O relógio virou inimigo dos políticos. Termina hoje, à meia-noite, o prazo final para quem pretende disputar as eleições trocar de partido, mudar de domicílio eleitoral ou deixar cargos públicos.
E nas últimas horas, o cenário virou um verdadeiro “troca-troca”.
Por enquanto, uma decisão já está definida.
O governador Marcos Rocha (PSD) deve permanecer no cargo e não disputar outro posto.
Já o vice, Sérgio Gonçalves (UPr), deve seguir ao lado dele até o fim do mandato.
Nos bastidores, as mudanças foram intensas.
Jesualdo Pires deixou o PSB e foi para o PP.
Hildon Chaves saiu do PSDB e migrou para o União Brasil.
Mauro Nazif trocou o PSB pelo Republicanos.
Célio Lopes deixou o PDT e também foi para o União Brasil.
Outros nomes também se movimentaram.
Everaldo Fogaça permaneceu no PSD e vai disputar vaga de deputado estadual.
Rafael Fera decidiu ficar no Podemos no último momento.
A deputada federal Cristiane Lopes também se filiou ao Podemos.
O partido ainda ganhou reforços.
Hélio Dias deixou o PSB e foi para o Podemos.
A ex-juíza Euma Tourinho saiu do MDB e também ingressou na sigla, que chega fortalecida para a disputa.
Mas a mudança mais surpreendente veio de Expedito Netto.
Ele deixou o PSD e se filiou ao PT, onde deve disputar o governo de Rondônia.
E teve confusão no apagar das luzes.
Rafael Fera quase terminou o prazo com dupla filiação. Ele chegou a se filiar ao União Brasil, mas voltou atrás e decidiu permanecer no Podemos.
O problema é que a ficha no União Brasil ainda existe — e está nas mãos de Maurício Carvalho.
Agora, com o prazo encerrando, os próximos dias devem trazer desdobramentos.
A Justiça Eleitoral deve analisar possíveis irregularidades, enquanto os partidos começam a montar oficialmente seus times para a disputa.




