O Tribunal do Júri de Porto Velho condenou, nesta quarta-feira (8), o policial militar, sargento Thiago Gabriel Levino Amaral (foto acima), a 21 anos de prisão pelo assassinato do colega de farda e amigo de longa data, cabo Elder Neves de Oliveira. Os jurados reconheceram que o crime foi cometido por motivo fútil e mediante traição, acolhendo a denúncia apresentada pelo Ministério Público de Rondônia (MPRO).
O homicídio aconteceu na madrugada de 18 de janeiro de 2023, na Avenida Pinheiro Machado, entre as ruas Marechal Deodoro e Joaquim Nabuco, na capital.
Segundo o MPRO, réu e vítima eram policiais militares, trabalhavam na mesma corporação e mantinham uma amizade construída ao longo dos anos.
Crime aconteceu dentro de caminhonete
As investigações apontam que os dois passaram parte da noite em um estabelecimento comercial consumindo bebidas alcoólicas.
Ao deixarem o local, a vítima dirigia uma caminhonete, enquanto o acusado seguia no banco traseiro, atrás do motorista.
Quando o veículo passava pelo cruzamento da Avenida Pinheiro Machado com a Rua Marechal Deodoro, o policial sacou uma pistola calibre .40 e efetuou dois disparos, atingindo a nuca e a parte de trás da cabeça da vítima.

Após ser baleado, o motorista perdeu o controle da caminhonete e bateu em um carro que estava estacionado.
Discussão em festa teria motivado o crime
De acordo com a denúncia, o homicídio foi motivado por um desentendimento ocorrido durante uma confraternização realizada em 25 de dezembro de 2022.
Na ocasião, a vítima teria repreendido o comportamento do acusado. Testemunhas ouvidas durante a investigação afirmaram que, depois do episódio, o policial disse que mataria o colega.
Para o Ministério Público, o crime teve motivação banal e foi praticado de forma traiçoeira, já que o condenado aproveitou a posição em que estava dentro do veículo e a relação de confiança com a vítima para atacá-la sem chance de defesa.
Família acompanhou julgamento
Familiares do policial morto acompanharam toda a sessão do Tribunal do Júri. Após a condenação, a irmã da vítima comemorou o resultado.
“Esse resultado é um refrigério para a nossa alma. A justiça foi feita”, declarou.
Com a decisão, o policial foi condenado a 21 anos de prisão pelo homicídio qualificado.



