A Polícia Ambiental de Rondônia será transformada em Polícia do Agro na gestão do governador eleito Marcos Rogério. A mudança foi confirmada por Lúcio Mosquini, responsável pela coordenação da equipe de transição.
A proposta é mudar a atuação da estrutura, que deverá orientar produtores rurais, combater invasões ilegais de propriedades privadas e áreas públicas e intensificar a repressão ao desmatamento.
Segundo Mosquini, a ideia não é enfraquecer a fiscalização ambiental, mas aproximar o Estado de quem trabalha no campo, com orientação a pequenos, médios e grandes produtores.
“Vamos ser parceiros de quem produz”, afirmou.
Estado aplicou R$ 3,58 bilhões em multas, mas recebeu R$ 25 milhões
Outro dado que chamou a atenção da equipe de transição foi o volume de multas ambientais aplicadas em Rondônia.
Durante o levantamento na Secretaria de Estado do Desenvolvimento Ambiental (Sedam), a equipe identificou R$ 3,58 bilhões em multas, mas apenas R$ 25 milhões teriam sido efetivamente recebidos pelo Estado.
O restante dos processos ainda está em discussão nas esferas administrativa e judicial.
Os números foram apresentados por Mosquini, mas não foram detalhados os motivos que levaram à diferença entre o total das multas aplicadas e o valor arrecadado.
Saúde será prioridade nos primeiros 100 dias
Enquanto prepara mudanças na área ambiental, a equipe de transição também analisa a situação contratual, econômica e fiscal do Governo de Rondônia.
Marcos Rogério tem recebido relatórios sobre a estrutura e as contas do Estado para definir as primeiras medidas da nova administração.
A principal prioridade anunciada é a Saúde. A promessa é concentrar esforços nos primeiros 100 dias de governo para reduzir as filas de cirurgias, exames e consultas.
A transformação da Polícia Ambiental em Polícia do Agro ainda deverá ser detalhada pela nova gestão, que assume o governo após a transição.




