A Polícia Militar de Rondônia (PMRO) reagiu às declarações da deputada eleita Fátima Cleide (PT) que classificou a Corporação como “letal” e afirma que a população tem medo da polícia. Em nota de repúdio, a instituição contestou as críticas e apresentou números de atendimentos realizados em 2026 para defender a confiança da sociedade no trabalho policial.
Entre janeiro e setembro deste ano, a PM registrou 242.757 atendimentos, um aumento de 22,43% em comparação com o mesmo período de 2025. No intervalo, também foram abordadas 95.113 pessoas.
Segundo dados da Corregedoria-Geral da Corporação, menos de 0,5% dos atendimentos resultaram em reclamações. Para a PM, os números demonstram que a população procura os policiais e confia no serviço prestado.
PM contesta rótulo de corporação “letal”
Na nota, a instituição afirma que classificar a Polícia Militar como letal representa uma generalização que desconsidera a complexidade do trabalho policial e os riscos enfrentados diariamente pelos agentes no combate à criminalidade.
A Corporação também reforçou que não tolera execuções nem condutas contrárias à lei. Segundo a PM, o uso da força em uma ocorrência deve ser definido pela atitude do agressor e pelo nível de ameaça apresentado, sempre dentro dos limites legais.
A instituição argumenta ainda que os policiais enfrentam situações extremas, nas quais precisam proteger a população e, ao mesmo tempo, preservar a própria vida.
Confrontos com mortes são investigados
Outro ponto destacado pela PMRO é a investigação de ocorrências com resultado morte. Conforme a nota, esses casos são apurados pela Polícia Civil, acompanhados pelo Ministério Público e submetidos à apreciação do Poder Judiciário.
A Corporação afirma que, até o momento, nenhuma dessas ocorrências resultou em condenação de policial militar. O argumento foi utilizado para contestar o que considera uma classificação generalizada da instituição como “letal”.
Corporação defende debate com base em fatos
Ao final, a Polícia Militar reconheceu a importância da transparência e da investigação de eventuais irregularidades. Também afirmou que não está acima da lei e que eventuais desvios devem ser apurados.
A instituição defendeu que as discussões sobre segurança pública sejam conduzidas com responsabilidade e respeito às instituições, sem generalizações sobre a atuação dos profissionais.
A nota termina com a reafirmação do compromisso da PMRO com a segurança da população de Rondônia, sob o lema: “Servir e Proteger”.




