
Uma jovem rondoniense desabafou nas redes sociais, que sofreu preconceito em Maringá (PR), segundo ela, por ser do estado de Rondônia, ou seja do Norte. Segundo Raquel Barbosa Becker, que é advogada, ele foi impedida de doar sangue por ser de Rondônia. Num outro post, porém, Raquel Barbosa Becker publicou que há sim restrições para doadores de sangue provenientes de regiões consideradas como áreas endêmicas dentro do prazo de doze meses (da chegada da pessoa ao Sul). “Hoje, pela primeira vez desde que cheguei a Maringá eu sofri preconceito por vir da minha terra querida que é Rondônia”, relata a advogada.
Assim, por este motivo não fui considerada apta a doação.
Porém, no estado de Rondônia, e consequentemente nos outros estados endêmicos, não se é aplicado o mesmo critério, porque lógico, não teríamos então doação de sangue.
Minha primeira questão do dia é “Porque meu sangue serve para salvar uma vida no norte, porém não serve para salvar uma vida no sul?”, pois diante da presente justificativa, tanto um enfermo quanto o outro, estão sujeitos as mesmas consequências da minha doação.
Devo dizer ainda que uma Lei não é porque exista que ela é boa, se fosse assim, não teríamos emendas, não teríamos alterações de leis, não teríamos revogações, e agora no presente momento, o Brasil não estaria adotando um novo código de processo civil.
Ainda, tratando sobre o mesmo assunto mas já olhando por outro aspecto, a tentativa da referida lei e conter um epidemia, logo, o Ministério da Saúde, encontrou como solução, que desta forma a doença fica em seu local de “origem”.
Não tenho nenhum mestrado em Malária, então não posso falar com conhecimento de causa, desejo profundamente apenas que o Governo pare de tratar o problema e comece a tratar a causa, o que tem feito com muita frequência ultimamente.
Pois pelas leituras nos noticiários percebo que epidemia de Malária acontece não só no norte.
De outra forma, a língua portuguesa é riquíssima, e quando falei em preconceito, deixei bem claro de qual estava me referindo, que aquele que é concebido sem exame crítico.
Ainda aproveitando o gancho da minha chateação, fiz uma critica sobre o tratamento que recebemos por virmos do norte, e percebo por meio dos comentários e compartilhamentos que não sou a única que tenho essa concepção de que somos tratados como menos que os outros por sermos do norte.
Devo dizer que minha intenção não é denegrir a cidade de Maringá que é linda, tão pouco as pessoas que aqui vivem que são muito simpáticas, minha critica, é sobre a forma de pensar, a forma como as pessoas concebem suas opiniões.
Um amigo me trouxe um conceito esses dias de Pão Pullman, que mesmo sendo saboroso, é o mesmo em todo lugar, vem dentro de uma embalagem igual a todas, e que não traz qualquer novidade, minha outra questão é “quanto nós estamos comprando de pão puma todos os dias?” ao invés de pegarmos uma receita, fazermos, mudarmos, alterarmos e vermos no que dá?
Essa metáfora é apenas para exemplificar que todos nós estamos aptos a formarmos nossa própria opinião sobre determinadas coisas, utilizando-se de exame critico, tendo por nossas próprias ideias uma opinião final.
Sei que pessoas críticas as vezes cansam, porque tem épocas em nossas vidas que queremos ser do tipo “zen”, que não queremos estar no meio de discussões, tão pouco, tomando partido de qualquer lado.
Mas discussões são necessárias para evoluirmos, e isso é importante não só como crescimento pessoal, mas também social.
Se o fato das discussões não fossem importantes, não haveria greve, não haveria reuniões, não haveria manifestações, tão pouco revoluções.
Ontem eu expressei minha opinião, li e ouvi a opinião de muitos outros, reavaliei minhas opiniões e cresci, hoje meu texto é questionar o quanto nos estamos dispostos a fazermos isso, ao invés de apenas ir no mercado comprar um Pão Pullman?




