brasileira”, aponta reportagem de Daniel Reis, da CNN.
Além disso, Lula participa de um evento com governadores que integram o Consórcio Amazônia Legal. “O painel, nomeado de “Carta da Amazônia – uma agenda comum para a transição climática”, contará com a presença dos governadores Waldez Góes (PDT), do Amapá; Gladson Cameli (Progressistas), do Acre; Mauro Mendes (União Brasil), do Mato Grosso; Helder Barbalho (MDB), do Pará; Wanderlei Barbosa (Republicanos), do Tocantins; e Marcos Rocha (União Brasil), de Rondônia.
Ah, feliz retorno aos rondonienses que foram passar vergonha em Brasília. Deus mandou um aviso: perdeu, Mané. E veja se não amola nosso Lula.
OBS: “Mané” quer dizer idiota, imbecil, energúmeno e agora, doravante, mau perdedor.
(*) Roberto Kuppê é jornalista e articulista política
Com informações do Brasil 247



