Uma operação da Polícia Federal voltou a apertar o cerco contra um grupo suspeito de movimentar milhões de reais com crimes ambientais e tentar esconder o dinheiro obtido com as atividades ilegais. A segunda fase da Operação Olhos Fechados foi deflagrada nesta terça-feira (4).
Ao todo, 22 mandados de busca e apreensão foram cumpridos em Rondônia, Mato Grosso e São Paulo.
A operação investiga suspeitos de envolvimento com desmatamento, garimpo ilegal, usurpação de bens da União, associação criminosa e lavagem de dinheiro.
Investigação chega a novo núcleo
Nesta segunda fase, a PF mudou o foco para os suspeitos apontados como responsáveis por comandar os núcleos de exploração ilegal.
Os investigadores também buscam identificar como os recursos obtidos com as atividades criminosas eram ocultados ou dissimulados.
A intenção é chegar à estrutura financeira por trás do esquema e ampliar o rastreamento do dinheiro.
17 investigados usarão tornozeleira
Além das buscas, a Justiça Federal determinou que 17 investigados sejam monitorados por tornozeleira eletrônica.
Também foi autorizado o sequestro de bens dos envolvidos.
A medida poderá alcançar valores até o limite do prejuízo ambiental apontado em laudo pericial produzido durante a primeira fase da investigação.
O valor estimado é superior a R$ 11,3 milhões.
Operação avança sobre patrimônio
Com o sequestro de bens, a investigação tenta atingir também o patrimônio relacionado aos crimes apurados.
A medida busca garantir recursos para fazer frente ao prejuízo ambiental identificado pelos peritos.
As ordens judiciais foram expedidas pela 7ª Vara Federal Criminal da Subseção Judiciária de Mato Grosso.
A nova etapa da Operação Olhos Fechados amplia o cerco contra os suspeitos apontados como integrantes da estrutura de exploração ilegal e lavagem dos recursos obtidos com as atividades investigadas.



